Arquivos Portugal | Lugares Viagens https://lugaresviagens.com.br/europa/portugal/ Uma Volta ao Mundo Fri, 27 Feb 2026 00:03:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Setúbal, cidade das belas praias, do Bocage e do choco frito! https://lugaresviagens.com.br/setubal-cidade-das-belas-praias-do-bocage-e-do-choco-frito/ https://lugaresviagens.com.br/setubal-cidade-das-belas-praias-do-bocage-e-do-choco-frito/#respond Mon, 15 Sep 2025 21:59:46 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7308 Setúbal celebra hoje o aniversário da cidade, reafirmando o orgulho de uma comunidade rica em história, cultura e tradições. Situada ao sul e a apenas 45 km (40min) de Lisboa, Setúbal encanta pela sua localização privilegiada, entre o estuário do Sado e a imponente Serra da Arrábida. Terra natal do poeta Manuel Maria Barbosa du

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Setúbal celebra hoje o aniversário da cidade, reafirmando o orgulho de uma comunidade rica em história, cultura e tradições.

Situada ao sul e a apenas 45 km (40min) de Lisboa, Setúbal encanta pela sua localização privilegiada, entre o estuário do Sado e a imponente Serra da Arrábida.

Terra natal do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805), um dos maiores nomes da literatura portuguesa, Setúbal respira cultura e poesia.

Ao mesmo tempo, oferece aos visitantes e moradores um patrimônio diversificado: do Mercado do Livramento, considerado um dos mais belos do mundo, ao Convento de Jesus, joia arquitetônica do gótico manuelino.

A gastronomia é outro cartão de visita: o famoso choco frito (molusco marinho), os peixes e mariscos frescos e os vinhos da Península de Setúbal, com destaque para o Moscatel, conquistam todos os que passam pela cidade.

Já as praias da Arrábida, como Galapos, Figueirinha e Portinho da Arrábida, figuram entre as mais belas da Europa, unindo águas cristalinas e paisagens naturais de rara beleza.

Setúbal é símbolo de modernidade sem esquecer as raízes, unindo mar, serra, cultura e gente acolhedora. bhad bhabie baby daddy

A Câmara Municipal de Setúbal promoveu diversas atividades em celebração ao Dia da Cidade, com apresentações musicais e artísticas, visitas guiadas e outras iniciativas que deram ainda mais vida às ruas setubalenses.

Parabéns, Setúbal, cidade de Bocage, do Sado, da Arrábida – e, há dois anos, também a nossa cidade!

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Nazaré: a cidade das ondas gigantes em Portugal https://lugaresviagens.com.br/nazare-ondas-gigantes-em-portugal/ https://lugaresviagens.com.br/nazare-ondas-gigantes-em-portugal/#respond Tue, 22 Jul 2025 22:52:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7528 Na pacata vila de pescadores, o tempo parece ter parado. Desfrutar da atmosfera de antigamente nos dias atuais é uma experiência em particular. Nazaré não tem grandes marcos ou locais turísticos famosos, é bem verdade, mas é justamente a mistura de paisagens estonteantes, a praia, o mar e as tradições locais o que faz desta

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Na pacata vila de pescadores, o tempo parece ter parado. Desfrutar da atmosfera de antigamente nos dias atuais é uma experiência em particular. Nazaré não tem grandes marcos ou locais turísticos famosos, é bem verdade, mas é justamente a mistura de paisagens estonteantes, a praia, o mar e as tradições locais o que faz desta localidade no centro de Portugal um verdadeiro encanto. A raiz pesqueira agora dá lugar ao turismo – a aldeia é conhecida pelas ondas gigantes, entre as maiores do mundo – porém a herança histórica é motivo de orgulho. 

A cidade perdeu pouco de seu caráter. Entre as ruas de paralelepípedos, as casas dos pescadores, os casarões cobertos de azulejos, as roupas penduradas nos varais, por onde andam as senhorinhas com os trajes típicos – as mulheres de Nazaré, com suas sete saias e lenços coloridos, ou as viúvas, vestindo preto – vale a pena desfrutar o cenário.

No verão, Nazaré vibra e se movimenta – recebe visitantes de todas as partes do mundo e de todas as idades. No inverno, é destino preferido entre surfistas audaciosos em busca das ondas colossais. A cidade costeira faz jus a tudo o que acontece em Portugal, país com regiões maravilhosas, entre águas convidativas, séculos de memória, mirantes, neve, sol e céu azul o ano inteiro. Em Nazaré, lá do alto de um majestoso penhasco, a vista é de tirar o fôlego.

Natureza e história

Mais que a natureza, Nazaré, com seus aproximados 10 mil habitantes, também é motivo de interesse cultural, com sua rica herança e seus passeios atrativos. Entre os mais interessantes, a região do Sítio da Nazaré, no Mirante do Suberco, santuário, centro histórico, forte e farol, museus e praças onde estão lojinhas e restaurantes. No Sítio da Nazaré, a parte da cidade localizada em cima do rochedo, a primeira construção data de 1182 e o primeiro santuário de 1377.

Para quem está hospedado em Lisboa, em um bate-e-volta é possível conhecer os principais pontos da cidade e, para aproveitar com calma, vale ficar um pouco mais. Com mais tempo de viagem, uma boa ideia pode ser explorar as cidades próximas, como Óbidos e Batalha.

Com clima mediterrâneo, a região é de verões quentes e secos e invernos amenos e úmidos. Para quem prefere as praias, os meses de verão são ideais – entre junho e setembro, os termômetros marcam em média os 27º C e há menos chance de chuva. Esse é o período mais movimentado do ano, com muitos turistas e preços mais elevados.

Entre dezembro e fevereiro, os dias de inverno são mais frios e chuvosos, mas a diferença é que Nazaré fica ainda mais tranquila e os preços são mais baixos. Para os amantes do surfe, é a melhor época para ver as ondas gigantes que tornaram a vila tão famosa.

Praia de Nazaré

A mais central da cidade, a praia de Nazaré tem 1,5 quilômetros de extensão de areia, dourada e suave – vai do porto de Nazaré até o penhasco onde está o mirante. A água é fria – fica em no máximo 18ºC no verão, mesmo assim indicada para banho. Com correntes e ondas poderosas, de mar ora calmo, ora agitado, é possível realizar uma diversidade de atividades aquáticas, como stand up paddle, caiaques e jet-skis.

Praia do Sul

A praia que leva o nome da cidade, também chamada Praia da Vila, é a mais urbanizada, com boa infraestrutura de hotéis, pousadas, cafés e restaurantes – entre as opções do cardápio, mariscos e peixes frescos. Nos arredores existem ainda supermercados, pontos de táxi, lojas de comércio local, dentre outros serviços. Um calçadão envolve a orla em contorno de arco e os turistas contam com bons acessos ao areal, toldos e espreguiçadeiras para alugar.

Não muito visitada, já que a entrada precisa ser paga, a Praia do Sul fica ao Sul da Praia de Nazaré, dentro da área do porto. Bela enseada protegida do vento, é um destino preferido por pescadores e surfistas. O acesso é pelo Porto de Pesca. Praticamente deserta o ano todo, é uma dica para fugir das praias movimentadas da vila. Não tem apoio de alojamentos, restaurantes, vigilância, salva-vidas, mas tem beleza natural e tranquilidade de sobra.

Praia do Norte

Em uma generosa faixa de areia ladeada pela natureza, dunas e bosques de pinheiros, lugar popular para caminhadas e observação de aves, é na Praia do Norte que o mar oferece as famosas ondas gigantes de Nazaré – podem atingir até os 30 metros de altura. Em 29 de outubro de 2020, o alemão Sebastian Steudtner surfou a maior onda do mundo, com 26,21 metros de altura, nessa praia. Com águas gélidas e perigosas, a Praia do Norte é pouco procurada para banho e não se dá tanto para o turismo. Faz mais sucesso mesmo entre surfistas do mundo inteiro, que participam de diferentes competições ao longo do ano, locais e internacionais. A praia é ainda destino para adeptos de kitesurf e windsurf, também ideal para outras práticas náuticas, como a pesca esportiva. Assume outros nomes mais ao norte, como Praia da Areeira, Praia da Falca e Praia da Légua, porém tudo é parte de um único areal.

Ermida da Memória

Uma das construções que mais carregam a história de Nazaré, a origem da Ermida da Memória, junto ao Miradouro do Suberco, leva ao conhecimento de uma lenda local. Também chamada Capela da Memória, foi construída por D. Fuas Roupinho, alcaide para o qual Nossa Senhora de Nazaré se fez surgir. Contam que ele, que tinha como atividade caçar na região, certo dia, aos idos do ano 1182, perseguindo um veado (na versão popular uma materialização do próprio demônio) que fugia em direção ao penhasco, correu atrás dele montado em seu cavalo. Diante do perigo, já que a presa desaparecia pelo precipício a grande velocidade, D. Fuas rezou, pedindo ajuda à Virgem – ele estava ao lado da gruta onde se venerava uma pequena imagem de Nossa Senhora com o menino Jesus. E obteve a resposta – a santa paralisou o cavalo no limite do penhasco, salvando a vida do cavaleiro. 

Grato, D. Fuas mandou edificar no alto desse mesmo penhasco a emblemática Ermida da Memória, em memória do milagre, atualmente um dos locais mais visitados da vila. Diz a lenda, ainda, que a rocha, na beira do abismo, traz até hoje a marca da pisada firme do cavalo, ao parar diante do vazio. A capela fica bem na beira do mirante, com uma única e pequena janela com a vista da praia. A fachada e o interior são ornamentados com azulejos portugueses dos séculos 17 e 18, que fazem alusão ao relato – pode-se ver a imagem do cavaleiro perseguindo o veado e Nossa Senhora em seu socorro.

Ascensor de Nazaré

Tipo de trem que sobe diagonalmente pela encosta, o funicular chamado Ascensor de Nazaré faz a ligação entre a praia principal da vila e o alto do Sítio da Nazaré, onde fica o mirante do Suberco e o santuário. Mais do que um meio de transporte comum, o Ascensor de Nazaré, inaugurado em 28 de Julho de 1889, acabou se transformando, por si só, em um dos pontos turísticos da região. Percorrendo 318 metros, a viagem até o topo, 110 metros acima do nível do mar, dura 15 minutos. Para quem está na praia, é um bom passeio para chegar à parte alta da vila e também ao forte e à Praia do Norte.

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré

A história da construção do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré leva ao século 14. Abrigada em uma grande praça, a majestosa igreja barroca de Nazaré guarda uma rara estátua da Virgem Maria, uma Madona Negra alimentando o menino Jesus – antiga e única imagem da santa. A estátua teria sido feita em Nazaré, em Israel e, trazida para a localidade portuguesa, originou o nome da cidade. Nossa Senhora de Nazaré é, dessa forma, a padroeira da vila. Bem no centrinho do Sítio da Nazaré, a igreja é um santuário de relevância para os portugueses. Coberta de detalhes feitos em ouro, a igreja se sobressai com a enorme fachada e o altar surpreendente. Por dentro, é decorada por belíssimos azulejos holandeses e portugueses do início do século 18. Lugar que atrai peregrinos, é palco de uma grande festa que dura 10 dias em comemoração à data em que supostamente teria ocorrido uma aparição da Santa, a partir de 8 de setembro.

Forte de São Miguel Arcanjo – Farol de Nazaré

A construção do Forte de São Miguel Arcanjo começou em 1577, no alto de um maciço rochoso. Lugar que testemunhou batalhas e fatos históricos, agora é mais procurado por quem quer avistar as ondas gigantes de Nazaré – está bem em frente ao canhão de Nazaré, de onde surgem as célebres ondas. A construção abriga uma exposição permanente com as pranchas de surfe deixadas por famosos surfistas que ali encararam as assustadoras formações aquáticas. Na porção superior, o farol é o cenário ideal para fotografar o mar ou curtir o pôr do Sol no Oceano Atlântico. Ali, desde 1903, o pequeno e fotogênico farol alaranjado abre a visão para a costa rochosa.

Onde comer

Na parte baixa de Nazaré, a praia Central conta com diversas opções de cafés, bares e restaurantes ao longo da orla. A praça Souza Oliveira é um lugar agradável para sentar e curtir a gastronomia que a cidade marítima e de tradição pesqueira oferece, em destaque para os frutos do mar, que estão entre os principais preparos. Mistura de variados tipos de peixes, a caldeirada é um prato tradicional da vila.

Na principal praça da cidade, o restaurante Marisqueira O Casalinho tem como carro-chefe mariscos e peixes grelhados. Entre os principais pratos, estão o arroz de marisco com lagosta, que serve duas pessoas, e o polvo à lagareiro. Também há variedade de carnes, como o bitoque de porco, e omeletes.  Mais que o cardápio, o cliente também pode desfrutar de uma vista linda para a praia, enquanto experimenta os vinhos da casa.

Bem tradicional e com atmosfera rústica, em uma simpática e estreita ruazinha, a Taberna da Adélia é ornamentada com elementos que lembram o oceano. Bem no centro de Nazaré, o restaurante é recomendado pelo Guia Michelin em 2023. Situado em lugar privilegiado, o estabelecimento tem variedade no cardápio, entre opções que destacam mariscos e peixes frescos, além de deliciosos grelhados e pratos tradicionais portugueses. Como prato principal, uma boa pedida é o robalo grelhado.

Apontando para a Praia de Nazaré, aberta para a visão magnífica do mar, A Celeste é um ambiente acolhedor e intimista distribuído em três espaços e uma esplanada, onde são servidos frutos do mar locais fresquinhos. Entre as estrelas do menu, estão o robalo grelhado, as ameijoas à bulhão pato e a caldeirada à pescador. O creme de marisco também é uma ótima opção.

Onde se hospedar

Na avenida principal de Nazaré, na esquina da praia, está o Hotel Mar Bravo com sua linda visão para o mar. Está próximo ao bondinho que faz o caminho entre o centrinho histórico e o alto da falésia que abriga o Forte São Miguel Arcanjo e o Farol de Nazaré. A decoração contemporânea tem cores que fazem alusão ao oceano. No restaurante especializado em frutos do mar, o hóspede tem à disposição uma rica seleção de peixes, mariscos e carnes. Há também um terraço coberto para refeições ao ar livre.  As diárias partem de cerca de R$ 468.

Com classificação quatro-estrelas, o Hotel Miramar Sul conta com piscina externa e interna, e todos os quartos e suítes têm TV de tela plana e varanda privativa. O Atlântico View Restaurant oferta café da manhã, almoço e jantar, acompanhados pela paisagem para as águas. Entre as comodidades, também há recreação infantil grátis e traslado ida e volta do aeroporto, disponível 24 horas. O visitante pode curtir um convidativo banho de sol em uma espreguiçadeira ao lado da piscina de borda infinita, enquanto se delicia com uma bebida no bar.  O preço médio das diárias é de cerca de R$ 369.

No caminho entre o centrinho histórico e uma trilha que leva à Praia do Norte, a Zulla Nazaré’s Surf Village tem piscina ao ar livre, bar, jardim, lounge compartilhado e terraço. A pousada também pode funcionar como hostel com quartos compartilhados, incluindo acomodações exclusivas para mulheres. Local que chama ao relaxamento e para aproveitar o cair do dia com uma bebida no terrace bar. Há ainda oferta de pacotes de surfe, como o Pack Surfer, opção disponível de abril a outubro que inclui alojamento de sete noites em quarto compartilhado e dez aulas de surfe com professores certificados, com todo o equipamento e seguro. As diárias ficam em torno de R$ 297.

Para quem está com o orçamento mais apertado, outras duas opções, igualmente bem localizadas, com vista para o mar e confortáveis, são o Hotel Oceano e o Hotel Ribamar.

A melhor área para se hospedar é a parte baixa da cidade. A praia central oferece uma ótima infraestrutura com variadas opções, calçadão e também cafés e restaurantes. Verdade é que Nazaré tem uma farta lista de acomodações, das mais requintadas até hostels bem descolados – afinal, se trata de uma cidade que não só recebe muitos turistas, como também a galera do surfe.

Como chegar

O aeroporto mais próximo de Nazaré é o aeroporto de Lisboa. As duas cidades estão distantes cerca de 120 quilômetros. Partindo da capital portuguesa, a Rede Expresso conta com ônibus com saídas diárias e em horários variados, a partir da Estação Sete Rios. A viagem leva cerca de 1h50 e custa 10 euros.

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Batalha: cidade símbolo da vitória dos portugueses sobre os espanhóis  https://lugaresviagens.com.br/batalha-mosteiro-portugal/ https://lugaresviagens.com.br/batalha-mosteiro-portugal/#respond Thu, 10 Apr 2025 22:17:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7523 Os encantos de uma paisagem singular, a identidade cultural e histórica, a beleza monumental e do patrimônio, a gente que cativa. Estar em Batalha é descobrir capítulos de memória, saber o que contam a arte, a arquitetura e a natureza. Em uma conversa entre mar e serra, entre planaltos verdejantes, campos de cultivo e formações

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Os encantos de uma paisagem singular, a identidade cultural e histórica, a beleza monumental e do patrimônio, a gente que cativa. Estar em Batalha é descobrir capítulos de memória, saber o que contam a arte, a arquitetura e a natureza. Em uma conversa entre mar e serra, entre planaltos verdejantes, campos de cultivo e formações calcárias únicas que caracterizam a região, há muito o que explorar. Edificações civis e religiosas de diferentes épocas, costumes e tradições fazem da cidade, distante cerca de 100 quilômetros de Lisboa, uma referência no país, e por isso mesmo é procurada por mais de meio milhão de turistas todos os anos.

Palco de momentos históricos relevantes, o início da ocupação leva ao período paleolítico. Depois a história conta sobre a presença romana em Colippo (considerada uma das mais importantes cidades luso-romanas da costa oeste da Península Hispânica), até as lutas decisivas pela independência. Foi a vitória na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, que resultou na construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, obra prima do gótico português mais conhecida como Mosteiro da Batalha, um polo de atração que deu origem à Vila da Batalha. Batalha foi desta maneira fundada em 1.500 pelo rei D. João I, consolidado com o título após o embate, na região do mosteiro feito para agradecer pela vitória na Batalha de Aljubarrota. O acontecimento que dá nome à cidade também é uma das  maiores batalhas da Idade Média e está entre os fatos mais emblemáticos da história de Portugal.

A cidade está na Região Centro Litoral de Portugal e pertence ao Distrito de Leiria. Faz fronteira com os municípios de Leiria, Porto de Mós, Ourém e Alcanena e fica próximo de Fátima. Daí também é fácil partir para as mais cobiçadas praias do país, como Nazaré, Vieira, Pedrogão, São Martinho do Porto ou Peniche, que estão a cerca de uma hora da sede do concelho. Por perto, estão ainda lugares dignos de serem vistos, como as serras D’Aire e Candeeiros e S. Mamede, que fazem a região destino perfeito para atividades como bikes, escalada e caminhadas.

Durante o ano, Batalha recebe uma vasta programação de eventos, como feiras de artesanato e gastronomia, mostras de produtos locais, reconstituições históricas, festivais de teatro e de folclore, concertos e festas, entre outras variadas atrações que se unem às tradições religiosas e pagãs. A cidade abre as portas para quem quer desfrutar uma atmosfera única e dinâmica.

Mosteiro da Batalha

Patrimônio da Humanidade pela Unesco, título alcançado em 1983, e desde 2007 uma das 7 maravilhas de Portugal, o Mosteiro da Batalha, ou Mosteiro de Santa Maria da Vitória, está entre as mais importantes atrações da cidade e monumentos portugueses. Símbolo da vitória dos portugueses sobre os espanhóis, no século 14, foi edificado ao longo de quase 200 anos e também é considerado Panteão Nacional. O mosteiro é justamente uma referência à elevação de Dom João I ao trono português, após a derrota definitiva dos castelhanos (os “espanhóis” da época, de Castela) na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385. O rei determinou a construção do mosteiro como agradecimento à Virgem Maria pela vitória, que é celebrada em festa sempre ao mês de agosto de cada ano. A obra começou em 1387 e seguiu até a inauguração em 1517, embora a construção tenha sido finalizada oficialmente em 1563.

Ao lado do significado histórico, a arquitetura enaltece o estilo alto gótico e faz a edificação uma das mais trabalhadas e bem acabadas de Portugal, e porque não dizer do mundo. Arcos com entalhes e detalhes são o prenúncio do que viriam ser em seguida os traços do barroco e do rococó, com uma configuração espacial concebida para promover uma iluminação interna e externa única.

Aí estão as sepulturas de D. João I, Mestre de Avis (filho ilegítimo do rei D. Pedro I com Teresa Lourenço), D. Filipa de Lencastre (esposa de D. João I), o infante D. Henrique, o infante D. João, D. Isabel, D. Duarte  (filhos de D. João I e D. Filipa), D. Fernando (pai de D. João I) , D. Afonso V (filho do rei Duarte I) e D. João II (filho de Afonso V).

Os ingressos custam 6 euros, e há descontos para idosos acima dos 65 anos, jovens e famílias numerosas, por exemplo. Crianças até 12 anos não pagam para entrar, e o acesso também é de graça aos domingos e feriados até às 14h para todos os cidadãos que residem em Portugal, com comprovação.

Claustro Real

O mosteiro tem algumas divisões em áreas de interesse. Entre elas o jardim fechado chamado Claustro Real, com uma beleza em particular nos dias ensolarados, quando o verde aninhado entre arcos góticos brancos e brilhantes, em riqueza de detalhes, se sobressai. A decoração no estilo se combina em alguns pontos incrivelmente com as características manuelinas. Ainda que a história conte mais de 600 anos da construção, esculturas e pináculos permanecem impecavelmente conservados. Edificado entre 1448 e1477, é também chamado de Claustro de D. João I.

Capelas Inacabadas

Na parte de trás do mosteiro estão as Capelas Imperfeitas. A peculiaridade de nunca terem sido terminadas de fato também lhe dão o nome de Capelas Inacabadas. Entre o estranho e o belo, são as imperfeições que dão ao Mosteiro da Batalha uma aura de mistério, característica dissonante se considerado o contexto da filosofia reta e inflexível do catolicismo da Alta Idade Média. A construção é um pedido do rei Eduardo de Portugal para ser um segundo mausoléu real, encomenda de 1437. Ele e a rainha Eleanor de Aragão são os únicos enterrados aí.

Capela do Fundador

Construída entre 1426 e 1434, a Capela do Fundador é tida como um dos mais importantes edifícios adjacentes ao mosteiro. Existem três túmulos que são cópias das tumbas originais de D. Afonso V, João II, e seu filho e herdeiro, Príncipe Afonso. D. João I, o Rei Vitorioso, está aí sepultado até hoje, assim como sua esposa e filhos. Uma atmosfera mística e de espiritualidade se forma pela iluminação que chega dos vitrais. Com planta quadrada, a capela se distribui em três vãos fictícios e um octógono central sustentado por oito pilares.

Centro histórico

No centro histórico, toda a identidade de Batalha. São marcos da história da cidade, como igrejas, museus e espaços verdes que podem fazer a diversão dos pequenos. A Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz, também chamada Igreja Matriz da Batalha, é um desses lugares que estão no burburinho da cidade. Como o mosteiro não dispunha de um serviço paroquial para atender os moradores, foi determinada a construção, que aconteceu entre 1514 e 1532. A edificação tem nave única coberta de madeira, com uma capela-mor quadrangular com abóbada estrelada. Na fachada, o pórtico de 1502 impressiona e é apreciado pelos visitantes. Ao decorrer do tempo, a igreja passou por revitalizações e hoje destaca as decorações barrocas do século 18. No século 20, o campanário deu lugar a uma torre sineira, e um retábulo de pedra foi adicionado ao interior da capela-mor.

Com canteiros relvados e floridos, o Jardim do Lena é um agradável espaço verde, ideal para caminhadas ou para desfrutar bons momentos com a família. Além da natureza como cenário, dispõe de parque para as crianças e fonte de água potável. Perto do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, convida para se sentar e apreciar toda a beleza do lugar. No amplo e aprazível Jardim da Cerca, os caminhos levam a canteiros floridos, bebedouros, vegetação diversificada, um lago com animais e um espaço para piqueniques, no ambiente que tem como um dos destaques o piso em calçada portuguesa.

A inauguração do Jardim dos Infantes, outro destino importante no centro histórico de Batalha, fez parte de um projeto de valorização ambiental do Rio Lena, que banha a cidade. Jardim infantil, área para esportes radicais, pistas de minigolfe, ciclovia e outros equipamentos formam o Parque dos Infantes, que evoca os infantes (nesse caso filho de reis, porém não herdeiros do trono) da Dinastia de Aviz, através de oito painéis com uma breve resenha histórica, ao lado de poemas do livro “Mensagem”, de Fernando Pessoa. Aí, se unem a cultura e a vertente recreativa para enriquecer o espaço de lazer que se desenvolve ao longo da margem nascente do Rio Lena, no centro da Batalha. 

Ainda no centro histórico, o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha reúne a história da evolução da cidade ao longo dos últimos 250 milhões de anos. São exposições dinâmicas e interativas que perpassam as origens geológicas, paleontológicas e arqueológicas de Batalha, estendendo as temáticas por diferentes acontecimentos, entre os marcos mais importantes em termos históricos e artísticos, até características socioculturais que hoje identificam a cidade. De caráter pedagógico, o acervo destaca a Batalha de Aljubarrota e a construção do Mosteiro da Batalha. O museu é premiado nacional e internacionalmente.

Pia do Urso

Aninhada na bonita Serra de Aire e Candeeiros, lugar onde se encontra paz de espírito, a Pia do Urso é um recanto especial de Portugal, um pequeno pedaço de cheiros, texturas, paisagens e estímulos para experimentar, tocar, sentir.  Perto de Batalha e a 15 minutos de carro do Santuário de Fátima, a aldeia abriga casas típicas e o clima interiorano do país. Um passeio, no mínimo, interessante, relaxante e tranquilo, perfeito para toda a família e uma boa ideia de diversão para as crianças. Aí ficam um restaurante com pratos regionais, um café e banheiros públicos. 

O visitante pode caminhar por um percurso sensorial, distribuído em estações com informações em braille e outros recursos táteis, olfativos e sonoros, como jogos, brinquedos e instrumentos musicais, que fazem a festa da garotada – a rota sensorial fica dentro do chamado Ecoparque Sensorial da Pia do Urso.

Esse é um espaço rural remodelado para o turismo. É indicado que o acesso seja feito de carro. Há um estacionamento na entrada do percurso da aldeia e um mapa mostra como ela está dividida e como é o passeio. Com casas charmosas, feitas de pedras antigas e madeira, características das aldeias serranas, um destino curioso, misto de fábula e magia.

O caminho permite conhecer a flora, a fauna e as diversas formações geológicas chamadas pias, onde a história conta que os ursos vinham beber água – a partir daí justamente a origem da toponímia: Pia do Urso. A pia em questão, devidamente assinalada no local, tem um declive natural que facilitaria aos ursos e outros animais a ingestão do líquido em uma área ricamente arborizada.

No tempo dos romanos, o lugar de Pia do Urso era utilizado como ponto de passagem. Na Idade Média, mais precisamente em 1385, por aí passavam as tropas comandadas por D. Nuno Álvares Pereira, na caminhada entre Ourém a Porto de Mós, com destino a Aljubarrota, onde ocorreu uma das batalhas mais decisivas para a afirmação da independência de Portugal. Também serviu como passagem dos militares das invasões francesas. Os mais idosos dizem que a permanência dos exércitos franceses no lugar se deveu à existência da oliveira servida de esconderijo de armas, munições e pólvora – uma lenda conta que a oliveira era diferente das demais, com a rama preta e sem nunca ter produzido azeitona.

O único problema de estar na Pia do Urso é controlar o desejo de trocar a cidade por esse pedaço de céu.

Ecoparque Sensorial da Pia do Urso

O Ecoparque Sensorial da Pia do Urso é parada obrigatória. É onde fica a rota sensorial, conceito inovador que quer dar aos deficientes visuais, em especial, a chance de apreender o meio ao redor a partir de outros sentidos, particularmente o tato e o olfato – todas as informações estão disponíveis em braile. O caminho reúne estação de educação ambiental, uma do período jurássico, uma sobre a Batalha de Aljubarrota, um miradouro, uma estação lúdica e outra musical, com jogos e, claro, a Pia do Urso. O lugar certo para sentir e desfrutar a natureza, onde sons, aromas e formas, e as alegorias históricas, se misturam com o verde exuberante da vegetação. Árvores de carvalho esplêndidas oferecem sombras refrescantes para descansar e refletir. Entre piqueniques e caminhadas, é hora de descobrir algumas memórias da região. A entrada é gratuita.

Centro de BTT Pia do Urso

A beleza da região também pode ser apreciada em passeios de bicicleta. Na Pia do Urso, o Centro de BTT da Batalha tem trilhas sinalizadas, com 365 quilômetros, divididos em quatro níveis de dificuldade que percorrem os Concelhos da Batalha, Porto de Mós e Leiria. Imerso na natureza da Batalha, o centro é o primeiro a ser reconhecido pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Um ponto de partida para quem gosta de aventura. São oito percursos disponíveis: um fácil, um moderado, três difíceis e dois muito difíceis. A opção depende do esforço e do tempo que o praticante deseja dispender para a atividade. A menor rota tem 12,5 quilômetros e leva entre uma a duas horas para ser percorrida. A maior leva entre seis ou sete horas para completar 92,5 quilômetros. O centro tem banheiros e uma zona de lavagem e pequenos reparos para as bikes.

Rota dos Moinhos

É hora de descer da magrela e descobrir os moinhos, uma das maiores joias da região. Entre 6 e 9,5 quilômetros de extensão, são quatro percursos marcados – depende da disposição. Um dos preferidos entre quem chega à Pia do Urso, o Percurso Pedestre Rota dos Moinhos tem início junto ao Hostel Pia do Urso, perto da entrada norte do ecoparque sensorial – são 6,7 quilômetros, passando por vários moinhos, alguns ainda em funcionamento. O Moinho do Zé Cuco foi reconstruído recentemente; o Moinho do Manuel Moleiro e o do Mocho têm vista privilegiada para a Capela de São Mamede, e a partir daí o passeio segue pelo caminho dos romeiros do século 16. Do conjunto dos dez moinhos existentes em outros tempos, hoje dois são visíveis, em um trajeto que dura aproximadamente três horas. Já o Percurso Pedestre Rota dos Moinhos começa pela Escola Básica dos Crespos, próximo da entrada Norte do ecoparque. Um lugar de contato próximo com a natureza, onde podem ser observadas inúmeras espécies animais e vegetais. A rota também é marcada pela existência de vários moinhos, alguns deles ainda em funcionamento.

Grutas da Moeda

Para conhecer as Grutas da Moeda, formações calcárias em São Mamede, é preciso descer 45 metros. Não podem faltar no roteiro por Batalha e região. É um dos pontos altos da viagem. Narra a lenda que um ladrão roubou um homem abastado e caiu no algar, levando consigo uma bolsa cheia de moedas – daí o nome. São 350 metros de extensão visitável, que guardam algumas das mais belas paisagens geológicas da região. A visita inclui um filme explicativo sobre a formação da gruta, além do Centro de Interpretação Científico-Ambiental, um espaço interativo onde pequenos e grandinhos podem descobrir fósseis, minerais e outras curiosidades sobre a origem das formações, como interagem com a biodiversidade local, entendendo a importância do calcário para a região e como ele influencia o modo de vida das pessoas. O turista pode ainda conhecer uma loja que dispõe de variedade de minerais e fósseis de diferentes países.

Centro Interpretativo da Batalha de Aljubarrota (CIBA)

Com o foco em realizar estudo de campo, preservar e exibir informações sobre a Batalha de Aljubarrota, assim como divulgar dados históricos sobre o século 14, o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota é um museu aberto em 2008. Está em São Jorge, a pouco mais de 3,5 quilômetros do Mosteiro da Batalha. Em quase 2 mil m² de área, ressalta a exposição dedicada à batalha, e também reúne um auditório que exibe filme que reconstitui o confronto, além de programas educativos e um espaço de exposições temporárias.

‌ONDE COMER

É fato que passear abre o apetite. Em Batalha, come-se e bebe-se muito e bem. Entre receitas repletas de sabor e que contam histórias de gerações, com destaque para carnes e bacalhau, a gastronomia local tem entre os pratos tradicionais o tachadéu (fritada de porco em tacho de barro), a morcela de arroz e a tibornada (bacalhau com batatas ao murro). Quando o assunto são os doces, brilham entre as estrelas as cavacas do reguengo do fetal, os bolos de ferradura, os bolos de palma e bolo de perna, e o pudim da Batalha.

A morcela de arroz, também chamada branca, é feita com arroz e carne e, diferente de outros pratos feitos na região, o sangue não entra no preparo. Pode ser cozida ou assada e marca presença na maioria dos restaurantes, principalmente em composições de sopas. Também é encontrada para venda – quem aprecia pode dividir o sabor com o resto da família.

Receita antiga de Batalha, o doce cavacas do reguengo do fetal faz lembrar nuvens, por ser bem leve e com cobertura branca de açúcar. A receita está associada às Festas de Nossa Senhora dos Remédios, porque as delícias eram leiloadas após as procissões, eventos noturnos iluminados por velas feitas com cascas de caracóis, o que dá às festividades o outro nome de Festa dos Caracóis. Dessa forma, a especialidade só se encontra durante as festas religiosas em nome da Senhora do Fetal, em Reguengo do Fetal, que acontecem todos os anos, entre setembro e outubro. Conta a história que as cavacas de reguengo do fetal integravam as fogaças, grandes tabuleiros de madeira, forrados com toalhas de renda onde se transportavam vários produtos regionais.

Com vista para o Mosteiro da Batalha, o Restaurante Burro Velho dispõe de um espaço acolhedor, confortável, e de bom gosto. O cenário ideal para apreciar o melhor da gastronomia portuguesa tradicional aliada à inovação e criatividade dos chef’s, na companhia dos melhores vinhos nacionais e internacionais. De segunda a sábado, além das opções fixas, dispõe de um tentador e variado menu, perfeito para momentos mais descontraídos, para petiscar ou degustar uma refeição completa. Com uma grande oferta de carnes, pescados frescos e mariscos, pães e bebidas variadas, sobremesas caseiras e autênticas, os pratos são confeccionados com criatividade e todos os ingredientes são criteriosamente selecionados para garantir a alta qualidade. Corre nas veias desse restaurante o espírito tradicional e, desde a beleza das redondezas e o interior das salas, o bom ambiente é característico do estabelecimento.

Para quem quer visitar a Itália sem sair de Portugal, a Sapori Pizzeria Italiani tem tudo o que deseja. O ambiente único, com o lindo espaço externo, torna ainda melhores as especialidades oferecidas. Entre as opções de refeições saborosas e criativas, também há espaço para iguarias vegetarianas. Tem sempre algo para todos os gostos. O cardápio de almoço é perfeito para uma pausa com amigos ou uma reunião com clientes ou parceiros de negócios importantes, e o jantar pode ser um momento ainda mais apetitoso. Entre a seleção de pratos da cozinha tradicional italiana, com massas e pizzas, o bar da salada também convence os convidados. Em destaque ainda o chá aromático e as bebidas frias sem álcool frias, as sobremesas divinais e os gelatos refrescantes.

Espaço agradável e descontraído, na Hamburgueria Enigma a estrela é o hambúrguer artesanal, acompanhado de batata frita ou batata-doce. Há também hambúrgueres vegetarianos e de carne branca. A casa preza pela qualidade dos produtos, sempre frescos. O cardápio tem ainda os pregos, como se chamam em Portugal o sanduíche de pão recheado geralmente com variações de carne, queijo e ovo, além de entradas, bifes, saladas e sobremesas. O ambiente também conta com um bar lounge e pode ser aproveitado, depois da refeição, na companhia de coquetéis, cervejas artesanais e vinhos de referência.

ONDE FICAR

A vila tem poucas opções de hotéis. Mas as acomodações servem bem. Há possibilidade de vista para o mosteiro e hotéis 4 estrelas. Os valores de hospedagem ficam entre 45 a 76 euros para duas pessoas, com café da manhã incluído, em média.

Na categoria 4 estrelas, está o confortável Hotel Villa da Batalha. Às margens do Rio Lena, fica a 25 minutos de carro do Santuário de Fátima e a 40 minutos de carro das Praias de Nazaré e São Pedro de Moel. O Restaurante Adega dos Frades serve saborosas preparações da cozinha típica de Portugal, além de pratos vegetarianos, e é uma boa pedida para o proveito dos hóspedes. As diárias começam entre pouco mais de R$ 400 e podem passar de R$ 500.

Na classificação 3 estrelas, o despretensioso Casa do Outeiro – Arts & Crafts Boutique Hotel fica em um bairro arborizado, a quatro minutos de caminhada do Mosteiro da Batalha e a oito quilômetros do antigo Castelo de Porto de Mós. Lugar tranquilo, ideal para famílias, tem quartos com wi-fi grátis, TV de tela plana, frigobar, chaleiras e cafeteiras. Os quartos de categoria superior incluem sacada e alguns têm vista para o mosteiro. O hotel dispõe ainda de sala de TV com lareira e um bar self-service, além de sala de jogos, sala de leitura, piscina sazonal, solário, parquinho para crianças, estacionamento, bicicletário e café da manhã. As diárias partem de cerca de R$ 400.

Para quem pretende gastar menos, o Hotel São Jorge, a um quilômetro do centro de Batalha, é uma dica. A acomodação 2 estrelas está em uma estrada importante, a sete quilômetros do Parque Natural de Aire e Candeeiros, e a três quilômetros do Mosteiro da Batalha. Os quartos contam com banheiro privativo, ar condicionado e TV a cabo. Os bangalôs com um quarto dispõem de sala de estar e de TV por satélite. Outras comodidades incluem piscina exterior com espreguiçadeiras, campos de tênis e estacionamento grátis. As diárias partem de cerca de R$ 340.

Outra sugestão é ficar nas cidades de Leiria, Fátima ou Nazaré, que têm mais opções de hotéis e restaurantes, e ficam perto de Batalha.

COMO CHEGAR

Partindo de Lisboa, para a viagem de carro basta seguir as placas para Fátima, nas autoestradas da região. A partir de Fátima, são aproximadamente 30 minutos até Batalha. De ônibus, nas linhas diretas a partir da capital portuguesa até Batalha, a viagem é de cerca de duas horas – são cinco horários de partida todos os dias. De trem, a estação mais próxima fica na cidade de Leiria, a menos de 15 quilômetros ao norte de Batalha. A sugestão é ir até Leiria e de lá pegar um táxi ou Uber. Se a ideia é participar de excursões, são várias as opções de tours a partir de Lisboa e outras cidades. O Mosteiro da Batalha é roteiro obrigatório oferecido e recomendado por qualquer hotel ou agência de turismo. Uma vez na cidade, a ideia é mesmo caminhar. O centro histórico é relativamente pequeno e agradável para andar a pé. Apenas uma das atrações fica longe do centro.

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Évora: muita história na capital do Alentejo https://lugaresviagens.com.br/evora-capital-do-alentejo/ https://lugaresviagens.com.br/evora-capital-do-alentejo/#respond Tue, 21 Jan 2025 21:30:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7520 mermaid414 nude beaches Labirintos de ruas e becos estreitos, a cada esquina testemunhos da história. Templos romanos, praças e edifícios mouros, igrejas em estilo gótico-manuelino, capela feita com ossos, ruínas, museus. Por toda parte, os icônicos azulejos portugueses, grandes conjuntos de casas caiadas, vinícolas majestosas. Évora, uma das joias do Alentejo, em Portugal, se esparrama

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Labirintos de ruas e becos estreitos, a cada esquina testemunhos da história. Templos romanos, praças e edifícios mouros, igrejas em estilo gótico-manuelino, capela feita com ossos, ruínas, museus. Por toda parte, os icônicos azulejos portugueses, grandes conjuntos de casas caiadas, vinícolas majestosas. Évora, uma das joias do Alentejo, em Portugal, se esparrama dentro e fora das muralhas.

Tudo aí é uma mistura de culturas, já que Évora foi conquistada por diferentes povos seguidamente até ser retomada pelos portugueses. O primeiro registro de habitação humana leva aos celtas, depois os romanos chegaram e construíram a famosa muralha que circunda a cidade, antes de ser conquistada pelos mouros. Houve um tempo de dominação muçulmana e, finalmente, de volta ao comando dos portugueses.

Uma história que chega a vestígios pré-históricos, de mais de cinco milênios, como comprovam monumentos megalíticos perto da cidade. Os indícios arqueológicos mais antigos são entre os séculos 2 e 5 antes de Cristo – ainda imponentes no Centro da cidade, as ruínas do templo romano lembram o século 1. 

A fundação remonta ao ano de 1166 – a criação oficial é a data da reconquista cristã, quando Évora foi tomada aos Mouros. A época de ouro leva ao século 16, nesse tempo morada dos reis de Portugal. Em 1986, recebeu o título de patrimônio mundial pela Unesco.

Passear por Évora é sentir o passado e vivenciar todo o encanto de um lugar com muita coisa para contar. Ainda que tenha vivido o domínio estrangeiro, a região nunca perdeu a identidade lusitana. Riqueza que faz de cada parte da cidade única e cheia de preciosidades para os mais curiosos.

Templo Romano

Erguido provavelmente no século 1 em reverência ao imperador Augusto, o Templo Romano está na lista dos mais importantes monumentos romanos em terras portuguesas – é herança da época de domínio de Roma no país, com as clássicas e inconfundíveis colunas, avistadas de longe. Também chamada Fórum, da construção original, de quase 2 mil anos, permanecem o pódio e as colunas. Entre a catedral e a praça Jardim Diana, está no ponto mais alto da cidade. Aí perto também fica a Biblioteca Pública de Évora, palco de exposições artísticas e acontecimentos culturais.

As ruínas do templo foram remodeladas com o passar dos anos. No decorrer da era medieval, a base e as colunas viraram parte das paredes de um prédio e o espaço foi usado como um açougue do século 14 até 1836. Isso acabou preservando as características remanescentes da época romana. Em 1871, as adições medievais foram removidas e o templo começou a ser reconhecido como um marco histórico e ponto turístico, um dos mais antigos de Évora.

Praça do Giraldo

Em Évora, todos os caminhos levam à Praça do Giraldo. No coração da cidade e um dos ícones da região, foi construída entre 1571 e 1573 lembrando o nome de Geraldo Geraldes, o “Sem Pavor” – a denominação foi estabelecida pelo personagem lendário da história de Portugal, à época das lutas da Reconquista, ter cedido seus préstimos para combater e ajudar a retirar os mouros do território português. 

Em lugar de destaque, a fonte barroca em mármore com oito bicas simboliza as oito ruas centrais que desembocam na praça. Aí também está a Igreja de Santo Antão, além de estabelecimentos comerciais, cafés, bares e restaurantes, que formam o belo conjunto arquitetônico dos prédios ao redor – a praça é endereço de alguns dos edifícios e monumentos mais importantes da província. O fervilhar de gente chama ao encontro no almoço ou para o happy hour.

Convento dos Loios

O Convento dos Loios foi construído onde antes existia um castelo medieval, edificado em uma mescla dos estilos mudéjar, gótico e manuelino, testemunho arquitetônico de épocas diferentes. A primeira pedra da edificação foi lançada em 1487, por iniciativa do primeiro conde de Olivença, D. Rodrigo de Melo, guarda-mor do rei D. Afonso V, e também Governador de Tânger, que dois anos antes iniciara a construção da igreja anexa (da invocação de São João Evangelista), destinada a panteão de família.

No piso térreo, a entrada da antiga Sala do Capítulo, já quinhentista, rasgada por um exuberante portal com arcos em ferradura, perfeito exemplar da arquitetura regional manuelino-mudéjar, salta aos olhos. Nessa mesma porta, está um medalhão evocando a participação de D. Rodrigo na Batalha de Azamor, em 1508, data aproximada das obras que compõem essa sala. O convento foi bastante danificado com o terremoto de 1755, e agora abriga a Pousada dos Loios. É classificado como Monumento Nacional desde 1922.

Museu de Évora

Vários museus contam a história de Évora e do Alentejo, na cidade que também é chamada cidade-museu. Para quem gosta, a lista dos centros de cultura é convidativa. Dentro dela, destaque para o Museu de Évora. Com mais de 100 anos de fundação, o interior do prédio, por si só, merece a visita. Uma coleção de arqueologia está entre a exposição permanente, à qual se unem mostras temporárias sobre vários temas, em um panorama da arte lusitana ao longo do tempo. Em lugar de protagonista, o conjunto de 13 painéis que retratam a Vida da Virgem, e seis painéis menores com a Paixão de Cristo, pintados em meados do século 15. Aberto de terça a domingo, esse é o principal museu de Évora, tido como um verdadeiro tesouro histórico.

Maior catedral medieval de Portugal, a Sé de Évora, também conhecida por Catedral de Évora e Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, teve sua construção iniciada em 1184 e ficou pronta em 1250, sendo que a inauguração aconteceu antes da conclusão da obra, em 1204. Com cada povo que dominou a cidade murada, a catedral passou por mudanças ao longo do tempo, e assim retrata estilos e épocas históricas diferentes. 

Com traços góticos e românicos, toda feita em granito, é cheia de detalhes, com destaque para as estátuas dos apóstolos. Do alto do telhado, no terraço que é o ponto mais alto de Évora, um lugar privilegiado para avistar a cidade. Em 1988, a catedral foi declarada patrimônio pela Unesco. Localizado em dois pisos da casa contígua, na catedral da Sé, o Museu da Arte Sacra da Catedral de Évora expõe uma das mais importantes coleções de arte sacra de Portugal.

Rua 5 de Outubro

Passagem obrigatória para quem chega a Évora, a Rua 5 de Outubro tem de tudo um pouco. Estar na via de traçado irregular é ter contato com o artesanato, lembranças e produtos locais. Além das peças que simbolizam o Alentejo, a rua guarda tesouros arquitetônicos. Com um burburinho cheio das cores de suas paisagens e transeuntes, é o lugar certo para quem adora fazer comprinhas durante o passeio.

Paço de São Miguel

Um dos edifícios mais emblemáticos de Évora, envolto pela aura própria do que a história cria com o passar dos séculos, o Paço de São Miguel é palco de memórias. Lugar da realeza durante a Idade Média, foi morada para os reis de Portugal da primeira dinastia, e também serviu de base militar ao Condestável D. Nuno Álvares, fronteiro-mor do Alentejo. Convertido em sede da Capitania-mor de Évora no século 15, tornou-se residência dos poderosos Condes de Basto, que solicitaram o fantástico conjunto de afrescos que reveste os tetos dos salões nobres, exemplares raros de pintura que mistura o profano e o mitológico, características do período.

Com o decorrer dos anos, o Paço de São Miguel viveu uma época de sombras, e em meados do século 20 encontrou um avançado estado de degradação. Em 1957, o filantropo e mecenas Vasco Maria Eugênio de Almeida determina a revitalização do lugar e o complexo de edifícios que completavam o conjunto. Aí fixou residência e estabeleceu sede da Fundação Eugénio de Almeida, que criou em 1963. Classificada como Monumento Nacional, a construção mistura traços italianos, renascentistas, inspirações muçulmanas e vestígios de estruturas góticas.

Palácio dos Duques de Cadaval

Pertencente à família dos duques de Cadaval que vem passando por gerações até os dias atuais, o Palácio Cadaval, em frente ao Jardim Diana, ao lado da igreja São João Evangelista (propriedade do palácio) e às ruínas romanas, foi erguido no século 14. Espaço pequeno, é morada da Duquesa de Cadaval e seus parentes, mas a igreja e parte das salas são abertas à visitação do público. A capela acoplada ao palácio ressalta os azulejos típicos de Portugal. Aí está também um ambiente museológico onde ficam expostas pinturas antigas, móveis, antigos manuscritos, uma coleção de códices iluminados, armaria e esculturas. A visita inclui a igreja dos Loios, também posse da família.

Igreja de São Francisco – Capela dos Ossos

Não é uma metáfora. A Capela dos Ossos é, de fato, uma capela ornamentada com ossos humanos. Por curiosidade ou para abrir a cabeça e enxergar a morte e a vida por outra perspectiva, a visita é obrigatória, ainda que seja um lugar tão inusitado. Uma das atrações que mais chamam a atenção em Évora. A história que circunda a capela há que ser conhecida. A construção é do século 17, por iniciativa de um frade que queria lembrar seus companheiros de que a vida é finita, transitória. Logo na entrada, a frase Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos demonstra a intenção.
As estimadas 5 mil caveiras humanas, que estavam enterradas em cemitérios da cidade, passaram a decorar a capela, como idealizaram os monges franciscanos, já que os cemitérios ocupavam muito espaço. Há algo diferente em ver ossos, crânios humanos e esqueletos que forram todo o interior, mas a perspectiva sobre a fragilidade da vida humana é o que importa. A luz que adentra o ambiente, direcionada para os esqueletos, forma um visual surpreendente. Quem vai à capela pode conhecer também uma coleção de presépios.

A capela está localizada na Igreja de São Francisco, edificada entre 1480 e 1510, em estilo gótico-manuelino. A nave única, coberta por uma imensa abóbada de pedra, é uma obra-prima da arquitetura gótica portuguesa. Ornamentos em cada uma das capelas internas, especialmente na capela da Ordem terceira, recheiam a igreja por dentro.

Igreja da Misericórdia

Localizada no Largo da Misericórdia, bem no caminho entre as Portas de Moura e a Praça do Giraldo, à sombra de majestosas árvores que a protegem do calor alentejano, a Igreja da Misericórdia é um importante monumento religioso de Évora.  Determinada pelo rei D. Manuel I, pela rainha D. Maria, sua mulher, e pela rainha-viúva D. Leonor, sua irmã, a fundação da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia data de 7 de dezembro de 1499. A primeira sede foi a Capela de São Joãozinho, anexa ao Convento de São Francisco. A transferência para o lugar onde fica hoje aconteceu durante o reinado de D. João III. 

A Santa Casa da Misericórdia esteve desde sempre ligada à religião e à igreja. Do desejo de ampliar o campo de atuação e ajudar os mais desfavorecidos, no campo material e espiritual, nasce a Igreja da Misericórdia.

De perfil clássico, sóbria, a igreja guarda um lindo conjunto de arte barroca dos séculos 17 e 18. Com construção iniciada em 1554, em nave única e planta retangular, é uma das mais encantadoras igrejas de Évora. A magnífica decoração com azulejos azuis e brancos, de 1715, é composta por sete painéis representando as Obras de Misericórdia e é um dos mais importantes conjuntos azulejares de autoria da oficina lisboeta de Antônio de Oliveira Bernardes.

A nave é atravessada por um grupo de sete telas barrocas da autoria do pintor eborense Francisco Xavier de Castro. No altar-mor, o retábulo do Estilo Nacional, de oficina eborense, do início do século 18, é mais um ponto a destacar, assim como a representação a óleo da Virgem da Misericórdia, na parede do fundo. Um espaço de devoção, cheio de luz e cor que, nos dias de verão, convida a se refrescar no largo com o mesmo nome da Igreja, sentando em um dos bancos do jardim que ali existem.

Igreja Nossa Senhora da Graça

No coração do centro histórico de Évora, a Igreja da Graça, também chamada Convento de Nossa Senhora da Graça, é um lindo expoente da arquitetura religiosa renascentista. Fundada em 1511, está no Largo da Graça. Na fachada, chamam atenção algumas estátuas de atlantes que o povo de Évora apelidou “os meninos da Graça”. Três sinos aparentes ocupam o alto da torre.

Largo da Porta de Moura

Nenhuma visita a Évora é completa sem o passeio pelo Largo da Porta de Moura. Feita em mármore branco, inaugurada em 1556 e no início abastecida pelo Aqueduto da Água de Prata (o chafariz era um dos principais pontos de abastecimento de água na cidade antiga), a fonte renascentista, que aí se destaca, é um lindo exemplo da arquitetura maneirista portuguesa. Obra de Diogo de Torralva, cuja construção foi determinada pelo maior mecenas da cidade, o Cardeal-Rei D. Henrique, hoje está desativada. Ao fundo, as torres da majestosa Sé Catedral.

Entre outros atrativos do Largo da Porta da Moura, está a Casa Cordovil, em frente à fonte, com seu mirante em traçado manuelino-mudéjar, mescla do estilo próprio da expansão (o manuelino) com o estilo de inspiração mourisca (o mudéjar). Entre as torres que abrigam a antiga Porta de Moura, a janela manuelina chamada de Garcia de Resende, poeta e cronista eborense do Renascimento português e autor do Cancioneiro Geral (compilação de toda a tradição poética portuguesa dos séculos 15 e 16), é outro motivo de interesse.

Fundação Eugênio de Almeida

O Centro de Arte e Cultura Eugênio de Almeida recebe o bom gosto das exposições temporárias. O prédio do Palácio da Inquisição, onde se encontra, é um belo exemplar da arquitetura. Espaço dedicado à arte e à cultura, abriu as portas ao público em 2013, depois de uma revitalização do antigo palácio. As chamadas Casas Pintadas, o Jardim Norte, o Páteo de Honra e o Fórum Eugénio de Almeida também fazem parte do edifício. 

As exposições são basicamente focadas na arte contemporânea, mas há lugar para projetos performativos e programas pedagógicos destinados a públicos distintos, com o objetivo de motivar o interesse para as artes. Parte de dois andares que perfazem 1,2 mil metros quadrados, na parte externa o Jardim das Casas Pintadas abriga galeria com uma pintura mural palaciana da segunda metade do século 16, única no país. No geral, a arquitetura e as exposições estão ao nível das melhores casas de cultura e museus encontrados na Europa.

Casa de Garcia de Resende

Obra do século 16, em estilo manuelino-mudéjar, e classificada como Monumento Nacional, a Casa de Garcia de Resende abrigou o cronista e poeta eborense Garcia de Resende. No pavimento superior, as enormes janelas feitas em mármore e granito, representativas da arquitetura manuelina, são um capítulo a parte. Situada na Rua de São Manços, foi edificada com projeto do celebrado arquiteto Diogo de Arruda e exibe uma decoração, em alguns elementos, exótica, por assim dizer.

Antiga universidade

Fundada em 1559, a universidade de Évora é a segunda mais antiga universidade portuguesa. Depois da criação da Universidade de Coimbra, em 1537, surgiu a necessidade de uma outra instituição que servisse o sul do país. A obra foi fundada por determinação do Cardeal D. Henrique (1512-1580). A construção do Colégio do Espírito Santo, casa-mãe do centro de ensino, aconteceu entre 1551 e 1553, e a autorização para o seu funcionamento como universidade foi obtida em 15 de abril de 1559. 

A partir desse ano, até 1759, foi entregue à Companhia de Jesus, formando o corpo de missionários que evangelizaram muitas e desvairadas terras e gentes do Império Ultramarino Português, entre os séculos 16 e 18. Depois de 1759, o Marquês de Pombal, expulsando os jesuítas, encerrou os estudos promovidos por eles em Évora. Por esses corredores passariam inovações pedagógicas de diversos regimes. 

Organizada em cinco escolas (Ciências e Tecnologias, Ciências Sociais, Saúde e Desenvolvimento Humano, Artes, Enfermagem) e a Escola Doutoral – Instituto de Investigação e Formação Avançada, a Universidade de Évora oferece uma formação diversificada e reconhecida em diversos campos do conhecimento, propiciando aos estudantes, oriundos de vários países, um ambiente privilegiado de construção do saber. Em destaque, o foco em biodiversidade, alterações climáticas, energias renováveis e supercomputação. Isso sem contar a edificação que, por si só, enche a cidade de beleza.

Muralhas de Évora

Com construção ordenada no século 14 pelo Rei Afonso IV de Portugal, as muralhas de Évora protegiam a cidade de invasões durante as batalhas. Quase intocadas e muito bem conservadas, fazem o visitante viajar pela história. Aí também estão as torres de observação e as Portas de Aviz. Portais que fechavam a cidade nos anos do domínio pelos Romanos e também na época feudal são testemunhas do tempo.

 Aqueduto da Água de Prata

Inaugurado em 1537, sob ordem do rei Dom João III, o Aqueduto da Água de Prata é uma grandiosa e complexa obra de engenharia hidráulica, entre os principais atrativos de Évora. À época, foi construído para abastecer a cidade com água. São 18 quilômetros de extensão, permeando o caminho da água a partir de nascentes em terrenos do Convento São Bento de Castris até a cidade. Estudiosos apontam que o aqueduto foi construído sobre as estruturas de um aqueduto ainda mais antigo, datado do período romano. É um dos poucos dessa época que seguem em funcionamento.

Para quem aprecia passeios pela natureza, os arredores do aqueduto foram limpos e reformados, constituindo o Percurso da Água de Prata que, em oito quilômetros, pode ser uma ideia para desfrutar caminhadas ou andar de bike. O passeio é gratuito e tem uma vista linda da região do Alentejo.

Megálitos

Representante da riqueza pré-histórica do Alentejo, conjunto entre os mais relevantes da Península Ibérica e mesmo da Europa, os imensos monumentos megalíticos (traduzindo, feitos de grandes pedras) nas proximidades de Évora, e pelo Alentejo Central, são uma atração em particular. Uma viagem pelos monumentos mais antigos do continente europeu, que levam até o período neolítico antigo, entre 5.500 e 4.500 a.C. Pelo circuito, considerando apenas o distrito de Évora, são conhecidos mais de 10 recintos megalíticos, mais de 100 menires isolados, cerca de 800 antas e perto de 450 povoações megalíticas, além de aproximadamente 100 pedras com covinhas, cuja destinação não é ainda conhecida.

A dimensão grandiosa e a quantidade de monumentos megalíticos na região se devem ao fato de que aí é o único local em que se encontram as bacias hidrográficas do Tejo, Sado e Guadiana, os maiores rios do sul de Portugal. Era, por essa razão, um ponto essencial de passagem. As planícies alentejanas eram ideais para as últimas comunidades de caçadores-recoletores (como se chamam as sociedades em que a maior parte do sustento é obtido pela caça de animais selvagens e coleta de plantas silvestres) aí praticarem o seu modo de vida.

A localização dos monumentos pré-históricos foi escolhida, no entanto, não só em função da rede hidrográfica. Também leva em consideração fenômenos astronômicos relacionados com a movimentação anual do Sol e da Lua. Entre diversos monumentos megalíticos nos arredores de Évora, alguns se sobressaem pela importância e grandiosidade.

Um dos muitos menires da região, o Menir do Monte dos Almendres tem o contorno de um ovo alongado e um báculo (cajado) gravado em baixo-relevo na parte de cima, o que representa de forma evidente a importância da natureza no período, ainda mais no que se trata da domesticação de animais.

O Menir dos Almendres está próximo do Cromeleque dos Almendres (o maior monumento megalítico da Península Ibérica e um dos mais antigos do mundo, originado 2 mil anos antes do Stonehenge, na Grã-Bretanha) e ambos estão intimamente relacionados. Avistado a partir do cromeleque, o menir, lugar de sossego, indica o nascer do Sol no Solstício de verão, o maior dia do ano.

Poucos lugares tem uma mística tão poderosa quanto o Cromeleque dos Almendres – nem o próprio tempo pode abalar. O círculo de pedras também fica na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe. Estar na região é perceber a magia de tempos já esquecidos, que brinca com a imaginação e leva às origens. Uma memória viva, que aguarda o visitante em Évora. 

De proporções gigantescas e retrato evidente de uma era de encantamento pagão, também providencialmente conhecida por Período da Pedra Polida, o Cromeleque dos Almendres é construído voltado a nascente e a poente, situado em uma encosta suave e bem alentejana na Herdade dos Almendres.

Formado por dois recintos, edificados entre o final do sexto e o terceiro milênios a.C., está entre os mais importantes monumentos megalíticos do mundo. No auge, o conjunto abrigara mais de uma centena de monólitos, pedras em granito de tamanhos diversos, dispostas em forma circular ou em elipse. Desses, 95 resistem. O conjunto foi erguido em três fases: datam do neolítico antigo os três círculos concêntricos de monólitos em forma ovoide; o recinto com duas elipses irregulares leva ao neolítico médio e, no neolítico final, ambos os recintos teriam sido modificados para a forma que mantêm hoje.

Também existem pedras de proporções maiores, com formatos fálicos, como o Menir dos Almendres. Estudiosos acreditam que o fecundar do ventre terreno com falos em pedra era uma forma de culto à fertilização das terras para a lavoura – a forte ligação que o Cromeleque e o Menir dos Almendres têm com a agricultura e pastoreio parece ser inegável, ainda que a verdadeira função não esteja clara.

O Cromeleque dos Almendres foi descoberto em 1964 pelo investigador Henrique Leonor Pina, enquanto fazia o levantamento da Carta Geológica de Portugal, e é imóvel de Interesse Público desde 1974. Em 29 de janeiro de 2015, os inquestionáveis méritos arqueológico e científico foram então reconhecidos, quando o Conselho de Ministros o reclassificou como Monumento Nacional.

Com menos de seis mil anos de existência, a Anta Grande do Zambujeiro, ou Dólmen de Zambujeiro, é mais recente que os demais monumentos megalíticos na região de Évora. Está perto de Valverde, e trata-se de um monumento funerário coletivo – as antas (ou dólmens) serviam para enterrar os mortos. 

Tudo era coberto pela mamoa, cobertura protetora da anta, comumente feita de terra e pedras, que tem uma parte vista ainda hoje. Os esteios de granito, com cerca de seis metros de altura, fazem dela, provavelmente, a mais alta anta do mundo, que também está classificada como patrimônio de interesse nacional, desde 1971. É um dos maiores conjuntos do tipo da Península Ibérica. Muitos dos achados arqueológicos durante escavações no local integram o acervo do Museu de Évora.

A Capela-Dólmen de São Brissos fica no distrito de Évora Montemor-o-Novo. Na lista dos monumentos nacionais desde 1957, não preserva a morfologia original, já que foi transformada em capela no século 17. A Anta convertida em ermida, toda caiada e com rodapé azul, ergue-se em um povoado enfeitado por frondosas azinheiras, onde o visitante experimenta a calmaria alentejana e respira o misticismo de um lugar sagrado. 

Da primitiva formação, existem vestígios misturados com a construção da capela. Não é um exemplo isolado de monumento megalítico sujeito a transformações – há inúmeras Antas convertidas em capelas, que a população preserva e venera perpetuando, por via do cristianismo, um culto de longa duração.

A Capela-Dólmen de São Brissos é visitada pelas populações circundantes todos os anos, essencialmente entre a segunda-feira de Páscoa e a quinta-feira da Ascensão. Quem deseja visitar o local pode entrar em contato pelo telefone existente em uma pequena placa no monumento.

Também no município alentejano de Montemor-o-Novo, nos arredores de Évora, a Gruta do Escoural é conhecida pela arte rupestre paleolítica (com gravuras que remontam a 25.000 a.C.) e pela realização de enterros. Está classificada como Monumento Nacional desde 1963. O sítio situa-se entre as bacias hidrográficas do Tejo, o rio Sado, e da região das planícies alentejanas, na Serra de Monfurado, de onde ainda é possível avistar a Serra da Arrábida. Parcialmente selada por um espesso manto de estalagmites, a gruta é composta de várias salas e galerias.

A ocupação inicial remonta ao paleolítico médio – grupos de caçadores-coletores neandertais a usaram como abrigo na prática da caça, basicamente de auroques, cervos e cavalos. Depois, no paleolítico superior, os residentes, constituídos por grupos anatomicamente considerados modernos, deixaram importantes vestígios na caverna – uma rocha-santuário contendo pinturas de animais desse período são testemunhas. 

Mais tarde, no decorrer do neolítico, as comunidades de agricultores e pastores aproveitaram a cavidade natural para sepultar seus mortos. No final do neolítico, a gruta ficou desabitada, mas as populações do calcolítico seguiram na região. Existem restos de um povoado fortificado, bem como de outros povoados calcolíticos, e ainda um tolo megalítico. A gruta do Escoural e a Furninha, na cidade portuguesa de Peniche, são considerados monumentos geológicos e arqueológicos afins e de importância universal.

Em 2009, aconteceram obras de requalificação, as quais dotaram as grutas de um conjunto de condições, a nível ambiental, para preservação dos vestígios gráficos de gravura e pintura. No interior, as intervenções incluíram a instalação de passadiços e iluminação, e no espaço envolvente ao monumento foi construído um novo parque de estacionamento. A reabertura ao público ocorreu em 2011.


Onde ficar

Vila Galé Évora

O hotel Vila Galé Évora abriu as portas em 2015, junto às muralhas e a dois minutos a pé do centro histórico. Em reverência à cultura do Alentejo, tem a atmosfera da tradição e história da região. A decoração bebe na fonte do Cante Alentejano, classificado como património imaterial da humanidade pela Unesco, e também remete à herança muçulmana do Reino Al Andaluz. A arte equestre também encontra referências no hotel, em uma parceria com a Escola Nacional de Arte Equestre de Alter do Chão. O hóspede pode aproveitar a estadia para passear pelo hotel e ver as imagens, as letras das ‘modas alentejanas’ escritas nas paredes, e os trajes típicos dos cavaleiros.

São 185 quartos e suítes amplos e modernos. Guardando a surpresa cromática preparada para total relaxamento, o Vila Galé Évora conta ainda com dois restaurantes, um bar, piscina exterior para adultos e para crianças, com escorregas. O spa Satsanga com vertente médica e tratamentos exclusivos com produtos naturais da região, a piscina interior aquecida, sauna e banho turco, são outras das comodidades. Quando a visita é para negócios, a hospedaria dispõe de um bem equipado centro de convenções, com quatro salas.Aproveitando o hotel de privilegiada localização, o hóspede pode, em uma breve caminhada, chegar à famosa praça do Giraldo, seguir caminho pelas pitorescas vielas e praças de Évora, passando pelo Templo Romano e pela capela dos Ossos, na Igreja de São Francisco, além do Aqueduto Água de Prata. Também pode chegar à Sé Catedral e à universidade. Nas redondezas, estão a Gruta do Escoural, o Cromeleque dos Almendres, o Castelo de Monsaraz, o Castelo de Estremoz e o Paço Ducal de Vila Viçosa.

Onde comer

A passagem pela capital do Alentejo pode ser uma chance imperdível de vivenciar os aromas, sabores e texturas da tão celebrada culinária portuguesa, que bebe na fonte do clima mediterrâneo. A lista de restaurantes em Évora é grande, e cresceu depois que a cidade entrou para a lista de Patrimônio Mundial da Unesco, em 1978.
A praça do Giraldo e as ruas ao redor, especialmente na rua Alcarcova de Baixo e 5 de Outubro (vias somente para pedestres) concentram diversos estabelecimentos. São cafés, bares e restaurantes para todos os bolsos e paladares. Duas dicas são o restaurante Fialho, lar do melhor bacalhau da região, e o restaurante Guião, especializado em cozinha alentejana e com vista panorâmica para a cidade.

A Fábrica de Pastéis, uma encantadora confeitaria expert na produção dos pastéis de nata tipicamente portugueses, é uma boa pedida para revigorar o fôlego depois do dia de caminhada pela cidade. Para quem quer aproveitar uma apresentação tradicional de fado enquanto experimenta os sabores característicos do Alentejo, o restaurante Bota Fora tem no menu versões modernas de pratos típicos, que podem ser degustados enquanto o som do folclore lusitano é entoado. Também não deixe de provar a gastronomia típica alentejana e comer as tradicionais Queijadas de Évora, a Siricaia e o Pão de Rala.

A comida feita em Portugal passa muito pelos doces, conhecidos pelo mundo, mas em Évora dá para conhecer um outro lado do país – as receitas feitas com frutos do mar. Ao longo das praias do Alentejo tem muitos pescadores e pequenos restaurantes. É fácil conseguir tudo fresquinho e temperado com os sabores locais.

Para quem pretende desfrutar da vida noturna, há variedade de bares, cafés, restaurantes, wine bars, boates e pubs, com programação variada. O Culpa Tua, lar dos melhores drinks à base de gin da cidade, é uma opção. Para uma noite diferente, o Bar do Teatro funciona no Teatro Garcia Resende. Já que se trata de uma cidade que recebe milhares de universitários, vale lembrar que, para quem quer conhecer a típica noite jovem da região, uma indicação é o Barue, da Associação Acadêmica da Universidade de Évora, para enriquecer o roteiro da diversão.

Como chegar

Entre Lisboa e Évora, a distância de 137 quilômetros pode ser percorrida de trem, de ônibus, carro alugado, ou através de tours no esquema bate-volta a partir de Lisboa. De trem, a partida é na estação Lisboa – Sete Rios, que tem ligação com a estação do metrô Jardim Zoológico da linha azul. A viagem dura 1 hora e 20 minutos até a estação de Évora. A cidade não tem aeroporto próprio e a principal porta de entrada de estrangeiros é a capital portuguesa.

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Óbidos: a vila medieval mais bem preservada de Portugal https://lugaresviagens.com.br/obidos-a-vila-medieval-de-portugal/ https://lugaresviagens.com.br/obidos-a-vila-medieval-de-portugal/#respond Fri, 08 Nov 2024 20:17:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7485 Uma simpática vila com ares medievais ladeada de muralhas, onde reina um castelo. Com origem que remonta ao ano de 1195, Óbidos é uma das regiões de Portugal que ainda preservam os traços da Idade Média, uma verdadeira joia do país. Por dentro dos limites amuralhados, saltam aos olhos as casas caiadas em branco, azul

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Uma simpática vila com ares medievais ladeada de muralhas, onde reina um castelo. Com origem que remonta ao ano de 1195, Óbidos é uma das regiões de Portugal que ainda preservam os traços da Idade Média, uma verdadeira joia do país. Por dentro dos limites amuralhados, saltam aos olhos as casas caiadas em branco, azul e amarelo, adornadas por flores coloridas. No alto, o imponente Castelo de Óbidos, do século 14, é o dono da paisagem, que se completa com igrejas, restaurantes, cafés, lojinhas de artesanato e outros pontos comerciais, que se distribuem pelas ruazinhas estreitas da vila murada. Por fora dos muros, mais uma lista de atrativos.

Óbidos, cujo nome quer dizer “cidadela”, ou “cidade fortificada”, foi tomada pelos Mouros em 1148, antes de receber a primeira carta de foral em 1195, durante o reinado de D. Sancho I. A história conta que a vila fez parte do dote de diversas rainhas portuguesas. É a partir da cidade que surgiu o concelho das Caldas da Rainha, antes conhecido como Caldas de Óbidos. Na época do fim de ano, já é tradição a Vila de Natal, na qual a cidade se transforma para vivenciar a data.

Castelo

Na parte mais alta da cidade histórica, o Castelo de Óbidos está em posição dominante, lembrando as raízes da vila. A data da construção não é precisa, mas os primeiros registros de que se tem conhecimento levam ao ano de 1153. Desde 2007, o castelo figura no conjunto das Sete Maravilhas de Portugal. Quem chega ao local pode visitar apenas a porção externa, já que aí funciona um hotel.

Muralhas

Do alto das muralhas de Óbidos, o visitante se depara com a visão descortinada para toda a cidadela, de onde se pode contemplar a paisagem em um momento de deleite. Nas pontas dos muros, perto do castelo, escadarias chegam ao topo. De formato retangular irregular, a muralha passou por um processo de restauração. Com circunferência de aproximadamente 1,5 mil metros, tem entre seus pontos mais distantes o intervalo máximo de 650 metros.

Porta da Vila

A Porta da Vila murada é o acesso principal a Óbidos. Rica em detalhes, guarda pelo interior uma capela, datada de 1640 e construída em reverência a Nossa Senhora da Piedade. Com o tema da Paixão de Cristo, a decoração em azulejos tradicionais portugueses, de 1740, é uma beleza em particular.

Rua Direita

Ligação entre a Porta da Vila e o Paço dos Alcaides, na entrada do castelo, a Rua Direita é a mais importante de Óbidos. É aí onde estão lojinhas de artesanato, cafés e restaurantes, que conversam com as casas caiadas e floridas.

Pelourinho

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Pelourinho de Óbidos está na freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa. A estrutura cilíndrica, edificada em calcário, durante a época medieval, foi lugar de aplicação da justiça, de castigo aos criminosos. Em um dos lados, exibe o escudo com as armas reais e, em outra parte, o camaroeiro de D. Leonor, que a rainha cedeu à vila em referência à rede em que os pescadores lhe trouxeram o seu filho morto depois de um acidente de caça. D. Leonor e o Rei D. João II viveram em Óbidos, e o pelourinho era propriedade da Casa das Rainhas, essencialmente de D. Leonor, que era irmã de D. Manuel. O pelourinho surge no largo central da vila, em curiosa localização em uma rua estreita, no paredão que suporta o chafariz da Praça de Santa Maria, e tem os degraus parcialmente embebidos no muro que separa a rua da praça.

Igreja de Santa Maria

A origem da Igreja de Santa Maria, que se ergue na Praça de Santa Maria, ao fundo da Rua Direita, leva ao século 16, e tem a raiz no período visigótico. Após a conversão em mesquita, no decorrer da época muçulmana, foi reconvertida ao cristianismo depois de D. Afonso Henriques ter conquistado a vila, em 1148, consagrando o templo ao culto mariano.  As diversas intervenções na igreja são testemunhas do que aconteceu a partir de 1210, quando Óbidos se tornou pertença da Casa das Rainhas, se beneficiando do mecenato artístico e religioso da Coroa nos 600 anos seguintes. A construção é iniciativa da rainha D. Leonor, esposa de D. João II. É aí o palco do casamento entre o infante D. Afonso (mais tarde rei D. Afonso V de Portugal) com sua prima D. Isabel, em 15 de agosto de 1441, quando ele tinha 10 anos de idade e ela 8. 

A igreja passou por um período de desgaste e precisou ser remodelada. A partir de 1571, as ruínas foram transformadas para a configuração atual, sob ordem da rainha D. Catarina de Áustria. Um século depois, novas obras por iniciativa do Prior Doutor Francisco de Azevedo Caminha, que entregam à igreja um programa artístico de gosto barroco (teto, azulejos e telas das naves). 

Em trabalhos que misturam sagrado e profano, sensualidade e misticismo, elementos como o portal (que abriga imagem de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da vila), altar, pinturas, esculturas, imagens sacras, azulejos setecentistas, decoração em madeira desenhada, entre diversas obras-primas, merecem admiração. A Igreja de Santa Maria, também chamada Igreja Matriz de Óbidos é a principal igreja da vila e guarda importância patrimonial, assim classificada como Imóvel de Interesse Público. Reflete as características estilísticas de períodos sucessivos, com elementos manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos.

Igreja de São Pedro

Edificada entre os séculos 13 e 14, a Igreja de São Pedro foi fortemente abalada pelo terremoto de 1755, do que restou apenas o altar-mor em talha dourada com trono e a torre sineira. Aí estão os túmulos da pintora Josepha de Óbidos e do padre Rafael Malhão da Silveira. A arquitetura religiosa exibe elementos barrocos e neoclássicos, com protagonismo para as diversas pinturas de arte sacra. No interior, uma nave única, está o valioso retábulo barroco com a pintura ‘São Pedro a receber as chaves do céu de Cristo’, datada entre o século 17 e ao início do século 18, localizada na parede do lado da Epístola. Em frente à igreja está a Capela de São Martinho.

Santuário do Senhor Jesus da Pedra

Na parte externa das muralhas de Óbidos, fora da vila, está o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, inaugurado em 1747. Na estrada para as Caldas da Rainha, o templo está entre os mais relevantes monumentos barrocos em Portugal. Erguido por ordem de D. Tomás de Almeida, primeiro Cardeal Patriarca de Lisboa, e do rei D. João V, o exemplar da arquitetura religiosa conversa com a paisagem rural. No interior, estão a capela-mor dedicada ao Calvário, com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros. A peculiar imagem de pedra de Cristo Crucificado, em maquineta própria no Altar-Mor, até à inauguração do santuário esteve recolhida em uma pequena ermida junto à estrada para Caldas da Rainha – era objeto de grande devoção. Algumas lendas falam sobre a construção do Santuário do Senhor Jesus da Pedra, e têm em comum o relato sobre os maus anos agrícolas e as doenças, para as quais a imagem do Senhor da Pedra tinha poder de intercessão.

Lagoa de Óbidos

Tida como de grande importância ecológica, a Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa de Portugal. Toma o lugar de uma depressão pouco profunda, com contornos irregulares, e encontra o mar. Considera-se que, em outras épocas, chegava até a beira da colina em que agora se constrói a vila de Óbidos, banhando os muros do castelo a poente. De rica fauna e flora, é também o destino perfeito para quem gosta de esportes náuticos – da vela à canoagem, do stand-up paddle ao mais popular kitesurf – ou quer dar uma volta de bicicleta. Ladeada por bons restaurantes, a lagoa não pode ficar de fora do roteiro de quem vai a Óbidos.

ONDE COMER

Capinha D’Óbidos

Um preparo centenário. O bolo batizado com nome de família, herança que Anabela Capinha recebeu de sua bisavó, é uma das referências gastronômicas de Óbidos. A massa da aclamada capinha d’Óbidos é feita à mão e leva ovos, limão, manteiga e especiarias diversas. Depois, os bolos são cozidos em forno à lenha. No passado, o doce era um bolo de casamento tradicional na região. Era costume que a noiva, no momento do enlace, ofertasse aos convidados um bolo em forma de ferradura (as receitas variam), guardando para si um pedaço – tudo para garantir boa sorte ao casamento. Hoje, para quem chega à vila, bom mesmo é comer.

Capinha D’Óbidos também é o nome de uma padaria tradicional na vila que serve a delícia. Só de estar por perto, chegam aos sentidos todo o aroma dos pães, doces e bolos servidos aí. Saborosos antes mesmo de serem degustados. A massa dos pães é preparada no balcão para depois ir ao forno à lenha. Mais um destaque do cardápio é o pão com chorizo (linguiça), que pode ser apreciado na companhia de um café, além do pastel de nata, ou os doces de laranja e maçã. 

Com decoração original e colorida (obras de arte de Cadima Tavares ornamentam as paredes, enquanto o teto exibe mais de mil garrafas em miniatura penduradas), aí o atendimento é cortês, e completa a experiência. Ideal para o lanche, essa padaria, inaugurada em 1883, também está entre as mais famosas da vila. Difícil é escolher entre os diversos tipos de pães e bolos que a casa oferece, dentro do menu que tem ainda variedade de bebidas frias e quentes, e mais opções da culinária portuguesa.

Ginjinha de Óbidos

Quem visita Óbidos não pode deixar de provar dois clássicos da vila: a ginja de Óbidos, um licor típico local, e o chocolate, que podem ser degustados juntos. O licor é feito de um tipo de cereja selvagem, chamada ginja. É desse fruto amargo, pequeno e avermelhado que nasce a bebida artesanal tão querida em Portugal. A iguaria docinha e de sabor pronunciado é conhecida por ginja ou ginjinha. Existem ginjinhas famosas em outras cidades, como Lisboa e Alcobaça (sempre diferentes), mas uma das ginjinhas mais celebradas do país é justamente a que é feita em Óbidos. Na vila, muitas vezes é servida em um copinho de chocolate, tornando a experiência ainda mais sensorial. As ginjinhas de Óbidos e de Alcobaça têm em comum a origem – trata-se de uma receita monástica. Conta a história que os autores do preparo eram os monges dessas regiões, pelo menos desde o século 17. Não são usados corantes, mas algumas vezes são adicionados aromas como canela ou baunilha, nesse licor que é ainda reconhecido como um excelente digestivo genuinamente português. A boa pedida é mesmo uma pequena dose, já que a ginjinha costuma ter cerca de 20% de teor alcoólico. . camilla araujo porn leak

Em Óbidos, a bebida pode ser apreciada em copinho de chocolate ou em uma taça própria para licor, ao gosto do freguês. Se a predileção for pelo copinho de chocolate, depois de beber o licor, é hora de degustar o copo – feito de um chocolate mais amargo para quebrar o adocicado da ginja. Se gostar, leve uma garrafa para casa e mate a saudade da viagem. Algumas garrafas contêm o próprio fruto dentro – dá para saborear a ginja depois de beber a ginjinha. Atenção apenas ao caroço. 

Entre os diversos locais que servem a ginjinha em Óbidos, entre barraquinhas, lojas, bares e restaurantes, um deles, e mais tradicional, é o bar Ibn Errik Rex, na Rua Direita, número 100. É o primeiro lugar a vender ginjinha em Óbidos para degustação, ainda nos idos de 1950. Aí, a bebida é feita à moda antiga, com produção própria, completamente artesanal. O ambiente, com decoração que lembra a atmosfera de um antiquário que funcionava no local – e que já servia o licor – é outro ponto a destacar. Além do licor e outras bebidas, o estabelecimento também oferece comida grelhada, tapas, peixes e mariscos, em um menu que explora a culinária típica portuguesa e outras delícias.

ONDE FICAR

Óbidos pode ser conhecida facilmente em um bate e volta de Lisboa. Mas, conforme o roteiro, se incluir outras cidades, pode ser uma boa ideia passar a noite na vila para depois seguir viagem. São várias as opções dentro e fora das muralhas, entre hotéis maiores e pequenas hospedagens. Uma coisa ou outra, a experiência certamente será mágica – tudo aí é calmo e, principalmente depois que o sol se põe, é como voltar no tempo. 

Como o acesso de carros dentro das muralhas é restrito, nem sempre dá para chegar com o veículo até a porta da hospedagem – por isso a dica é pensar bem no volume da bagagem ou escolher um hotel que esteja do lado de fora das muralhas. Outro pormenor diz respeito à acessibilidade interna das hospedagens. Alguns hotéis e casas turísticas não têm elevadores, sendo necessário subir escadas. Se é o caso de o hóspede possuir alguma limitação de mobilidade, há que se considerar essa característica.

Com a praia logo ali e o pinhal às costas, em uma falésia sobre o mar, o Marriott Praia D’El Rey está a menos de 10 quilômetros da Lagoa de Óbidos. Entre os 177 quartos, nove são suítes, uns com vista para o mar, outros para o campo de golfe e os jardins. As comodidades de luxo incluem terraços e varandas privativas. A estrutura conta ainda com piscinas interior e exterior, dois bares, ginásio com oferta de personal trainer, spa e atrações para as crianças. As diárias podem chegar a mais de R$ 2.180. 

Na categoria 4 estrelas, a Pousada Castelo de Óbidos funciona dentro do Castelo de Óbidos. Uma hospedagem medieval, pertencente ao grupo Pestana, dentro das chamadas Pousadas de Portugal – as pousadas, no país, não são hotéis familiares e com perfil simples, como no Brasil. São, na verdade, hotéis feitos a partir de edifícios históricos, como palácios, conventos e castelos. Não há elevadores, já que se trata de um monumento nacional, mas isso também é parte da experiência de dormir em um edifício original, com todo seu charme e romantismo, o que certamente vale o esforço. É ainda a oportunidade de vivenciar a história do local e despertar a imaginação. O ótimo restaurante é outra pedida. As diárias partem de uma média de R$ 1 mil.

Fora das muralhas de Óbidos, está a acolhedora Casa do Relógio, um cantinho familiar, simples e muito bem cuidado, uma boa indicação para quem quer fazer da noite em Óbidos uma experiência genuína. A origem do edifício leva ao século 18. Há quartos para duas e três pessoas e a diária custa, em média, pouco mais de R$ 320. Não tem elevador. 

COMO CHEGAR

Óbidos e Lisboa estão próximas. Entre as duas cidades, duas são as melhores formas de transporte. Pelo transporte público, o trem regional 6409 parte da capital portuguesa com destino a Caldas de Rainha, e é possível descer na estação Óbidos. A viagem sai da estação Santa Apolónia de Lisboa, perto do Museu Militar, e demora cerca de 2h20. 

Se a ideia é viajar de carro, o caminho segue em direção ao norte, tomando a avenida A8 até chegar à N114/N8. Depois, é só seguir até chegar à saída de Óbidos (há placas indicando todo o percurso). O trajeto de cerca de 85 quilômetros leva 1h10 para ser feito, em boas estradas, e o bonito visual completa o passeio.

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Fátima: o destino religioso mais procurado de Portugal https://lugaresviagens.com.br/fatima-o-destino-religioso-mais-procurado-de-portugal/ https://lugaresviagens.com.br/fatima-o-destino-religioso-mais-procurado-de-portugal/#respond Tue, 13 Aug 2024 19:50:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7469 Lau gifs Um lugar de paz, introspecção, devoção e fé. A curiosidade em pisar locais sagrados, seguir as pegadas de outros tempos, sentir e fazer parte da história. Fátima, em Portugal, é um dos principais destinos do turismo religioso que existem. A cidade recebe peregrinos do mundo inteiro, durante todo o ano, para visitar o

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Um lugar de paz, introspecção, devoção e fé. A curiosidade em pisar locais sagrados, seguir as pegadas de outros tempos, sentir e fazer parte da história. Fátima, em Portugal, é um dos principais destinos do turismo religioso que existem. A cidade recebe peregrinos do mundo inteiro, durante todo o ano, para visitar o santuário, uma enorme estrutura dedicada à comunhão com Cristo e seus ensinamentos. Fátima recebeu tamanha importância depois do que se chama as Aparições de Fátima, um ciclo de aparição marianas que começou a acontecer a partir de 1917 na região. São fenômenos extraordinários que se sucederam a outras aparições de Virgem Maria, decorridas por volta de 1758, no mesmo lugar, onde hoje está o Santuário de Nossa Senhora da Ortiga.

Conta a história que, em 13 de maio de 1917, três crianças – Lúcia dos Santos, de 10 anos, Francisco Marto, de 9 anos, e Jacinta Marto, de 7 anos, afirmaram terem visto “…uma senhora mais brilhante do que o Sol” sobre uma azinheira, no momento em que cuidavam de um pequeno rebanho na Cova da Iria, próximo da aldeia de Aljustrel. Lúcia via, ouvia e falava com a aparição, Jacinta via e ouvia e Francisco apenas via, mas não a ouvia.

A aparição de Nossa Senhora aconteceu repetidamente nos cinco meses seguintes, imbuída de uma importante mensagem ao mundo. A 13 de outubro de 1917, se apresentou como sendo “a Senhora do Rosário”. Essas aparições, acontecidas no período em que Portugal, país de maioria católica, pobre e inculto, atravessava uma das maiores crises da sua história, foram precedidas e seguidas por outros fenômenos, acontecimentos que foram relatados e redigidos pela vidente Lúcia, primeiro em 1922, e depois com mais detalhe a partir de 1935.

Localidade onde viviam apenas 25 famílias, Aljustrel era onde habitavam os pastorinhos. Lúcia era a caçula entre os sete filhos de Maria Rosa e Antônio dos Santos. Ali perto, residiam os pais de Jacinta e Francisco, primos direitos de Lúcia, Manuel Marto e Olímpia de Jesus, que criavam ao todo nove filhos. A agricultura e o pastoreio eram os principais meios de sustento das famílias. A escola não fazia parte da rotina das crianças – todas analfabetas, ajudavam os pais pastoreando ovelhas. Apenas a mãe de Lúcia, Maria Rosa, tinha aprendido algumas letras. Com isso, os pequenos aprenderam a catequese e várias histórias de aparições de Nossa Senhora, juntamente com a Bíblia e o livro “Missão Abreviada”, pela boca da mãe de Lúcia. Antes da aparição de 1917, os pastorinhos tiveram, no ano anterior, três visões de um anjo.

Fé e devoção

Controvérsias envolvem o fenômeno das aparições que, tendo ocorrido em outras ocasiões seguidas, inclusive levaram multidões para ver surgir Virgem Maria. Argumentos acalorados de meios ateus e agnósticos, e da própria Igreja Católica – que parece ter sido cautelosa -, colocam em xeque os acontecimentos. Duvida-se que as próprias aparições tenham existido, que as palavras da entidade tenham sido outras do que as relatadas, algumas pessoas dizem que as aparições nada têm a ver com religião, outros tratam tudo como uma grande encenação. Só em outubro de 1930 a Igreja reconheceu as aparições como dignas de crédito.

Localizada a cerca de 130 quilômetros de Lisboa, a Cova da Iria é onde foi erguido o Santuário de Fátima, símbolo da identidade católica de Portugal, que eterniza a história das aparições. Altar do mundo, um daqueles lugares carregados de energia, é uma instituição de importância reconhecida pela Santa Sé, centro de peregrinação mais procurado do país e também um dos mais visitados do mundo. Só em 2017, quando se completaram cem anos da primeira aparição da Virgem Maria às três crianças pastorinhas na região, a cidade recebeu quase 10 milhões de fiéis – nesse mesmo período, o Brasil inteiro foi visitado por 6,5 milhões de turistas. Fátima reúne rica variedade de elementos, entre estruturas temporais, donas de conteúdo simbólico, e edificações mais formais e imponentes. Se tornou ainda um importante complexo arquitetônico repleto de significados, e contribui para o desenvolvimento da região.

Os chamados santuários marianos são espaços dedicados ao louvor a Virgem Maria, e estão espalhados pelo mundo, em locais como Espanha, Reino Unido e no Brasil, além de Portugal. Nesse país, o principal é mesmo o Santuário de Fátima, parte de uma rota mundial de turismo religioso que inclui a Santa Sé (Itália), Santiago de Compostela (Espanha), Lourdes (França) e a Terra Santa (Jerusalém).

Desde 1917, peregrinos e devotos rumam ao interior português, principalmente nos dias 13 de cada mês, para orar e venerar Nossa Senhora de Fátima. De norte a sul de Portugal, mosteiros, ermidas, igrejas e santuários foram construídos em honra a Nossa Senhora e são os locais escolhidos para celebrações e festas ao longo de todo o ano.

Capelinha da Aparições

Destino de milhares de fiéis e turistas todos os anos, a Capelinha das Aparições é a origem do atual Santuário de Fátima. Já contamos aqui a história das aparições. No coração da cidade, a capelinha ocupa o lugar preciso em que os três pastorinhos disseram ter visto Virgem Maria, por seis vezes.

A Virgem teria pedido a Lúcia, Francisco e Jacinta para construírem uma capela em sua honra. É esse o primeiro edifício construído na Cova da Iria, a partir de 1918, no local indicado pela santa. A construção terminou em 1919 e em 1921 começou a celebração das missas. Em 1922, precisou ser reformada depois de ter sido dinamitada por desconhecidos. Ao longo do tempo, passou por processos de ampliação diante do grande número de peregrinos, e assim recebeu as colunatas e a Praça Pio XII, aumentando a capacidade de recepção em um grande espaço aberto.

A construção, dona de uma simplicidade encantadora e com traços de um santuário popular, abriga a imagem de Nossa Senhora de Fátima, de 1,37 metros de altura e 19 quilos. Em 1942, um grupo de mulheres portuguesas ofereceu à imagem a coroa de ouro, em ação de graças por Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial. Com 1.200 gramas, 313 pérolas e 2679 pedras preciosas, a peça tem incrustada a bala oferecida a João Paulo II no atentado de que foi vítima em Roma, em 1981, em sinal de agradecimento à Virgem, por ter-lhe salvo a vida. A estátua deixa a Capelinha das Aparições somente em ocasiões consideradas muito especiais.

Capela do Santíssimo Sacramento

Lugar procurado por católicos, mas também por pessoas que experimentam momentos de inquietude, a Capela do Santíssimo Sacramento, em Fátima, é conhecida como “capela do silêncio”.  No contexto da narrativa dos acontecimentos de 1917, entende-se que foi pedido aos videntes, os pastorinhos, que se dedicassem à oração para reparar as ofensas do mundo. Diariamente, observa-se um movimento discreto de fieis, em sua maioria mulheres, que vão à capela, hoje situada na galeria dos Apóstolos, corredor subterrâneo do complexo da Basílica da Santíssima Trindade, no topo oeste do santuário. 

A capela foi erguida de maneira a garantir o isolamento acústico, fazendo a experiência um instante de imersão e saída do mundo exterior, enquanto se perfazem correntes de adoração, em louvor contínuo – o silêncio permite uma escuta centrada em Deus, levando cada um a perceber o que vai por dentro. O padre Joaquim Ganhão fala em um espaço onde quem entra pode ter “um encontro, antes de mais, consigo mesmo. Entrar é já “um ato de coragem de parar e de calar, para escutar o silêncio, porque o silêncio fala imenso”, sublinha o responsável pelo setor litúrgico do santuário. O ostensório, de prata, que guarda a hóstia consagrada, é da autoria do escultor Zulmiro de Carvalho e data de 1986. A capela, que nunca fecha as portas para o público, tem 200 lugares.

Basílica de Nossa Senhora do Rosário

Uma das estruturas mais icônicas do santuário, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima – ou, de modo abreviado, Basílica do Rosário – ocupa o lugar onde os três pastorinhos brincavam quando viram o clarão que antecedeu a primeira aparição da Virgem Maria. A construção começou em 1928, e a sagração aconteceu em 7 de outubro de 1953. Em 1954, recebeu o título de Basílica Menor pelo Papa Pio XII. Arquiteto holandês radicado em Portugal, é Gerardus Samuel van Krieken que assina o projeto original, depois continuado por João Antunes, com o falecimento de van Krieken. 

Diferente do modernismo comum à época, esta é uma obra de característica revivalista (neobarroco) que iria marcar a definição de um vocabulário arquitetônico no campo da arquitetura religiosa. Com 70,5 metros de comprimento e 37 de largura, a basílica foi toda feita com pedra calcária da região, denominada branco de mar, o que confere uma particular luminosidade ao interior. Aí também está um monumento em homenagem a Jacinta, que tem seus restos mortais repousados na basílica, assim como os do irmão Beato Francisco, e a prima Lúcia.

Basílica da Santíssima Trindade

Inaugurada em 2007, a Basílica da Santíssima Trindade, à frente da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no extremo oposto do santuário, é a construção mais recente do complexo. Volta-se ao culto da Santíssima Trindade. A escolha da dedicação da basílica à Santíssima Trindade deve-se às aparições do Anjo da Paz, com o seu insistente convite à adoração a Deus, Santíssima Trindade; às palavras do Papa João Paulo II em maio de 1982, proferidas na Capelinha das Aparições, pelas quais elevou a sua ação de graças à Santíssima Trindade; e também ao Grande Jubileu em 2000, também em louvor à Santíssima Trindade.

A ideia de se ter um novo templo no Santuário de Fátima leva ao ano de 1973, com o entendimento de que a Basílica de Nossa Senhora do Rosário não comportava mais o grande número de peregrinos. O santuário promoveu, em 1997, um concurso internacional para a concessão de um novo edifício junto à Praça de Pio XII, e o lançamento da primeira pedra aconteceu em 6 de junho de 2004, dia da Solenidade da Santíssima Trindade. 

A construção foi concluída em 2007 e, em 2012, a igreja foi elevada à categoria de basílica. Hoje pode receber até 9 mil pessoas, em 40 mil m² de área – está entre os maiores templos católicos do mundo em capacidade. No espaço amplo, moderno e com boa acústica, todos os dias acontecem missas. Ali perto, uma escadaria leva a uma área subterrânea, onde ficam várias capelas de oração e um ambiente dedicado a exposições relativas à Nossa Senhora, aparições e outras temáticas a ver com o santuário.

Capelas de Reconciliação

O Santuário de Fátima é lugar de reconciliação com Deus e de abertura à caridade, com a comunhão e também a reconciliação com os irmãos. Quem é perdoado aprende a perdoar, quem vivencia a paz de se reconciliar com Ser supremo se volta para as obras da paz e fraternidade. E o sacramento da reconciliação, ou penitência, tem um espaço próprio em sua dedicação no Santuário de Fátima. É celebrado diariamente nas Capelas da Reconciliação (Capela do Imaculado Coração de Maria e Capela do Sagrado Coração de Jesus com, respectivamente, 12 e 16 confessionários), no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, mais propriamente na Galilé dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. Uma das experiências fundamentais do santuário, ambiente de acolhimento, conforto, alívio e descanso.

Capela da Morte de Jesus

Também localizada na área da da Galilé dos apóstolos São Pedro e São Paulo, a Capela da Morte de Jesus recebe celebrações da programação oficial do Santuário de Fátima, e tem capacidade para 600 pessoas sentadas.

Capela da Ressurreição de Jesus

Com 200 lugares e 16 confessionários, a Capela da Ressurreição de Jesus também integra o conjunto da Basílica da Santíssima Trindade. É mais uma capela que fica na parte da Galilé dos apóstolos São Pedro e São Paulo.

Via-Sacra

Representação do trajeto feito por Jesus quando carregou a cruz até ao Calvário, a chamada Via-Sacra no Caminho dos Pastorinhos perpassa o caminho que os pastorinhos percorriam entre Aljustrel, onde viviam, e a Cova da Iria, quando iam apascentar os rebanhos. Começa na Rotunda de Santa Teresa de Ourém (Rotunda Sul) e se encerra no Calvário Húngaro – em sua raiz denominado “Calvário Húngaro Cardeal Mindszenty” -, cuja capela é uma reverência a Santo Estêvão, rei da Hungria. Também conhecida como Via Sacra dos Valinhos ou Via Sacra Húngara, tem 14 estações que, assim como a capela, foram oferecidas pelos católicos da Hungria, com projeto de Ladislau Marec.

A ideia de construir a Via-sacra partiu de refugiados húngaros como um voto pela libertação da Hungria do domínio comunista. O primeiro bispo de Fátima autorizou a construção em 16 de julho de 1956. Foi criada primeiro para instalação na parte traseira da Basílica, mas, com a concepção da Via Sacra de azulejos no interior da Colunata, o projeto foi redirecionado para onde está hoje. As estações que representam a paixão de Jesus culminam em uma cena adicional com a crucificação no monte do Gólgota.
Em 21 de junho de 1959, foi benzida a primeira pedra da Via-sacra, e em 11 de agosto de 1962 a primeira pedra da capela. As estações e a Capela de Santo Estêvão foram benzidas no dia 12 de maio de 1964. A 15ª estação, benzida e inaugurada em 13 de outubro de 1992, foi ofertada pela paróquia húngara de Lajosmizse em sinal de gratidão pela “ressurreição” da Hungria.

Feitos em baixo relevo, os painéis das estações e a imagem de Nossa Senhora Padroeira da Hungria, que está na capela, têm assinatura de Maria Amélia Carvalheira da Silva. As esculturas do calvário são obra de Domingos Soares Branco. Na capela, os vitrais, de concepção de Pedro Prokop, fazem alusão a santos húngaros, e os dois grandes mosaicos do teto, concebidos com pequenas pedras de mármore e de mesma autoria, retrata a aparição de Nossa Senhora aos três videntes e a entrega da coroa da Hungria pelo rei Santo Estêvão a Nossa Senhora.

Ao longo da Via-Sacra é também possível encontrar o “Local do Anjo”, onde os três pastorinhos viram o “Anjo da Paz” pela primeira e terceira vez.

Casas dos Pastorinhos – Aljustrel

A cerca de dois quilômetros do santuário, está Aljustrel, aldeia onde viviam os três pastorinhos. Aí estão três núcleos museológicos geridos pelo Santuário de Fátima: Casa-Museu de Aljustrel, a Casa de Lúcia e a Casa do Francisco e da Jacinta. A primeira fica na antiga residência da madrinha de batismo de Lúcia. A inauguração do que é o primeiro núcleo museológico fixo do santuário é de 1992. O chão batido, as paredes em pedra e barro e os poucos e simples móveis no interior são uma viagem pelo cotidiano da região no tempo das aparições, no início do século passado.

Ao lado, a casa onde nasceu e morou Lúcia, com seus pais e irmãos, é agora a Casa de Lúcia, onde aconteceram os interrogatórios iniciais voltados a apurar a veracidade das aparições. Foi a própria irmã Lúcia que, em 1981, então já religiosa carmelita descalça, doou a casa ao santuário. Adquirida pelo santuário em 1996, a Casa do Francisco e da Jacinta, a 200 metros da Casa de Lúcia, foi depois reconstruída. Por lá, estão alguns pertences das famílias e a representação de como seria um lar na Vila Aljustrel durante a infância dos pastorinhos. Fique atento, pois as casas costumam estar abertas das 9h às 18h, fechando para visitas entre 13h e 14h.

Procissão das Velas

O complexo católico, constituído pela tradicional Basílica de Nossa Senhora do Rosário, e a moderna Basílica da Santíssima Trindade, tem, na área central, uma grande esplanada. É aí onde, quando cai a noite, ocorre a Procissão das Velas (um momento emocionante para quem vai a Fátima) e, durante todo o dia, peregrinos fazem percursos de joelho em demonstração de fé. É também neste pátio central que multidões se reúnem em dias de celebração no calendário cristão. A procissão parte da Capelinha das Aparições, que tem ao lado um espaço para a retirada das velas (pede-se que se deixe uma oferta, conforme o tamanho da escolhida), além de uma área com fogo constante, onde são acesas e depositadas as velas.

A Procissão das Velas acontece nos meses mais quentes do ano, todas as noites. Uma experiência emocionante para os fiéis que aí se reúnem. O terço é rezado na Capelinha das Aparições. Os religiosos são convidados a segurar as velas acesas e, depois da oração, caminhar em procissão pela esplanada, acompanhando a imagem da Virgem Maria de Fátima. Para vivenciar o evento, é melhor pernoitar em Fátima, já que a procissão ocorre a partir das 21h30.

Missas

Entre as missas realizadas no Santuário de Fátima, os devotos podem escolher experimentar retiros espirituais, momentos de confissão, onde também o espaço é aberto para celebrações de batismos e casamentos.

Sobre os horários das missas, que ocorrem em alguns espaços de Fátima, é recomendado, antes da visita à cidade, consultar a programação dos cultos disponível no site oficial do santuário.

Como exemplo, um recorte da programação de um domingo e uma segunda-feira:

Domingo:

7:30 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

9:00 – Missa – Basílica da Santíssima Trindade

10:00 – Terço – Capelinha das Aparições

11:00 – Missa –  Recinto de Oração

12:30 – Missa – Basílica da Santíssima Trindade

14:00 – Hora de reparação ao Imaculado Coração de Maria – Capelinha das Aparições

15:00 – Missa – Basílica da Santíssima Trindade

16:00 – Terço – Capelinha das Aparições

16:30 – Missa – Capelinha das Aparições

17:30 – Procissão eucarística – Recinto de Oração

18:30 – Terço – Capelinha das Aparições

18:30 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

21:30 – Terço – na Capelinha das Aparições

22:15 – Procissão das velas – Recinto de Oração


Segunda:

7:30 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

7:30 – Confissões – Capelas de Reconciliação até às 13:00

9:00 – Serviços de atendimento na Reitoria

10:15 – Veneração dos Pastorinhos – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

11:00 – Missa – Basílica da Santíssima Trindade

12:00 – Terço – Capelinha das Aparições

12:30 – Missa – Capelinha das Aparições

14:00 – Hora de reparação ao Imaculado Coração de Maria – Capelinha das Aparições

14:00 – Confissões, nas Capelas de Reconciliação até às 19:00

15:00 – Missa – Capela da Morte de Jesus

16:30 – Missa – Capela da Morte de Jesus

18:00 – Veneração dos Pastorinhos – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

18:30 – Terço – Capelinha das Aparições

18:30 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

21:30 – Terço – Capelinha das Aparições

22:15 – Procissão das velas – Recinto de Oração

Dividindo as missas entre os turnos do dia, dá para fazer mais um recorte:

Manhã
7:30 às 8:45 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

9:00 às 11:15 – Missa – Capela da Morte de Jesus

11:00 às 12:15 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

12:30 – 13:15 – Missa – Capelinha das Aparições

Tarde e noite

15:00 às 16:15 – Missa – Capela da Morte de Jesus

16:30 às 17:45 – Missa – Capela da Morte de Jesus

18:30 às 19:45 – Missa – Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Onde comer

Com o incremento das opções de restaurantes, transportes e alojamentos em Fátima, os peregrinos encontram a possibilidade de combinar lazer e peregrinação de uma forma mais confortável e acessível. Quando o assunto é o que vai à mesa, uma variedade de opções.

Restaurante Manhãs

Perto do santuário, o restaurante Manhãs tem entre as estrelas do cardápio o bacalhau gratinado com broa, o bife à pimenta e as costeletas de borrego. Para quem pode desembolsar um pouco mais, é uma opção certeira. O preço é acima da média, mas a qualidade é inabalável.

Av. D. José Alves Correia da Silva 114B, 2495-402 – 351 249 534 327 – Aberto às 12h – 15h, 19h – 21h30 – Terça-feira fechado

Lanterna do Fado

O restaurante Lanterna do Fado é, para muitos, um dos melhores restaurantes de Fátima. A casa lembra as construções tradicionais feitas em pedra, formando um espaço rústico tipicamente português. É um pouco longe do santuário, é bem verdade, mas vale a visita. O cliente pode deliciar-se com o galo assado ou javali com salada de laranja.

Rua Principal 126A, Giesteira-Fátima, 2495-591 – 351 249 534 435 – Aberto às 12h – 15h, 19h – 21h – Terça-feira fechado

O Crispim

Em uma rua mais afastada do santuário, está O Crispim. O espaço acolhedor não é a melhor escolha se quiser um lugar calmo para uma refeição, já que as mesas são bem próximas. Mas pode ser uma chance de partilhar os elogios aos pratos com o vizinho do lado.

Rua de São João Eudes 23, 2495-630 –  351 249 532 781 – Aberto às 11h – 16h, 19h -23h –  Terça-feira fechado

Pregaria da Iria

O “prego” é a designação portuguesa para um bife de vaca no pão. Para uma refeição rápida, deliciosa e a bom preço, vá à Pregaria da Iria.

Rua de São João de Deus 11, 2495-401 – 351 249 155 460 – Aberto às 10h – 22h – Domingo fechado

Cafetaria Chocolate e Canela

Já a Cafetaria Chocolate e Canela é uma pastelaria tradicional para acompanhar um chá ou café durante a tarde, no momento de descanso.

Rua de Santo António 72, 2495-402 – Aberto às 9h – 21h, todos os dias

Onde ficar

Se a visita for mais turística do que religiosa, pouco mais do que duas ou três horas são suficientes para conhecer o Santuário de Fátima. Mas, se o intuito é vivenciar Fátima, participar das missas, rosários e mergulhar na energia da cidade, reserve pelo menos um dia inteiro com pernoite. A cidade tem diferentes opções de hotéis, para todos os gostos e bolsos. 

Luz Houses

Situado em meio a jardins exuberantes, este hotel chique inspirado na arquitetura local tradicional tem uma atmosfera de vila. O Luz Houses fica a dois quilômetros do Museu de Cera de Fátima e a três quilômetros da rodovia IP1 e do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Arejadas e elegantes, as acomodações têm entrada privativa de pedra, wi-fi gratuito, TV com tela plana, frigobar, cofre e equipamento para preparo de chá e café.

Alguns quartos contam com terraço, lareira e banheira vitoriana. As suítes incluem área de estar e/ou minicozinha. Café da manhã e estacionamento estão inclusos nas diárias. Outras comodidades são piscina externa, mercearia, espaço para reuniões, terraço e lounge com lareira. Aulas de ioga e serviços de massagem estão disponíveis em um aconchegante ambiente de caverna. Conhecido pela decoração mágica, é o lugar ideal para uma escapadinha de fim de semana a dois. Uma pernoite para casal parte de cerca de 700 euros.

Rua Principal, nº 78, Moimento, 2495-650 – 351 249 532 275 – www.luzhouses.pt

Hotel Santa Maria

No descontraído Hotel Santa Maria, os quartos são espaçosos e o atendimento é gentil e amigável. Uma vantagem para quem está viajando de carro por Portugal é que conta estacionamento gratuito e coberto. Mesmo após o check out, é possível deixar o carro no estacionamento para assistir uma missa antes de ir embora, por exemplo. O hotel serve todas as refeições e o visitante já pode fazer a reserva com pensão completa.

A hospedaria está a sete minutos a pé do Santuário de Fátima, a quatro minutos de caminhada da Basílica da Santíssima Trindade e a 12 quilômetros do Castelo de Ourém. São quartos modernos, com wi-fi gratuito e TV com tela plana, além de frigobar e cofre. As suítes contam com de sala de estar e algumas têm sacada e banheira de hidromassagem.
O buffet de café da manhã é servido em um restaurante arejado com janelas do chão ao teto e vista para o jardim. Há também um bar e um lounge com lareira e TV, restaurante com cozinha tradicional portuguesa e internacional, jardim exterior, além de um terraço com vista para o santuário e parque infantil. Outras comodidades incluem um centro comercial e 12 salas de conferências. Junto ao hall, está uma loja de artigos selecionados e artesanato português. Com um design arquitetônico contemporâneo, a luminosidade presente em todos os espaços cria uma atmosfera acolhedora e relaxante.
As diárias de preço mais elevado podem passar de 520 euros, em um mínimo de cerca de 300 euros.

Rua de Santo António 79, 2495-430 – 351 249 530 110 – www.hotelstmaria.com/pt/

Hotel Santo Antônio de Fátima

A menos de dois quilômetros do Centro de Fátima, o Hotel Santo Antônio de Fátima, classificado como três estrelas, tem 44 quartos com vista para a cidade. Este pequeno hotel é uma ótima escolha pela relação qualidade-preço. Os atrativos mais próximos são o Museu de Cera de Fátima, a 200 metros de distância, e a Fátima Luz e Paz – a 16 minutos a pé da propriedade. Outros pontos turísticos nos arredores são a Basílica da Santíssima Trindade e a Capelinha das Aparições. O hotel está localizado ainda a poucos minutos de carro da Casa da Lúcia. Os hóspedes podem aproveitar os restaurantes nos arredores, a poucos minutos de caminhada, e os quartos têm banheiros privados com chuveiro e banheira. As diárias partem de cerca de 260 euros.

Rua de São José 10, 2495-434 – 351 249 533 637 – www.hotelsantoantonio.com |

Como chegar

Entre as opções para ir de Lisboa a Fátima, uma das melhores é o ônibus. A empresa Rede Expresso tem viagens todos os dias, em vários horários, partindo do Terminal Rodoviário Sete Rios. O desembarque é no terminal de Fátima, bem próximo ao Santuário. O trajeto leva aproximadamente 1h30, e as passagens custam a partir de 10,90 euros. É bom ter atenção para o fato de que o guichê da empresa na rodoviária de Fátima não aceita cartões internacionais. O indicado é comprar todos os trechos em Lisboa ou pela internet. Para quem visitar Fátima apenas de passagem, em um pit stop em uma viagem entre Lisboa ou Porto, por exemplo, acomodar a bagagem no guarda-volumes na rodoviária da cidade é uma boa ideia. O serviço é oferecido diariamente junto ao único guichê do terminal, das 6h30 às 21h. São cobrados 2,50 euros por cada bagagem.

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Cascais: a riviera portuguesa é o destino preferido da realeza https://lugaresviagens.com.br/cascais-e-estoril/ https://lugaresviagens.com.br/cascais-e-estoril/#respond Thu, 16 May 2024 18:37:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7441 Pertinho de Lisboa, Cascais nasceu como uma pacata aldeia de pescadores, como ficou até os idos do século 14, antes de receber condição de vila. Fundada oficialmente em 1364, é uma estância balnear que chama para escapar da cidade e aproveitar a natureza. Uma linda enseada, recheada de palacetes e praias, que caiu no gosto de turistas

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Pertinho de Lisboa, Cascais nasceu como uma pacata aldeia de pescadores, como ficou até os idos do século 14, antes de receber condição de vila. Fundada oficialmente em 1364, é uma estância balnear que chama para escapar da cidade e aproveitar a natureza. Uma linda enseada, recheada de palacetes e praias, que caiu no gosto de turistas do mundo inteiro.  

A localização estratégica, importante para resguardar a capital portuguesa de invasores, fez com que ali fossem erguidas grandes fortificações. A partir do século 19, o rei D. Carlos e a família real aí se instalam, encantados com a beleza da região. Nessa época também foi feita a ligação de trem entre Lisboa e Cascais, um impulso ao crescimento da cidadela.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Cascais foi o destino de personalidades, que desfrutavam do local como refúgio. Como exemplo, o Rei Humberto II de Itália e Antoine de Saint Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe. A cidade também já desempenhou o papel de centro de espionagem e, dessa forma, inspirou o escritor e agente secreto britânico Ian Fleming a criar as aventuras de James Bond.

Com pouco mais de 97 km², a cidade não é muito grande. É constituída por quatro freguesias (bairros): Alcabideche, Carcavelos e Parede, Cascais e Estoril, e São Domingos de Rana. Mais central e mais cara, a região do Estoril exibe as construções mais luxuosas e as residências de alto padrão. Se a intenção é ficar perto do centro e economizar, a melhor ideia são as localidades de São Domingos de Rana ou Carcavelos e Parede.

Estar em Cascais, hoje com mais de 200 mil habitantes, é desfrutar de um eterno clima de férias, em um lugar banhado pelo Oceano Atlântico, de temperatura amena, pouca chuva, paisagens que não cansam de ser apreciadas, tudo isso com a pitada amável e acolhedora com que os moradores recebem quem chega.

Orla de Cascais | Foto: Marden Couto/Lugares Viagens

Cidadela de Cascais

Entre os destinos prediletos dos visitantes, a Cidadela de Cascais está às margens do Rio Tejo. Reúne construções emblemáticas da região, como a Torre de Santo Antônio, o Forte de Nossa Senhora da Luz e o Palácio da Cidadela. É um espaço fortificado e, a princípio, a construção teve o papel de resguardar e defender a costa portuguesa de ataques marítimos. Em 1870, o complexo transformou-se na casa de verão dos reis de Portugal. Atualmente, ainda se destina a ser casa de veraneio para o presidente do país. É também a Cidadela de Cascais palco da inauguração da iluminação elétrica em Portugal, que aconteceu em 28 de setembro de 1878, em comemoração ao aniversário do então príncipe D. Carlos.

Farol Museu de Santa Marta

Única estrutura em Portugal que reúne espaços expositivos e a função de sinalização costeira, o Farol Museu de Santa Marta é um roteiro de cultura e lazer. Passou por uma reforma em 2007 e oferece, para o visitante, a oportunidade de conhecer a antiga residência do faroleiro, as plataformas das baterias, direcionadas para o mar, e o centro de documentação do Farol. É o cartão-postal de Cascais.

Farol Museu de Santana | Foto: Marden Couto/Lugares Viagens

Baía e Marina de Cascais

No Centro de Cascais todos os caminhos levam ao mar. Largo principal da cidade, a Baía de Cascais, com suas ruelas cheias de lojas e restaurantes, guarda encantos. O lugar reúne diferentes eventos que acontecem ao longo dos anos, como os festivais de música no verão ou os mercadinhos de Natal. Mirando o litoral, no percurso pelo lado direito da Baía, se alcança a Cidadela de Cascais, onde está a Marina. Aí também ficam lojas, bares e restaurantes, e são realizados eventos de vela, lugar preferido pelos praticantes devido à posição privilegiada. A Baía e a Marina exibem os traços que caracterizam o local de partida e chegada de barcos, que atracam na região.

Baía e Marina de Cascais | Foto: Marden Couto

Forte de Cascais

No complexo fortificado da Cidadela de Cascais, estão a Torre de Santo Antônio, o Forte de Nossa Senhora da Luz e o Palácio da Cidadela de Cascais. Sobre o Forte de Cascais, sabe-se que a construção teve início em 1594. Como retrato das ideias inovadoras dos arquitetos militares italianos à época, a torre quatrocentista recebeu três baluartes que passaram a envolvê-la, e o traçado arquitetônico também se caracteriza pela planta triangular. O terremoto de 1755 abalou a estrutura severamente. Uma porção da antiga torre desmoronou. Agora, o que se vê são as bases dos arcos, assim preservadas. 

A Torre de Santo Antônio, conservada no interior da fortaleza, sem ter sido destruída, começou a ser edificada no fim do século 15. A exemplo de outras erguidas no decorrer do reinado de D. João II, como a da Caparica e a de Belém, guarda características de transição entre a arquitetura medieval e a abaluartada.

Ainda na Cidadela, a história mostra que, em 1871, o rei D. Luís adaptou a casa dos governadores e a destinou a ser residência de verão da família real. Com o rei se juntou a corte, e o lugar caiu na preferência da aristocracia, que construiu belos palácios, que então definiram nova vida à região. Foi nessa casa que o rei D. Luís permaneceu durante sua doença e faleceu, em 1889. 

Forte de Cascais | Foto: Marden Couto/Lugares Viagens

Parque Municipal 

Criado na década de 1940, o Parque Marechal Carmona é tido como um dos pulmões de Cascais. É fruto da junção dos jardins do Palácio Condes de Castro Guimarães, cujo museu está localizado nas imediações do parque, e os terrenos do Visconde da Gandarinha. Com um jeitão romântico, tem recantos que certamente vão agradar os namorados, no parque que também é preferido pelas famílias. Aí estão dois parques infantis, para bebês e os mais crescidinhos. Patos, galos e pavões por ali passeiam sem timidez, esperando o alimento que os guardas não deixam ninguém dar. Outro destaque é o grande relvado para apanhar banhos de sol.

Mercado da Vila

O Mercado da Vila de Cascais, originalmente construído em 1952, é resultado da revitalização do mercado tradicional da cidade, realizada em 2013. O novo espaço ganhou lojas e restaurantes. Aí se encontram flores, frutas e legumes frescos, carnes e frutos do mar, além de peças de vestuário, artesanato e itens domésticos. O mercado também abriga feirinhas com produtos regionais, e feiras temáticas que acontecem todos os meses. Um lugar que respira a identidade da cidade.

Bairro dos Museus

Nos arredores da Baía de Cascais, o Bairro dos Museus, epicentro cultural da vila dedicado à arte, abriga mais de dez museus e parques, inclusive palacetes que já serviram como moradas de verão para a aristocracia portuguesa. Entre eles, o Museu Condes de Castro Guimarães (que exibe peças antigas, como porcelanas orientais e mais de 25 mil livros) e o Palácio da Cidadela, que ainda hoje preservam a decoração original. No Museu do Mar, a história naval e pesqueira de Cascais é narrada por meio de exposições interativas. A região guarda ainda a Casa Sommer, o Centro Cultural, a Casa de Santa Maria, o Museu da Música Portuguesa, o Espaço Memória dos Exílios, farol, fortaleza e forte. Com destaque para a arquitetura inusitada, a Casa das Histórias Paula Rêgo, desenhada pelo conceituado arquiteto português Eduardo Souto Moura, se dedica à magnífica obra da pintora.

Praias de Cascais

Chegando ao centro de Cascais, quase todas as ruazinhas levam às praias, celebradas por todo seu charme. Mais desertas ou as mais badaladas, são 17 praias na região, em cerca de 30 quilômetros de litoral. Acompanhando o paredão na orla, o caminho começa na Praia da Conceição, passa pela Praia da Duquesa e pela Praia das Moitas, seguindo assim até o Estoril, onde estão a Praia do Monte Estoril e a Praia do Tamariz, de frente para o Cassino do Estoril. Percorrendo a beira-mar de Cascais a Estoril, também estão a Praia da Ribeira, Praia da Rainha, Praia da Poça, Praia da Azarujinha e a Piscina Oceânica. A região é point de diversão no verão, com bares, restaurantes e boates ao ar livre. Para praticantes de stand up paddle, a enseada pode ser explorada de uma perspectiva diferente. E tem opção de praia para todos. Menores, mais abertas, para surfistas, para famílias, mais acessíveis e também mais distantes, seja qual for a intenção, o passeio é imperdível.

Praia de Cascais | Foto: Marden Couto

Pedalar pela ciclovia à beira-mar

Passear de bicicleta ou de patinete pela ciclovia que liga as proximidades da Praia de Santa Marta e a Praia do Guincho, passando pela Boca do Inferno, é mais um programa interessante para se fazer em Cascais. As bicicletas e os patinetes estão disponíveis para aluguel no centro da vila (há um ponto em frente à estação de trem) e podem ser usadas para ir até a Boca do Inferno, sendo que o trecho inicial não conta com ciclovia. Se a ideia é chegar à Boca do Inferno caminhando, a bicicleta e o patinete podem ser alugados nos aplicativos específicos (Bird) e na Mobi Cascais, localizada a cerca de um quilômetro depois da Boca, em direção à Praia do Guincho. 

Cenário digno de cinema, a Praia do Guincho, pouco mais distante do centro, é uma das preferidas de Cascais. O panorama para a Serra de Sintra, o areal que adentra o mar. Tudo o que merece ser desfrutado. Ondas e ventos fortes fazem da praia lugar ideal para campeonatos de windsurf, kitesurf, surf e bodyboard, ou para os iniciantes. Depois de aproveitar um delicioso dia de praia, o Bar do Guincho é a melhor pedida para vislumbrar o sol se pondo às águas.

O mar revolto que há séculos encontra a falésia, fazendo nascer cavernas, faz da chamada Boca do Inferno um espetáculo em contínua transformação. O lugar, distante apenas dez minutos a pé do Bairro dos Museus, não pode faltar na lista de quem vai a Cascais. É um cenário majestoso que demonstra a força inexorável da natureza.
Um tipo de arco em formato de boca em um enorme paredão rochoso, a Boca do Inferno, além de apreciada para o turismo, guarda lendas ancestrais, que tornam o lugar ainda mais curioso. Contam que um mago avistou do alto de seu castelo a amada fugir com um cavaleiro. Tomado pela raiva, abriu o buraco no paredão, engolindo os amantes. Com isso, o buraco ficou aberto e nunca mais se fechou. Fato é que se trata de uma gruta formada há milhares de anos que, com a força das ondas, viu a parede rochosa ceder, originando o formato atual.

Cassino Estoril e Praia de Carcavelos

Por ali mesmo, seguindo a linha do trem, entre Lisboa e Cascais, não pode faltar a visita ao Cassino Estoril e à Praia de Carcavelos. Percorrendo pouco menos de três quilômetros pela beira do mar, começando na praia da Conceição em Cascais e andando pelo paredão até chegar na Praia da Azarujinha, em São João do Estoril, o visitante pode, mais do que conhecer as charmosas praias e piscinas oceânicas, tomar um café em uma das esplanadas ou aproveitar para se exercitar nos equipamentos de esporte, explorar o Cassino do Estoril. Além das salas de jogos, o lugar recebe espetáculos de todos os jeitos – vale dar uma olhada na agenda para programar uma noite diferente.

De areia macia e dourada, a Praia de Carcavelos, por sua vez, também está entre as mais procuradas na região de Cascais, e é referência para o surf. Ideal para relaxar e curtir bons momentos com a família e os amigos, além de bela, Carcavelos é a primeira praia oceânica depois da foz do Rio Tejo. Conhecida pelo ritual de “primeiro banho do ano”, tradição que se realiza no Ano Novo desde 1950, é ainda a praia mais perto da cidade. Com 1 quilômetro de extensão, quase nunca fica insuportavelmente cheia. No paredão em que se distribuem bares, restaurantes e outros serviços, abertos até tarde, um refúgio para renovar a bateria. 

Onde comer

Cascais tem diversas opções de restaurantes, com uma gastronomia plural para todos os paladares. Como não poderia deixar de ser, a proximidade do mar explica a oferta de peixe e marisco, que não podem ficar de fora do cardápio. Mas a cozinha da cidade não se encerra assim. Pelo contrário, extensa e colorida, esbanja versatilidade. A chamada Rua Amarela, com seu burburinho em particular, tem tudo o que se pode comer e beber na via mais cool de Cascais. De comida indiana a hambúrgueres gourmet, e pratos que representam todos os continentes, tem para todo mundo.

O lugar era primeiro conhecido pela convidativa frase “Todos para a rua!”, reunindo vários bares e restaurantes. Foi em 2020, no tempo da pandemia, que o nome mudou para ser apenas a Rua Amarela, cor que simboliza a nova vida que ganhou uma das zonas mais icônicas da vila. A essência do lugar manteve-se trendy e cool – diferentes propostas culinárias abrem os braços para receber todos os que por ali passam. O único problema é que, com tamanha diversidade, é difícil saber o que pedir. 

Uma dica é a Taberna Clandestina, fruto do desejo de três amigos de Cascais e um italiano de abrir um espaço de tapas na vila. Com o vinho entre as estrelas do espaço na Rua Amarela, a pegada é essencialmente mediterrânica, com uma inclinação especial para a Itália. Em destaque, as bruschettas, que aparecem em cinco versões: a bruschetta clandestina, com tomate Cherry, queijo burrata, manjericão e pesto; a bruschetta portuguesa, com queijo da Serra e linguiça gratinados; a bruschetta de queijo Taleggio e Salame Finocchiona Toscana; para os vegetarianos existe a bruschetta vegetariana com alcachofras, legumes grelhados e porcini; e, por último, a bruschetta de queijo fresco “stracchino” e salmão vermelho selvagem do Alaska.

As sardinhas são um dos pratos típicos da região | Foto: Marden Couto

Onde ficar

Sobre o mar, perto da Boca do Inferno, da Marina de Cascais e o centro histórico, o hotel Vila Galé Cascais aproveita a localização privilegiada. Com 233 quartos e suítes, de dimensões generosas e com a visão descortinada para o Oceano Atlântico, o hotel foi revitalizado em 2009. O complexo reúne restaurante com estação de show cooking, dois bares, salas de eventos com luz natural, espaços de massagens e tratamentos estéticos. Por fora, os hóspedes desfrutam de jardins, a piscina e, para os mais novos, o parque infantil. 

Dali, logo se pode fazer um passeio pelo coração de Cascais, percorrendo a Rua Direita, principal artéria comercial da pitoresca cidade. Também é fácil chegar à Casa das Histórias de Paula Rêgo, caminhar pela Marina ou ir à Boca do Inferno e à Praia do Guincho. Nas proximidades do Vila Galé Cascais é possível ainda jogar golfe ou praticar surf, bodyboard e kitesurf.

‌Como chegar

O trem é a melhor opção para chegar a Cascais partindo de Lisboa, percorrendo os 30 quilômetros de distância que separam as cidades. Os trens da Linha Cascais partem diariamente da Estação Cais do Sodré, em Lisboa, em intervalos médios de 15 minutos entre as viagens, que se destinam a Cascais no ponto final. No caminho, há que se apreciar as paisagens que cercam com Rio Tejo, que aos poucos cedem espaço para a imensidão do Oceano Atlântico. A viagem leva pouco mais de 30 minutos.

Se a intenção é ir direto para o centrinho de Cascais, a dica é descer na última parada do trem, na Estação Cascais. Para quem quer visitar algumas das praias da região, o melhor é desembarcar na Estação Monte Estoril, e dali fazer o percurso até Cascais caminhando pelo Paredão, a calçada junto à orla. 

Para um roteiro ainda mais completo pela beira-mar, passando também pelas praias de Estoril, a descida pode ser na Estação São João do Estoril. Aí o percurso começará pela Praia da Azarujinha, Praia da Poça, Praia do Tamariz, Praia do Estoril, até chegar à Praia das Moitas e à orla de Cascais.

Se a ideia é ir de carro de Lisboa para Cascais, são duas as rotas: pela Linha, a estrada que segue às margens do Tejo e do mar, ou pela autopista A-5, mais rápida. Uma vez em Cascais, o veículo pode ser deixado no estacionamento subterrâneo do Largo da Estação, e o turista pode conhecer a vila a pé. Uma outra opção é utilizar os serviços de aplicativos, como Uber e Bolt.

O trem é uma das melhores opções de transportes para Cascais | Foto: Marden Couto/Lugares Viagens

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10 restaurantes em Lisboa para você se esbaldar https://lugaresviagens.com.br/restaurantes-em-lisboa/ https://lugaresviagens.com.br/restaurantes-em-lisboa/#respond Mon, 05 Feb 2024 18:05:45 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7234 Todos os aromas e sabores da gastronomia portuguesa se encontram em Lisboa. A multiplicidade da culinária local, que se mistura à comida internacional, é um encanto em especial para quem visita a cidade. Mais do que as clássicas atrações turísticas, o que vai à mesa é uma experiência por si só. Preparações típicas, como o

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Todos os aromas e sabores da gastronomia portuguesa se encontram em Lisboa. A multiplicidade da culinária local, que se mistura à comida internacional, é um encanto em especial para quem visita a cidade. Mais do que as clássicas atrações turísticas, o que vai à mesa é uma experiência por si só. Preparações típicas, como o bacalhau, a sardinha ou o pastel de Belém, entre tantas outras, guardam histórias, nessa terra ainda aclamada pelos vinhos magníficos. E opção é o que não falta. Para o almoço, jantar, happy hour ou a pausa para um café, a extensa lista de bares e restaurantes é recheada de delícias para todos os paladares.

1 – Zumzun Gastrobar

Mais do que o cardápio em si, a música, a decoração e o espaço envolvente são as marcas do Zumzun Gastrobar, um ambiente descontraído dedicado a uma comida descomplicada e divertida. Um lugar atemporal, que poderia estar em qualquer cidade do mundo. Aqui, Portugal está na mesa para uma culinária moderna e recebe uma justa homenagem. A gastronomia com sabor português se une a técnicas de outros países. O país está representado desde os vinhos ao azeite, passando pelas conservas, chocolates, bolachas e chás.

A casa, inaugurada em 2020, é comandada pela chef Marlene Vieira, um dos grandes nomes da cena gastronômica em Portugal. O restaurante está em um edifício de tom contemporâneo e grandes superfícies envidraçadas, perto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, em frente ao Museu do Lactário. O design interior sobressai tons brancos e vermelhos – o mobiliário rubro contrasta com as mesas em mármore claro e as prateleiras cheias de produtos portugueses. No terraço, o cliente encontra a visão descortinada para o Rio Tejo.

Entre os pratos frios, o fresquíssimo ceviche de espadarte rosa, maracujá e pimenta da terra custa 15 euros, a tosta de abacate, sapateira e ovas, e o tartelete de tártaro de atum, beranês e pickle de mostarda saem por 7,5 euros. Entre as preparações quentes, o tempura de bacalhau e alho assado custa 12 euros e o pica pau de polvo com molho romesco 12,5 euros. Na lista dos pratos principais, a feijoada de carabineiro, guanciale e arroz frito sai por 32 euros, a perna de pato assada e arroz de enchidos no forno por 15 euros, e o polvo na brasa, com batatas e algas é encontrado por 18 euros.

Endereço:

Avenida Infante D. Henrique. Doca do Jardim do Tabaco, Lisboa

Horário de funcionamento:

De segunda-feira a quarta-feira de 12h às 23h, quinta-feira a sábado de 12h às 0h e domingo de 12h às 17h

Site:

www.zunzum.pt

2 – Solar dos Presuntos

Estar no Solar dos Presuntos é se sentir em casa. Essa atmosfera acolhedora é o ponto alto do restaurante que, com mais de 50 anos de fundação, é considerado um dos melhores de Lisboa.  Uma história que se soma a várias outras histórias. Aqui, comer bem significa afeto. E receber toma status de arte.

Mais que a comida, a excelência do serviço – quem chega pela porta do número 150 das Portas de Santo Antão, cliente habitual ou turista, sempre vai encontrar um sorriso caloroso, uma sugestão genuína.

O restaurante capricha em oferecer, com uma qualidade reconhecida pelos melhores especialistas gastronômicos nacionais e estrangeiros, uma série de pratos que são especialidades autênticas de uma das mais antigas cozinhas portuguesas. Entre os clientes, escritores, jornalistas, políticos, atores, futebolistas, empresários, arquitetos, e outros, honram o estabelecimento com sua presença e estímulo. Clientes que estão representados nas fotografias e caricaturas dispostas pelas paredes.

No cardápio, a lista de entradas inclui o presunto cortado na hora – o prato custa 28,50 euros. Grandes, carnudos e saborosos, os croquetes valem 6,50 euros, e o polvo à galega 19,50 euros. Entre as especialidades da casa, destaque para o arroz e suas variações. O arroz de lagosta e gambas é encontrado por 32,50 euros, o de lavagante 96 euros e o arroz negro 62 euros.

Na seleção de carnes, o cabrito assado à moda de monção com batata assada e arroz de forno vale 25,85 euros e é outro dos pratos emblemáticos da casa. A carne tenra e saborosa lembra como é comer em casa de vó. Outras opções são os mimos de porco preto com arroz, batata frita ou esparregado (23 euros) e o bife de lombo à portuguesa com batata frita (29,50 euros).

Para a sobremesa, mais sabor. A torta de limão merengada custa 6,50 euros, o arroz doce 5,50 euros e a delícia de chocolate com caramelo salgado 8 euros. Destaque no cardápio, uma espécie de tiramisú, mas com doce de ovos ao invés de creme com mascarpone, o Doce da Avó Luísa é uma receita original de 1974, e vale 6,50 euros. Uma opção que serve à gula e ao coração.

Endereço:

Rua das Portas de Santo Antão, 150, Lisboa

Horário de funcionamento:

De segunda-feira a sábado, de 12h às 15h30 e de 19h às 23h

Site:

www.solardospresuntos.com

3 – Bairro do Avillez

Universo dedicado aos melhores sabores, o Bairro do Avillez é um espaço de 1 mil metros quadrados que leva a assinatura do chef José Avillez. Fica na Rua Nova da Trindade, no Chiado, região que é um polo intelectual de Lisboa. Um espaço amplo e acolhedor, onde tradição e modernidade conversam.

O serviço, simpático e informal, faz crescer a atmosfera de um ambiente alegre. A casa trabalha a gastronomia com criatividade, e se distribui em uma esplanada dividida em uma taberna, um pátio, minibar e pizzaria. A cozinha, majoritariamente de inspiração portuguesa, inclui influências de viagens do chef. O cardápio tem variedade de petiscos, sanduíches, entradas, pratos e sobremesas.

A Taberna é um espaço encantador para almoçar, jantar ou petiscar durante a tarde. Os sabores tradicionais portugueses se reinventam em um ambiente descontraído que convida a comer bem. Entre as sugestões do chef, queijos e charcutaria Manteigaria Silva (14,5 euros), bifana de atum com legumes avinagrados (14 euros), presunto de porco alentejano (16 euros) e, para sobremesa, caramelo salgado (8 euros).

O Pátio, dedicado a peixes e mariscos, é um espaço para estar à mesa em boa companhia. Os pratos caem bem acompanhados de vinhos e cervejas especialmente selecionados, ideais para enriquecer um bate-papo. No menu, robalo marinado com lima e coentros com abacate de cebola roxa (17,5 euros), tártaro de atum com marinada picante e cebolinho (17,25 euros) e lulas grelhadas com arroz negro (31 euros), para citar apenas algumas opções.

O Minibar é o primeiro bar gastronômico de José Avillez e, com atrações musicais ideais para um programa de fim de tarde, é um novo conceito de entretenimento. Às quintas, sextas e sábados, após o jantar o minibar se transforma em espaço de dança e música. No ambiente confortável e intimista, nada tradicional, José Avillez propõe uma carta de bar com coquetéis especiais, vinhos, cervejas artesanais e mais, além de experiências culinárias. Mais que o menu degustação, a carta se divide em snacks, crudos e crocantes, tempuras e fritos, pequenas entradas e pratos principais e, para fechar, sobremesas irresistíveis, tudo o que pode ser degustado na área de bar ou nas mesas reservadas para jantar.

Este não é um espaço tradicional. Aqui, nem tudo o que parece é. Entre as delícias gastronômicas, na lista dos snacks, o chef sugere a pérola gigante de foie gras (duas unidades por 10 euros), os ovos de ouro de húmus (duas unidades por 8 euros), o melhor frango assado, em uma pequena base crocante, cheia de sabor, com creme de requeijão fumado (duas unidades por seis euros). Entre os tempuras e fritos, o abacate em tempura com kimchi desidratado, rebentos de coentros, lima e limão (duas unidades por 9,5 euros). Para as entradas, um exótico caril de legumes grelhados (15 euros), nas sobremesas o irresistível pudim de azeite com sorvete de framboesa (8 euros) e um refrescante sorvete de limão com espuma de manjericão, recheado de memórias do verão (8 euros).

Na Pizzaria, um menu perfeito para partilhar. No já famoso couvert, gressinos, focaccia caseira fina e crocante, creme de tomate com mascarpone e manjericão, manteiga trufada e azeitonas galegas marinadas (2,65 euros). Entrada quente com bons sabores mediterrâneos, a beringela no forno com muçarela, tomate e parmesão é uma ótima pedida (sai por 9 euros). A massa das pizzas é fina e os ingredientes destacam-se pelo sabor. Para os amantes de calzone, há três opções (um deles, chamado Descobrimentos, leva tomate, muçarela, cebola, tomate cereja, abobrinha, azeitonas galegas e orégano, e é encontrado por 15 euros) e, para os aventureiros e curiosos, há duas extravagâncias a explorar: uma pizza chamada Molecular, com tomate, muçarela de búfala, cebola, azeitonas explosivas e orégano (19,5 euros), e outra com o nome Gigi, com tomate, burrata, manjericão, alho e carabineiros do Algarve (45 euros).

Mas não é só de pizzas vive a Pizzaria Lisboa. As massas, os gnocchi e os risotos não podem faltar. Estão no cardápio com preços entre 14,5 euros e 18 euros. As sobremesas são o gran finale. Tiramisu (entre 5 euros e 7,5 euros), Ananás em forno de lenha com sorvete de limão e manjericão (6 e 7 euros), minipizza de caramelo salgado (7 e 8 euros), são algumas das estrelas do cardápio.

Endereço:

Rua Nova da Trindade, 18

Horário de funcionamento:

Aberto todos os dias

Taberna e Esplanada: 12h à 0h

Páteo: 12h30 às 15h e 19h às 0h

Mini Bar: Domingo a quarta-feira de 19h às 1h, quinta-feira de 19h às 2h, sexta-feira e sábado de 19h às 3h30

Pizzaria Lisboa: segunda-feira a sexta-feira de 19h às 0h, sábados e domingos de 12h30 às 15h e de 19h às 0h

Site:

www.bairrodoavillez.pt

4 – Time Out Market

Espaços que guardam o que de bom tem a gastronomia portuguesa. Os melhores hambúrgueres, sushis, pizzas, carnes, bacalhau, escolhidos, provados e aprovados em uma curadoria cuidadosa – tudo com quatro ou cinco estrelas, e sob o mesmo teto. Esse é o Time Out Market, composto por bares, restaurantes, lojas, espaços comerciais e uma sala de espetáculos que fazem parte da seleção de críticos e jornalistas da revista Time Out, que dá nome ao complexo no Cais do Sodré, em Lisboa. 

Esse é um projeto de 2014 que reúne, a partir da iniciativa de um time de jornalistas da publicação, grandes ideias e negócios da capital portuguesa. Aí também estão reunidos alguns dos vendedores de carne, peixe, frutas e flores mais conhecidos e antigos da cidade. Cada expositor pode ocupar um ambiente no mercado, fenômeno em número de visitantes, por uma semana até três anos.  

Na lista dos espaços dispostos no mercado, mais de 50 marcas: Marisqueira Azul, Libertà Pasta Bar, O Frade, Pinóquio, Monte Mar, Croqueteria, Café de São Bento, Sea Me, Chef Susana Felicidade, Miguel Castro e Silva, Henrique Sá Pessoa, Marlene Vieira, Vincent Farges, O Prego Peixaria, Asian Lab, Zero Zero, Confraria, Ground Burger, Gelato Davvero, Nós é Mais Bolos, Garrafeira Nacional, Tartine, Time out Shop, Crush Doughnuts, Manteigaria Silva, Beer Experience Super Bock, O Bar da Odete, Aperol Spritz, Taylor’s, Licor Beirão, Quiosque do Café, Time Out Bar, Academia Time Out, Crème de la Crème, Terra do Bacalhau Petiscaria, Terra do Bacalhau Pastéis, A Vida Portuguesa, L’Éclair, Recordação de Sintra, Manteigaria, Quiosque do Mercado, Pap’Açòrda, Rive-rouge, Estúdio Time Out e Second Home.

Entre as presenças mais importantes, Marlene Veira é uma das caras femininas da ala dos chefs e um dos nomes em que a Time Out mais tem apostado ao longo dos últimos anos. Com um percurso por restaurantes de luxo, Marlene trouxe à Ribeira o melhor da culinária nacional, em forma de petiscos e pratos consistentes. Ela faz um apanhado de todos as preparações e ingredientes que já quase ninguém usa, mas deveria, lançando mão da cozinha tradicional e suas recriações. Não é de se admirar que seu espaço esteja entre os favoritos de quem vai ao mercado.

No cardápio das especialidades de Marlene Vieira, estão o polvo à lagareiro em novas texturas (16,50 euros), o camarão crocante com manjericão e maionese de caril (12 euros), o mini sanduíche de rosbife, maionese de beterraba, rúcula e cebola crocante (10,50 euros), o rosbife de novilho à mirandesa (13,90 euros), a francesinha tradicional com ovo e tudo! (12 euros) e o creme de abóbora, requeijão de ovelha, azeite de ervas e sementes (5 euros).

A Francesinha é um prato típico do Porto – Foto: Marden Couto

Endereço:

Mercado da Ribeira – Avenida 24 de Julho

Horário de funcionamento: 

Todos os dias, de 10h às 0h

Site:

www.timeoutmarket.com/lisboa

5 – Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau

Simples como tudo o que caracteriza o povo português, o bacalhau, um dos mais tradicionais peixes consumidos no país, é universalmente apreciado como símbolo de uma identidade secular. Um “amigo fiel”, como é dito em Portugal, que permite preparar 1001 receitas. É na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, projeto de António Quaresma, que o ingrediente se une ao saboroso queijo da Serra da Estrela para criar a iguaria que dá nome ao estabelecimento fundado em Lisboa, na Rua Augusta, em 2015.
Uma celebração de dois ícones da gastronomia local, que aqui também representa a aproximação entre o litoral e o interior, formando uma especialidade única: o pastel de bacalhau com queijo Serra da Estrela DOP. Pastel a sul, bolinho a norte, esse que é mais que um mero petisco está ligado à história do país. Se nessa dobradinha soma-se o vinho do Porto, aí está uma verdadeira experiência culinária, uma festa para os sentidos.

Por sua vez, a origem do queijo inigualável, detentor da condição de Denominação de Origem Protegida (DOP), com 1,3 mil anos de história, leva aos pastos das ovelhas Bordaleiras da Serra da Estrela, a principal raça ovina leiteira em Portugal, cujo leite de excepcional qualidade dá forma ao produto. Na Quinta da Lagoa, propriedade da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, em pleno coração da Serra da Estrela, estão cerca de 700 desses animais, que fornecem a base para a produção do queijo, nomeado uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal em 2011, hoje reconhecido como um dos mais extraordinários queijos do mundo.

E é do pasto fresco da Serra da Estrela para a densidade urbana que o pastel permanece fiel ao seu conceito de autenticidade, em espaços emblemáticos (em Vila Nova de Gaia, no Porto, Aveiro, Cascais, Óbidos e as unidades em Lisboa – Rua Augusta, LxFactory, Elevador de Santa Justa, Museu da Cerveja, Castelo de São Jorge e Cais do Sodré). 

Nos ambientes da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, combinam-se elementos arquitetônicos de inspiração clássica com a exposição de obras de arte para tornar a experiência de degustação ainda mais agradável e envolvente. O cliente pode apreciar representantes da pintura, escultura, literatura e música, enquanto desfruta de uma outra arte: a confecção do pastel, pelas sábias mãos de quem, desde há muito, o faz. A casa também serve queijadas boas, carolinas fascinantes e um saboroso bolo de queijo. Tudo o que cai bem com o vinho do porto, uma cerveja leve, um bom moccachino ou café expresso.

Por ano, são vendidos cerca de dois milhões de pastéis de bacalhau nas unidades da casa, ou seja, cerca de 5,5 mil bolinhos por dia. Com 140 gramas cada um (em que 20 são só de queijo), são vendidos a 5 euros cada. Na primeira unidade, na Rua Augusta, o ambiente pequeno tem no primeiro andar um balcão onde são realizadas as encomendas, que devem ser pagas antes de retirar. Fica a gosto do freguês comer ali mesmo ou no andar de cima, onde estão poucas mesas. Pode ainda escolher comer nas mesas do lado de fora, ou levar o quitute para casa. Ao fundo da loja, na singela fábrica de pasteis, a simpática funcionária mostra como preparar as gostosuras, com um sorriso estampado no rosto.

Endereço:
Rua Augusta, 106, Lisboa

Horário de funcionamento: 

Domingo a quinta de 10h às 22h

Sexta e Sábado de 10h às 22h30

6 – Manteigaria

Um sino avisa que tem fornada nova. Eles saem o tempo todo, sempre quentinhos, e são a estrela do dia. Para grande parte dos lisboetas, a Manteigaria – Fábrica de Pastéis de Nata, prepara os mais saborosos pastéis de nata da cidade, honrando esse que é um típico doce português. As iguarias são feitas na frente dos clientes. A casa abriu as portas em 2015 no Chiado, ocupando um ambiente que era parte de uma antiga manteigaria – daí o nome. Próxima à Praça Luís de Camões, no bairro Alto, é uma portinha com um estreito corredor e um balcão onde tudo o que se vê são formas e formas de pastéis de nata. Com os anos, foram inauguradas outras unidades.

Um adendo: para que não restem dúvidas, pastel de nata não é a mesma coisa que pastel de Belém – esses últimos são assim chamados porque são produzidos na famosa pastelaria em Belém, desde 1837. Os Pastéis de Belém são uma marca registrada e têm uma receita única e secreta. Todos os outros docinhos do gênero só podem ser chamados de pastéis de nata – são como uma panelinha de massa folhada recheada com um creme feito à base de leite, ovos, canela e raspinha de limão. Na Manteigaria, custam 1,20 euro, e podem ser levados em embalagens com seis unidades. Uma receita repleta de ternura para aquecer o coração.

O pastel de nata da Manteigaria costuma ser um pouco menos doce do que o de outras confeitarias. A fórmula do sucesso é simples e não precisa ficar fechada a sete chaves: a produção artesanal, a qualidade das matérias-primas – ovos inteiros, manteiga de qualidade em vez de margarina, açúcar a gosto, sem conservantes – e o processo de abertura da massa folhada que é todo feito à mão. O resultado é uma massa estaladiça e crocante e um creme açucarado na medida.

Em Lisboa, a loja original da Manteigaria fica no Chiado, na Rua do Loreto, existem outras unidades no Time Out Market, na Rua Augusta, em Alvalade e Belém, e mais duas na cidade do Porto, na região dos Clérigos e no Mercado do Bolhão. O estabelecimento também está presente em diferentes localidades em Portugal.

Endereço:

Rua do Loreto, 2, Chiado, Lisboa (unidade principal)

Horário de funcionamento:

Todos os dias, de 8h às 0h

@manteigaria.oficial

7 – Pastéis de Belém

É entre os doces que se encontra um dos tesouros gastronômicos de Portugal, um dos mais procurados em Lisboa e reproduzido pelo mundo. É o segredo da receita que faz o Pastel de Belém, originalmente feito desde 1837 no bairro lisboeta de mesmo nome, o motivo do sucesso – tem qualidade inigualável. Feito à base de açúcar, leite, ovos e massa folhada, o pequeno doce de formato redondinho é um símbolo da capital portuguesa e do país. A base dos ingredientes é conhecida, mas está na quantidade, nas prendadas mãos das pasteleiras (a produção é totalmente artesanal e a massa é feita por mulheres), ou quem sabe, algum toque especial escondido, o que faz dos pastéis de Belém em Lisboa únicos.

O pastel de Belém genuíno só é encontrado no local de nascimento do doce, uma pastelaria chamada Pastéis de Belém. A confeitaria fica perto do Mosteiro dos Jerónimos, que tem ligação direta com o surgimento do quitute. 

O pastel de Belém nasceu no início do século 19 dentro desse mosteiro, um dos destinos turísticos mais famosos de Lisboa. O doce teria vindo à público após a Revolução Liberal, que aconteceu na cidade em 1820 e extinguiu as ordens religiosas. Assim, os colaboradores do mosteiro teriam saído em busca de trabalho nas proximidades e a receita do pastel de Belém acabou indo junto com os criadores pasteleiros. 

Um deles, ao ingressar em um emprego na chamada “A antiga confeitaria de Belém”, uma refinaria de açúcar, começou a produzir o doce para comercialização na loja e fez o maior sucesso. A região de Belém, então lugar de atrativos como a Torre de Belém e também do próprio mosteiro, ficou ainda mais conhecida por conta do docinho saboroso vendido ali. Este local é o mesmo em que hoje funciona a confeitaria que passou a produzir a iguaria em 1937. Agora, a casa vive recheada também de clientes em busca da delícia.

Atualmente preparados na chamada Oficina do Segredo, na confeitaria oficial, os pastéis são considerados inclusive uma das 7 maravilhas da gastronomia portuguesa. Pouquíssimos funcionários têm acesso à produção de fato, justamente para que o segredo não se perca. Dessa forma também, a casa não abre filiais e franquias.

Já que se trata do pastel de Belém original, inevitáveis são as filas no local, especialmente no fim do dia e aos finais de semana. A fila que se forma na parte de fora é comumente de quem pretende levar a iguaria para viagem (dá para carregar no avião) e, por dentro do estabelecimento, há diversas mesas e sempre haverá um canto para quem chega e quer provar o pastel ali mesmo. São vários os salões, em estilo clássico e bem decorados, e dá para avistar a cozinha.

A confeitaria também serve outros doces e até refeições no almoço e jantar, igualmente saborosos. E não se surpreenda caso se depare com uma noiva por ali. Conta a tradição portuguesa que “noiva que come pastel, não tira mais o anel” – assim, é comum encontrar recém-casados comendo os maravilhosos pastéis de Belém, que custam 1,40 euros.

Pastéis de Belém – Foto: Marden Couto

Endereço:

Rua de Belém nº 84 a 92, 1300 – 085 Lisboa Portugal

Horário de funcionamento: 

Todos os dias, de 8h às 23h

8 – Amorino Gelato

A Amorino Gelato é uma rede multinacional de boutiques de gelatos com sede nos arredores de Paris, França. A empresa foi fundada em 2002 por Cristiano Sereni e Paolo Benassi, dois amigos de infância. A primeira unidade abriu na Île Saint-Louis e a empresa cresceu, se destacando em um mercado competitivo com a oferta de sorvetes feitos com todo o sabor da tradição italiana. Em 2004, os proprietários abriram para franquias. Em julho de 2021, já eram mais de 200 lojas na Europa, Ásia, Estados Unidos e México, incluindo cidades como Milão, Paris, Nova York, Barcelona, Dubai, Berlim. Em Lisboa e região, a sorveteria tem cinco unidades.

A casa é fruto do fascínio dos donos pelos gelatos, transformado no prazer de recriá-los. Entre as delícias, receitas próprias, uma homenagem a tudo o que representa o sorvete italiano, algo que para a dupla significa emoção. Entre as sugestões dos criadores, o sorvete de pistache, favorito de Cristiano, e o de cereja Amarena, o predileto de Paolo.

Desde a inauguração, a Amorino utiliza ingredientes orgânicos em suas receitas, além de aplicar métodos de produção mais ecológicos. Todos os sorvetes são feitos também sem intensificadores de sabor, corantes ou aromatizantes artificiais. São diversos sabores, todos certificados como amigos do meio ambiente. Entre eles avelã, manga, café, morango, maracujá, coco, baunilha, framboesa, limão, citando apenas alguns. Os preços vão até cerca de 9 euros, em média. Estão ainda no cardápio sorvetes veganos e sem glúten. Um charme a mais é que o sorvete é servido em forma de flor. A gelateria também oferece macarons, crepes, waffles, tortas, biscoitos finos, milkshakes, chocolate quente, chás e café italiano.

Endereço:

Rua Garrett, 49, Chiado, Lisboa

Rua Augusta, 209, Baixa de Lisboa, Lisboa

Rua do Carmo, 1, Lisboa

Alameda dos Oceanos, 10611A, Shopping Vasco da Gama – Parque das Nações

Almada Forum, shopping center – Rua Sérgio Malpique, 2810-354 – Grande Lisboa

Horário de funcionamento:

Todos os dias, de 10h30 às 12h

Site:

www.amorino.com

9 – Doca de Santo

Às margens do Rio Tejo, esse restaurante é um lugar emblemático de Lisboa. O Doca de Santo, inaugurado em 1996, é o primeiro estabelecimento a abrir as portas na Doca de Santo Amaro. Aos poucos, caiu no gosto dos lisboetas e de quem visita a cidade. Fica em uma ampla esplanada, um verdadeiro refúgio de descanso, que chama para desligar da correria diária e apreciar a culinária, enquanto se avista o rio. O ambiente passou por um projeto de revitalização em 2018, que conferiu ao lugar uma decoração mais fluida e contemporânea. O novo lounge no exterior mantém a qualidade a que os clientes estão habituados.

No cardápio do restaurante, que faz parte do Grupo Capricciosa, também com a colaboração do chef José Avillez, as raízes portuguesas conversam com influências internacionais, em leituras modernas. São preparações que agradam quem busca uma refeição mais leve, os que gostam de petiscar ou quem prefere os clássicos pratos da casa, como o prego na frigideira, com ovo estrelado, batatas fritas às rodelas e molho de natas (oferecido por 12,50 euros) e o caril de gambas tailandês, com legumes grelhados e arroz thai (14,50 euros).

Endereço:

Armazém CP – Doca de Santo Amaro

Horário de funcionamento;

De segunda-feira a sexta-feira de 12h às 15h30 e de 19h às 0h, sábado e domingo de 12h às 0h

Site:

docadesanto.com.pt

10 – LX Factory

Uma área industrial abandonada totalmente recriada para receber expoentes da gastronomia e da arte. A LX Factory, em Lisboa, ocupa o lugar de 23 mil metros quadrados onde já funcionou a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, aberta em 1846, depois a Companhia Industrial de Portugal e Colônias, também a tipografia Anuário Comercial de Portugal e a Gráfica Mirandela. Com tempo, as empresas deixaram o local, que acabou sendo deixado de lado até que, em 2005, a companhia do setor imobiliário Mainsite se interessou pelo complexo e começou o projeto de renovação. Da construção original, prédios e armazéns foram mantidos, e hoje conferem uma atmosfera especial aos ambientes, lembrando um espaço que “fabrica” cultura.

Deu super certo, e agora a LX Factory é um espaço colorido, animado, cheio de gente, que reúne lojas, bares, restaurantes e cafés, livraria, marcas de design, arte e publicidade, e recebe ainda exposições e performances artísticas e apresentações musicais, além de oficinas, como as de cerâmica, serigrafia, marcenaria, bordado, entre outras. Aos domingos, uma feirinha ao ar livre oferece itens de artesanato, brechó e orgânicos de produtores da região.

No ambiente que aproveita o ar industrial, destaque para a obra de arte urbana de grafites que cobrem as paredes, e uma atenção especial para a grande abelha logo na entrada da fábrica, feita com material proveniente do lixo. Um cantinho diferente da Lisboa tradicional, no bairro de Alcântara, um dos mais antigos da capital portuguesa.

Na lista dos comes e bebes, estão restaurantes como: Ni Michi, reverência às raízes amazônicas, o Micro Burgers & Music, onde sempre tem algo delicioso para comer, beber e ouvir, Beer’s, muito mais que uma cervejaria, Matchamama, dedicado às gastronomias peruana e asiática, The Therapist, restaurante natural e consciente, Cucurico, que serve frangos portugueses, Mex Factory, de cozinha mexicana, e Lxeesecake By Madame Cheeselova, uma homenagem ao cheesecake. A lista segue com os restaurantes 1300 Taberna, Borogodó, Brigadeirando, Cantina, Central da Avenida, Chef Nino – Creparie e Gelataria, El Chanta, Landeau Chocolate, Malaca Too, Messe Lx, Sushi Factory e Único.

Nesta saborosa seleção, destaca-se o A Praça. Aberto em maio de 2014, é um ambiente descontraído, com uma variedade de ofertas gastronômicas, começando pelas célebres pastas frescas Italianas, entre tagliatelles, raviolis, penne e risottos, com preços entre 11 euros e 16 euros, passando pelos petiscos (como os peixinhos da horta com maionese de alho ou os cogumelos salteados com alho francês e perfumados com whisky, que saem por 5,1 euros) até a especialidade da casa, o bife com molho pesto (17 euros). 

Uma mistura entre a cozinha Italiana e a cozinha portuguesa, em que também se apresentam interpretações modernas de pratos tradicionais desses países. É um lugar de encontro, aberto para almoço, jantar e o lanche da tarde, sempre com produtos frescos e de qualidade. No ambiente de decoração retrô, os produtos são exibidos em vitrines em uma composição informal e descontraída, que valoriza o saber e o sabor.

Diversos restaurantes e bares na LX Factory | Foto: Marden Couto

Endereço:

Rua Rodrigues de Faria, 103, Alcântara, Lisboa

Horário de funcionamento: 

Aberto todos os dias, de 6h às 4h (os estabelecimentos têm horários variados)

Site:

www.lxfactory.com

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Sintra: a vila portuguesa de conto de fadas https://lugaresviagens.com.br/sintra-o-que-fazer/ https://lugaresviagens.com.br/sintra-o-que-fazer/#respond Fri, 18 Aug 2023 11:26:33 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7142 Palácios riquíssimos, castelos magníficos, bosques, parques, jardins, igrejas, quintas espalhadas entre montanhas. Litoral adornado por altos penhascos. Sintra é o destino perfeito para adentrar ainda mais nos encantos que Portugal oferece. Saindo de Lisboa, a quase uma hora dali um passeio bate e volta para a pequena, histórica, bucólica e charmosa localidade é uma ótima pedida. Mais

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Palácios riquíssimos, castelos magníficos, bosques, parques, jardins, igrejas, quintas espalhadas entre montanhas. Litoral adornado por altos penhascos. Sintra é o destino perfeito para adentrar ainda mais nos encantos que Portugal oferece. Saindo de Lisboa, a quase uma hora dali um passeio bate e volta para a pequena, histórica, bucólica e charmosa localidade é uma ótima pedida. Mais que as fortalezas, a natureza torna a paisagem ainda mais sedutora e transforma a cidade, de clima ameno e temperado, um lugar querido pelos turistas.

Com um jeitão clássico e mágico de uma cidade medieval, a Vila de Sintra detém o título de Patrimônio Mundial e Paisagem Cultural, pela Unesco, desde 1992. Pelas ruazinhas, o testemunho de momentos importantes da história de Portugal. A ocupação humana da região remonta ao período neolítico e à Idade do Bronze. A cidade vivenciou também a ocupação romana nos anos antes de Cristo e foi palco do domínio muçulmano no século 10, reconquistada depois pelos portugueses, no século 11.

Sintra é considerada vila, distrito de Lisboa, e é sede de um município que integra 11 freguesias (como grandes bairros) e se esparrama até o Oceano Atlântico. O lugar recebeu menção por escritores como Eça de Queirós, ícone romancista da língua portuguesa do século 19, que eternizou a vila em romances como o Primo Basílio, A Tragédia da Rua das Flores e a obra-prima Os Maias, de 1888.

O QUE FAZER EM SINTRA

PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DE SINTRA

Palácio Nacional da Pena

Aninhado no topo de uma montanha, o Palácio Nacional da Pena exibe a beleza de uma composição colorida e vistosa. Não à toa o palácio, o mais visitado de Portugal, é considerado uma das sete maravilhas do país, título concedido em 2007. O projeto remonta ao século 19, por iniciativa do Rei Dom Fernando II. Foi moradia de reis e rainhas, e construído na área de um antigo convento. A arquitetura bebe na fonte do estilo romântico, com pitadas árabes, góticas e manuelinas. Por dentro, lindas salas, terraços e aposentos, com decoração escolhida pela realeza, com destaque para os azulejos. No exterior, a construção conversa com as rochas que se misturam em grutas, lagos e jardins.

Palácio Nacional de Sintra

Também chamado Palácio da Vila ou Palácio das Chaminés, o Palácio Nacional de Sintra fica no centro histórico da cidade, e é um expoente vivo da história de Portugal. As duas chaminés de 33 metros de altura, parte da cozinha, facilmente identificam o palácio. Por fora, as áreas interligadas por lindos pátios e jardins saltam aos olhos, mas é o interior, com a suntuosa decoração, o que mais chama a atenção. A construção data do ano de 1383 e, ao longo do tempo, assistiu a transformações, que foram aos poucos imprimindo novos traços arquitetônicos e artísticos de épocas distintas, resultando ao final em um conjunto que mescla diversos estilos. Os azulejos da arte mudéjar, combinação dos estilos artísticos cristãos e islâmicos, são um ponto de destaque. O palácio serviu ao usufruto da Família Real Portuguesa até ao final da Monarquia, em 1910. Uma visita que não pode ficar de fora da lista!

Palácio e Quinta da Regaleira

Um lindo palácio emoldurado por jardins e monumentos dispostos em uma região de mata, a Quinta da Regaleira é localizada em uma porção mais baixa de Sintra. Aí estão estátuas e diversas obras de arte, grandiosas áreas verdes e passagens subterrâneas. Uma torre invertida de 27 metros de profundidade, o Poço Iniciático é uma famosa atração da quinta. Está interligado a alguns túneis na base, por onde se acessam diferentes partes da propriedade. O lugar é fruto do desejo de Antônio Augusto Carvalho Monteiro, com a parceria do arquiteto e cenógrafo Luigi Manini. Mesmo em meio ao centro histórico, guarda peculiaridades que o distinguem de tudo o que está em volta. As instalações e os adornos são exemplos do estilo romântico revivalista com peças góticas, manuelistas e renascentistas, numa conjunção com aspectos de simbologia esotérica. Dizem que o local é cercado de mistérios – estaria relacionado a rituais da maçonaria e à Ordem dos Cavaleiros Templários.

Castelo dos Mouros

Em um dos locais mais altos da Serra de Sintra, o Castelo dos Mouros ostenta muralhas majestosas que se distribuem pelo sobe e desce da montanha. O castelo foi erguido pelos mouros no século 10 com o objetivo de barrar a entrada de invasores em Lisboa. Pelas torres e muralhas, os mirantes abrem a visão para a região ao redor, com planícies sem fim, a vila de Sintra e o Palácio da Pena. Aí também existe um espaço museológico destinado à arqueologia. O castelo, onde está a primeira capela cristã da região de Sintra, é considerado Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1995.

Palácio de Monserrate

Testemunha dos ecletismos do século 19, o Parque e Palácio de Monserrate foi construído por iniciativa do milionário inglês Francis Cook. Está sobre as ruínas de uma capela do século 16. Reduto de um dos mais ricos jardins botânicos de Portugal, o lugar reúne obras de arte e os jardins abrigam espécies de diferentes partes do globo, dispostas por áreas geográficas.

Palácio de Seteais

Perto da Quinta da Regaleria, o Palácio de Seteais, edificado por um cônsul holandês no século 18, ressalta a arquitetura neoclássica e belos jardins por fora. Está em um terreno cedido pelo Marquês de Pombal. Agora, é de propriedade da empresa hoteleira Tivoli Hotels & Resorts. O público pode acessar gratuitamente o exterior e parte dos jardins, mas a entrada à porção interna é reservada apenas aos hóspedes.

Palácio Nacional de Queluz

Distante 12 quilômetros de Lisboa, no trajeto para Sintra, está o Palácio Nacional de Queluz, construção iniciada em 1747. Fica no concelho de Sintra que lhe dá o nome – Queluz. A fabulosa edificação é um dos últimos palácios em estilo rococó da Europa, onde também o barroco e o neoclassicismo têm seu lugar. Entre a segunda metade do século 18 e princípio do 19, foi utilizado pela Família Real e a corte portuguesa. Foi lá onde nasceu e morreu Dom Pedro I (conhecido como Dom Pedro IV em Portugal), o primeiro imperador do Brasil.

Convento dos Capuchos 

Uma construção que homenageia o jeito simples de ser. Ser diferente do que significa luxo e conforto é justamente o que dá graça ao Convento dos Capuchos, na Serra de Sintra. O convento franciscano, com suas dimensões pequenas e a singeleza da construção, é um contraste com as edificações majestosas da cidade, e por isso mesmo recebe uma atmosfera mística. A ação do homem conversa com as características naturais pré-existentes, a bonita vegetação e os grandes penedos de granito, formando o cenário do que era tido por seus residentes como uma “construção divina”. Envolvendo o edifício, o bosque preservado pelos frades que ali viveram é um dos mais emblemáticos representantes da floresta primitiva de Sintra. 

Chalé Condessa de Edla

No Parque da Pena, rodeado por um magnífico jardim, o Chalé Condessa de Edla pertenceu a Dom Fernando II e Elise Hensler, Condessa d’Edla – daí o nome. Erguido na segunda metade do século 19, ressalta o estilo alpino com a decoração que elege a cortiça como elemento ornamental, na composição que destaca ainda pinturas murais, estuques e azulejos. A área verde exibe a vegetação natural de Portugal e outras espécies oriundas de diferentes países.

Palácio Biester

Aninhado no coração de Sintra, em sintonia perfeita com a paisagem que faz a cidade referência do romantismo, o Palácio Biester foi construído nos últimos anos do século 19. O projeto leva a assinatura do arquiteto José Luiz Monteiro, e a decoração tem a chancela de artistas consagrados, como Luigi Manini e Leandro de Souza Braga, para citar apenas alguns exemplos. Ao redor, o parque botânico que envolve o palácio é reduto de exemplares arbóreos raros e exuberantes, zonas verdejantes e cursos d’água, com paisagismo de autoria do francês François Nogré.

Centro histórico

No centro histórico de Sintra, a Igreja de São Martinho conserva, por fora, os traços da primitiva construção, a igreja fundada por Dom Afonso Henriques. De origem românica, seguindo a hipótese de ter sido erguida na segunda metade do século 12, deu lugar a um templo gótico, durante o reinado de Dom Dinis (no século 13), como evidencia a lápide de Margarida Fernandes, com registros de 1334. Na Renascença e com o Maneirismo, passou por melhorias, antes de ser danificada pelo terremoto de 1755, que forçou a reconstrução, à época conservando o traçado setecentista. Por dentro, três pinturas sobre madeira de meados do século 16 são destaques. 

A Fonte Mourisca é um dos símbolos de Sintra. Carrega traços de estilo árabe e também fica perto do centro histórico do distrito português. Remete ainda à arquitetura modernista da década de 1920, ano de sua inauguração, e é obra do escultor José da Fonseca. Nas palavras do criador, o objetivo é “dignificar a água mais apreciada de Sintra”.

Por ali ainda, os Paços do Concelho de Sintra, ou Câmara Municipal de Sintra, sede do município, foram construídos entre 1906 e 1909 no local da antiga capela de São Sebastião, com projeto de Adães Bermudes. São classificados como Monumento de Interesse Municipal em Sintra desde 2011. As fachadas austeras, com janelas neo-manuelinas sobriamente decoradas, a torre imponente no alçado principal, arrematada pela cobertura piramidal coberta de azulejos, saltam aos olhos. No topo, majestosa, a esfera armilar. Ladeiam esta curiosa cobertura quatro outras de menores dimensões. O balcão, adornado por arcos de feição manuelina, e encimado por um frontão em que se inscrevem as armas municipais, é outro ponto alto. Por dentro, destaque para o claustro, cujos varandins do piso superior são uma rica referência neo-manuelina e renascentista.

Se a ideia é um bate e volta de Lisboa, ou se tem dias livres para aproveitar tudo o que Sintra oferece, o centro histórico não pode ficar fora do roteiro. Além dos atrativos clássicos, a região é sempre movimentada e faz o passeio a pé pelas ruazinhas, lojas de artesanato e padarias valer a pena.

Sintra Mitos e Lendas

Os espaços dedicados à cultura em Sintra formam uma variedade de temáticas. Merece menção especial o centro interativo Sintra Mitos e Lendas, que convoca o visitante a percorrer o caminho do misticismo, dos segredos e romantismos que envolvem a vila, uma narrativa pela história, música e literatura. São 17 espaços que empreendem um rico diálogo entre realidade e ficção, lançando mãos de recursos de cenografia, multimídia e vivências sensoriais. O conjunto de ferramentas audiovisuais, hologramas, efeitos sensoriais, realidade aumentada e filmes 3D alça a experiência a várias dimensões.
A expedição inclui um elevador forrado com imagens da vila, ao som da floresta e com luzes reduzidas e, no ponto de partida da visita, tem-se a impressão de ter alcançado o cume da Serra de Sintra. Em outro momento, um narrador surge para contar o conceito das lendas e fala sobre o momento da Criação das Penhas – Lenda dos Cinco Altos de Nomes Iguais e Apelidos Diferentes de Sintra para, em outro piso, o visitante encontrar conversas sobre eventos históricos e outras lendas. Entre as narrativas, também as lendas do Túmulo dos Dois Irmãos e dos Sete Ais – aqui, é possível se tornar personagem de um jogo, correndo pelo bosque, desviando-se de obstáculos e apanhando alguns dos elementos associados à lenda. 

O centro também celebra os escritores que se deixaram encantar pela vila mágica de Sintra. São quadros de imagens animadas dos autores, com locução de suas experiências contadas em primeira pessoa. No espaço 4D, a dinâmica multissensorial é complementada por mecanismos de cheiro e vento, ao mesmo tempo em que é explicada a lenda da aparição de Nossa Senhora à rapariga muda que pastoreava um rebanho de ovelhas na serra.

Em outro pavimento, as aventuras seguem pela entrada em um túnel que simula o Poço Iniciático, a experiência imersiva de estar a bordo de um barco, a ver o Adamastor, enquanto os visitantes são envolvidos pelas ondas do mar. Cenografias e hologramas recriam o universo pagão onipresente nas lendas e mitos, através da natureza, animais e fadas. A visita termina com a magia do verde, ao som da floresta.

 

Elétrico de Sintra

Tomar o Elétrico de Sintra é descobrir todo o romantismo do século passado. A viagem entre a serra de Sintra até Colares é algo a ser desfrutado. O caminho rodeado pela vegetação e o mar logo ali tornam essa uma experiência em particular. É também voltar ao passado de Lisboa. O percurso tranquilo termina na Praia das Maçãs, e o traçado sinuoso, com a visão descortinada para a paisagem, é um convite à contemplação.

A construção teve início em 1902 e passou por um período histórico atribulado. Nada que fizesse o passeio perder o encanto. Os tróleis antigos mantêm a atmosfera romântica e elegante, e a descida da serra proporciona oportunidades fotográficas e panorâmicas únicas. Pela rota campestre, com declive de 190 metros, o percurso lento e calmo faz apreciar ainda mais o modo original de viajar. 


Cabo da Roca

Um marco, um mirante e um farol são os lugares de visitação do Cabo da Roca, penhasco à beira mar, com 140 metros de altura, que é a porção mais ocidental de Portugal continental e da Europa continental. Dali se avistam lindas paisagens adornadas por altos penhascos na costa sobre o Oceano Atlântico. O Cabo da Roca é parte do Parque Natural de Sintra-Cascais. O farol, com 22 metros de altura, está a 165 metros acima do nível do mar, e sua luz alcança até 48 quilômetros de distância. Ao entardecer, um espetáculo natural.

 

Museus

O Museu Anjos Teixeira é dedicado às obras dos artistas da família Anjos Teixeira – o pai, Arthur, e o filho, Pedro. No News Museum, uma proposta interativa para percorrer a história da comunicação até a contemporaneidade. Já no Museu das Artes de Sintra, a vez é para as esculturas e obras dedicadas ao modernismo. A lista ainda inclui o Museu de História Natural de Sintra, a Casa-Museu de Leal da Câmara, o Museu Ferreira de Castro, entre outros.

 

Vila Sassetti

A Vila Sassetti, no caminho para os castelos situados no pico da Serra de Sintra, figura na lista de patrimônios da cidade pela Unesco. Tanto pelo edifício em si, como pelos jardins, vale a visita. A história da Vila Sassetti começa em 1885, quando Victor Carlos Sassetti decidiu construir uma casa de verão baseada nos castelos da Lombardia. E, para desenhá-la, convidou Luigi Manini, o mesmo arquiteto responsável pela Quinta da Regaleira. Aos poucos, a vila passou por processos de revitalização e, hoje, chega a receber 20 mil visitantes por mês.

 

Azenhas do Mar

Do alto, ver o mar batendo forte nos rochedos é um momento de contemplação para quem chega em Azenhas do Mar, vila localizada no alto de um penhasco à beira mar na costa de Sintra. No verão, tomar banho na piscina em sua base é uma diversão imperdível!

 

Praias

Para quem gosta do mar, dá para aproveitar o passeio a Sintra para conhecer algumas praias na região. A Praia da Adraga, a Praia de São Julião e a Praia Grande são três opções da lista, que inclui ainda a Praia das Maçãs – a ida para essa leva cerca de 45 minutos pela serra, a bordo de um bondinho charmoso. Já a Praia de Azenhas do Mar é reduto de bons restaurantes com vista para as águas.

 

ONDE COMER EM SINTRA

Quando o assunto é o que vai à mesa, Sintra guarda duas importantes tradições gastronômicas: os Travesseiros de Sintra, pastel doce recheado com creme de ovos, amêndoas e açúcar (também há versões com recheio de maçã ou de chocolate) e as Queijadinhas que, envoltas por uma massa crocante, têm recheio à base de queijo, açúcar, ovos, farinha e canela. 

Doceria Piriquita

Uma das opções para provar os doces, que acompanham bem um chá ou café, é a Doceria Piriquita, que tem mais de uma unidade na vila. No estabelecimento, também os pastéis de Cruz Alta, que homenageiam o ponto mais alto da serra, são protagonistas no cardápio.

Fábrica das Verdadeiras Queijadas da Sapa

As Queijadas também são estrelas na Fábrica das Verdadeiras Queijadas da Sapa. A carta de culinária portuguesa, além das iguarias, oferece torta de chocolate e bolo inglês, que vão bem com um chá, café, chocolate quente, e até mesmo um bom vinho. A decoração esmerada e o tom caseiro engrandecem a experiência no café. 

Tascantiga

Para o almoço e jantar, a parada obrigatória é na Tascantiga, restaurante de tapas e petiscos no centro histórico de Sintra. Um projeto familiar que nasce de uma grande paixão pela cozinha e pelos sabores de Portugal. Um caminho iniciado em 2016, com o pretexto de petiscar o melhor que a gastronomia portuguesa tem para oferecer. E com toda a identidade do chef Vitor Paes, que reinventa as receitas clássicas da terrinha, evidenciando sempre uma apresentação original, em que os detalhes sensoriais fazem as delícias dos clientes. Além do salão para receber os convidados, está uma esplanada com vista privilegiada para o Palácio Nacional de Sintra e para o Castelo dos Mouros. O lugar perfeito para comer e partilhar. 

Gelato Della Linea

Na hora da sobremesa, imperdíveis são os gelatos da Gelato Della Linea, que certamente vão agradar os amantes dos bons sabores. Desde a recepção carinhosa, simpática e amável pelos funcionários, até a variedade das gostosuras, tudo vale a pena. Com o paladar das frutas pronunciado, a qualidade dos gelatos é um ponto a destacar.

 

ONDE FICAR EM SINTRA

Vila Galé Sintra Resort Hotel, Conference & Spa

Em plena Várzea de Sintra, rodeado de zonas verdes e com uma deslumbrante vista para o Palácio da Pena, o Vila Galé Sintra Resort Hotel, Conference & Spa diferencia-se pelo conceito pensado para famílias. Os pequenos podem divertir-se no carrossel, no parque de trampolins, na piscina com escorregas ou visitar a horta pedagógica. Já os adultos podem relaxar na piscina ou se exercitar. 

O hotel cinco estrelas tem 146 quartos, dois restaurantes, bares, biblioteca, piscinas interior e exterior, spa e área de fitness com campo de tênis, salas de reuniões e salão de eventos.

A localização é outro atrativo do hotel, que está a poucos minutos do centro da vila, e muito próximo da Praia da Adraga, das Azenhas do Mar, da Praia das Maçãs, da Praia Grande e do Cabo da Roca.

O Vila Galé Sintra inclui ainda apartamentos turísticos e unidades para venda direta.

 

COMO CHEGAR EM SINTRA

Sintra está distante 40 minutos de Lisboa, a cerca de 30 quilômetros. O acesso é por via pedagiada e, com algum tempo a mais de viagem, também por estradas sem pedágio. Há boas opções de transporte público. Uma boa ideia para sair de Lisboa até Sintra é, dessa forma, o trem. As linhas saem diariamente da Estação Ferroviária do Rossio, geralmente a cada 15 minutos, e também da Estação Gare do Oriente, a principal estação de trens interurbanos de Lisboa.

A distância entre Gare do Oriente e Sintra é 24 quilômetros, e a distância pela estrada é de 33 quilômetros. Partindo de Gare do Oriente para Sintra, existem quatro opções de rota: trem, ônibus, táxi ou carro. A forma mais barata é tomando a linha de trem 18200 e o percurso leva, em média, 47 minutos. O táxi é a maneira mais rápida de fazer a viagem – são 24 minutos. A viagem de ônibus leva 1 hora e 5 minutos.

Também há possibilidade de ir para Sintra em um tour organizado (em Lisboa, são várias as agências que oferecem o passeio), e existe a opção de ir de carro. No entanto, costuma ser bem difícil conseguir vagas de estacionamento na cidade.

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16 hotéis em Lisboa para você se hospedar https://lugaresviagens.com.br/hoteis-em-lisboa/ https://lugaresviagens.com.br/hoteis-em-lisboa/#respond Fri, 11 Aug 2023 10:40:28 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=7056 Lisboa é mesmo de se apaixonar! A capital portuguesa, é a cidade mais rica do país e uma das grandes metrópoles europeias. Tem cerca de 547 mil habitantes, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Banhada pelo Rio Tejo, une lindas paisagens naturais à vibração de uma história, cultura e gastronomia únicas. Andando pela

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Lisboa é mesmo de se apaixonar! A capital portuguesa, é a cidade mais rica do país e uma das grandes metrópoles europeias. Tem cerca de 547 mil habitantes, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Banhada pelo Rio Tejo, une lindas paisagens naturais à vibração de uma história, cultura e gastronomia únicas. Andando pela cidade, observa-se o diálogo perfeito entre a tradição e a modernidade. 

Seus encantos também passam pela arquitetura singular, monumentos cheios de identidade, tudo junto com a hospitalidade calorosa de seu povo e condições climáticas agradáveis que enriquecem a visita em qualquer época do ano. Destino preferido para amigos, casais ou famílias, e para todos os gostos e bolsos. Entre as opções de hospedagens, um rico cardápio para escolher. 

Fizemos uma seleção especial para você, dos melhores hotéis de Lisboa. Baratos, com bom custo x benefício ou de luxo, no centro histórico ou perto do aeroporto, descubra onde é melhor ficar. Nós somos parceiros da Booking.com, uma empresa confiável e segura, que reserva hotéis no mundo inteiro. Reservando por nossos links nós ganhamos uma pequena comissão e você nos ajuda a manter a equipe que produz o site. Os valores das diárias podem variar de acordo com o câmbio/euro e com a procura. 

Melhores hotéis de Lisboa, de acordo com seu gosto e bolso

Hotéis baratos em Lisboa, próximos ao centro histórico

1 – Easy Hotel

O Easy Hotel, em Lisboa, oferece todo o conforto para quem chega para passear pela cidade, e com preços acessíveis. E há muito para ver. Com localização central, o hotel está a poucos minutos a pé da Avenida da Liberdade, que reúne lojas sofisticadas. Também está perto de bons restaurantes, entre sete a oito minutos de caminhada das estações de metrô Marquês de Pombal e Avenida, e a 19 minutos de carro do Aeroporto  Humberto Delgado, como se chama o Aeroporto de Lisboa, também conhecido como Aeroporto da Portela. Nos arredores, em caminhadas de até 30 minutos, o hóspede chega ainda à Praça do Rossio, Elevador de Santa Justa, Castelo de São Jorge, Praça do Comércio e Catedral de Lisboa. A poucos minutos de carro, estão a Praça do Marquês de Pombal, o Parque Eduardo VII e o Museu Gulbenkian. 

São 101 quartos, entre as categorias duplo superior, duplo standard, triplo standard, casal standard acessível, casal standard e casal superior. Todos pequenos, decorados com pitadas coloridas e com vista para a cidade. Entre as comodidades oferecidas, ar-condicionado e TV de tela plana, wifi, além de assistência para excursões e ingressos, ou acesso a uma academia próxima, com desconto, e lanchonete ou delicatessen à disposição. O café da manhã tem custo adicional. O preço das diárias parte de pouco mais de R$ 320, para dois adultos.

Hotel Easy  

Endereço: Rua de Santa Marta, 60

Diária média a partir de R$  320

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2 – Ibis Liberdade

Seja bem-vindo ao hotel Ibis Lisboa Liberdade, no coração da capital portuguesa. Todas as acomodações têm uma atmosfera moderna e uma decoração de bom gosto. São 70 quartos e suítes para não fumantes, distribuídos em nove andares e divididos nas categorias casal standard, com uma cama de casal, ou duplo standard, com duas camas de solteiro. 

O hotel fica a poucos passos de restaurantes, lojas e bares, e é perto das estações de metrô da Avenida, Marquês de Pombal e do Rato. O Aeroporto de Lisboa fica a menos de 20 minutos de carro do hotel. Também está situado próximo das áreas históricas do Bairro Alto, Alfama e do Centro de Lisboa, a apenas 15 minutos da Praça do Rossio, próximo ainda de atrações como o Elevador de Santa Justa, a Praça do Comércio e o Museu Gulbenkian. O Castelo de São Jorge, o Zoológico de Lisboa e a Catedral de Lisboa também estão a uma curta distância do hotel. Nas proximidades, ainda estão a Igreja de São Roque, a Basílica da Estrela, a Praça de D. Pedro IV, o Museu do design e da moda, o Miradouro de Santa Luzia, o Museu Nacional de Arte Antiga e o Panteão Nacional. 

O hotel é pet friendly – bichos de estimação são permitidos pagando 15 euros a mais na diária, por animal. Oferece wi-fi gratuito em todos os quartos e áreas comuns e o café da manhã completo está disponível diariamente por uma pequena taxa. O hotel também dispõe de uma lanchonete e um bar e lounge, além de business center. As diárias partem de pouco mais de R$ 405, para dois adultos.

Hotel Ibis Liberdade

Endereço: Rua Barata Salgueiro, 53

Diária média a partir de R$ 405

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3 – Ibis Styles Marquês de Pombal

Da mesma rede mundial de hotelaria, a Accor, o Ibis Styles Marquês de Pombal, aberto em 2019, está entre os hotéis mais procurados de Lisboa. É bem avaliado por todo mundo que passa por lá. Em localização privilegiada, ao lado do Parque Eduardo VII, o hotel está a dois minutos de caminhada da estação de metrô mais próxima, a de Marquês de Pombal, a 100 metros da estação de metrô Avenida da Liberdade, e ao lado de ponto de ônibus com conexões para o aeroporto. Está também nos arredores da Avenida da Liberdade, um dos símbolos de Lisboa, rodeado por vários pontos da capital portuguesa para quem se interessa por história e arte. Além do parque, a Praça Rossio e o Bairro do Chiado, algumas áreas mais celebradas da cidade, ficam nas proximidades, assim como a loja de departamentos El Corte Inglés, a cerca de 5 minutos a pé. A partir do hotel, também é fácil chegar ao Bairro Alto, ao Cais do Sodré, ou partir para as praias, como as de Cascais, Estoril e Costa de Caparica.
Com decoração contemporânea, os quartos são confortáveis e dispõem de ar-condicionado, cofre, banheiro privativo, wi-fi e canais de satélite gratuitos. O restaurante de tom moderno serve pratos portugueses, internacionais e opções para crianças no almoço e no jantar. O bar é outra opção para descontrair. A diária parte de R$ 405, não inclui café da manhã e animais de estimação não são permitidos.

Hotel Ibis Styles Marquês de Pombal 

Endereço: Avenida Fontes Pereira de Melo 5

Diária média a partir de R$ 405

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Hotéis de luxo em Lisboa, próximos ao centro histórico

4- Pousada de Lisboa Small Luxury – Pestana

Esse hotel de luxo em Lisboa ocupa um prédio com mais de dois séculos de existência, no Centro da cidade. Com ambientações que aproveitam uma elegante atmosfera de tudo o que carrega anos de história, evocada em toda a edificação (a decoração conta inclusive com peças de museu), a Pousada de Lisboa Small Luxury – Pestana está em frente à Praça do Comércio, ao lado do Rio Tejo, a 7 minutos a pé da estação de metrô mais próxima e a 2 quilômetros do Castelo de São Jorge. Daí também é fácil chegar à Catedral de Lisboa. A pousada faz parte do Small Luxury Hotels of the World, rede composta por 520 hotéis em mais de 80 países, incluindo hotéis design, mansões suntuosas e até ilhas privativas nos lugares mais remotos do planeta. 

Refinados, os quartos contam com frigobar, wi-fi gratuito e Smart TV. Alguns dispõem de varanda e/ou vista da praça, e as suítes incluem sala de estar. Uma luxuosa suíte de categoria mais alta tem paredes revestidas com painéis de madeira e duas varandas. Há ainda churrascaria com teto abobadado e revestimento de tijolos, além de piscina coberta, academia, spa com sauna e banho turco e oferta de massagens, lojas, cassino e discoteca. As diárias partem de R$ 1.500 e o café da manhã é cortesia. Um palco para uma verdadeira experiência urbana de luxo.

Hotel Pousada de Lisboa – Pestana

Endereço: Praça do Comércio, 31-34 

Diária média a partir de R$ 1.500

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5 – Tivoli Liberdade

Com 90 anos de tradição, o Tivoli Avenida Liberdade Lisboa é um dos hotéis cinco estrelas mais emblemáticos da cidade. Não é à toa que é a opção de hospedagem para personalidades que aí chegam vindas de todo o mundo. Localizado na Avenida da Liberdade, está a uma pequena distância de bairros típicos portugueses, como o Bairro Alto, o Príncipe Real ou o Chiado, e de lojas conceituadas, como Cartier, Gucci, Louis Vuitton, Prada e Bulgari, entre outras. 

Por perto, o Elevador da Glória permite desfrutar de vistas deslumbrantes da cidade a partir do mirante de São Pedro de Alcântara. O hóspede rapidamente chega ao Castelo de São Jorge, ou ao Museu Calouste Gulbenkian e pode conhecer seus gloriosos jardins. 

O hotel conta com dois dos melhores restaurantes do Centro de Lisboa e dois bares, entre cervejaria e espaços no rooftop, com a visão descortinada para a capital portuguesa, além de um bar na piscina, aberto no verão. Na carta, peixes e mariscos e coquetéis assinados pelo chef. O hóspede pode ainda desfrutar de apresentações de jazz. 

Para o puro relaxamento, há oferta de serviços de beleza e bem-estar e, se o objetivo é estar no hotel para eventos corporativos, tem ambientes para reuniões e conferências. Para quem quer aproveitar e manter a rotina de exercícios, não falta o centro fitness. A estrutura também inclui piscina externa e jardins. 

Limpos, grandes e confortáveis, os 285 sofisticados quartos e suítes  estão equipados com televisões LCD, monitor LCD nas casas de banho, internet wi-fi, luz individual de leitura, iluminação de presença e máquina de café Nespresso. Desde os amplos Deluxe Rooms à Suíte Presidencial, as acomodações são adornadas com mobiliário elegante e têm configurações amplas, requisitos essenciais do luxo urbano. Uma suíte de categoria mais alta também tem cozinha e banheira de hidromassagem. Estar nos Tivoli Hotels & Resorts é mimar-se com a vida dos sonhos, colorida por momentos especiais. As diárias partem de cerca de R$ 1.630.

Tivoli Liberdade

Endereço: Avenida da Liberdade, 185

Diária média a partir de R$ 1.630

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6 – Dom Pedro

Bem localizado, esse sofisticado hotel tem quartos elegantes, abertos para a paisagem da cidade, o Rio Tejo e o Castelo de São Jorge. O Dom Pedro Lisboa leva cinco estrelas como uma das melhores opções para estadia na cidade. Tem estrutura completa de saúde, bem-estar e entretenimento, com instalações de spa, incluindo piscina coberta, banheira de hidromassagem, cromoterapia, banho turco, sauna e academia. 

Com decoração clássica e metragens generosas, os quartos têm TV de tela plana com canais via satélite, frigobar e wi-fi gratuito. Têm ainda cama de casal king size ou camas individuais, área de trabalho, casa de banho totalmente equipada, máquina de café e chá, entre outras comodidades. Algumas suítes contam com vista panorâmica para a capital portuguesa. 

Localizada no último piso do hotel, em 420 metros quadrados de puro luxo, da suíte presidencial o hóspede contempla toda Lisboa, o rio Tejo e o parque florestal de Monsanto, em uma visão 360º. A acomodação inclui elevador privativo, ampla entrada em mármore, salão de grandes dimensões, varanda, sala de jantar, cozinha, casa de banho social, três terraços, jardim de inverno e duas suítes com quarto de vestir, casa de banho com walk-in shower e banheira. Esse ambiente majestoso é umas das melhores e maiores suítes presidenciais da cidade. 

O hotel abriga ainda o restaurante gourmet italiano Il Gattopardo, que serve pratos mediterrâneos e uma vasta seleção de vinhos no terraço coberto. O bistrô Le Café está aberto durante todo o dia e propõe opções internacionais à la carte. É famoso pelo buffet de almoço português. 

O Dom Pedro Lisboa fica a 10 minutos a pé das lojas e boutiques de luxo da Avenida da Liberdade. A região animada das Docas e o centro histórico estão situados a cerca de 10 minutos de carro. O hotel também fica em frente ao shopping Amoreiras, a 750 metros da estação de metrô mais próxima e a 7 quilômetros do Aeroporto Internacional de Lisboa. As diárias partem de R$ 750.

Hotel Dom Pedro 

Endereço: Avenida Engenheiro Duarte Pacheco 24

Diária média a partir de R$ 750

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7 – NH Collection Lisboa Liberdade

No coração da Avenida da Liberdade, elegante alameda repleta de cafés e lojas de luxo, está o NH Collection Lisboa Liberdade. O hotel está na zona da Baixa, na região onde está ainda a animada Praça do Rossio e o Elevador de Santa Justa, que leva ao Bairro Alto. Também é fácil o acesso ao Chiado. Além de estar próximo a bares, restaurantes e casas de fado, o hotel está a 15 minutos a pé de vários pontos turísticos da capital portuguesa. Está perto da Praça do Comércio e a 10 quilômetros do Mosteiro dos Jerônimos. A partir do hotel, é simples de deslocar pela cidade – fica a 50 metros da estação de metrô mais próxima e a 5 minutos a pé da estação de trem do Rossio. 

São 83 quartos e suítes, todos decorados em tons de castanho, branco e bege e com modernos assoalhos em madeira. Dispõem de janelas antirruído, colchões luxuosos e uma seleção especial de almofadas, além de máquina de café, revistas, roupão e chinelos, wi-fi gratuito, TV com tela plana, frigobar e cofre. Os quartos de categoria mais alta incluem sofá-cama e as suítes área de estar. As acomodações dos andares superiores têm vistas fabulosas para a cidade, como o Castelo de São Jorge, que está a dois quilômetros de distância. 

Há ainda restaurante especializado em culinária portuguesa, mediterrânea e internacional, um bar no lobby, piscina exterior adornada pela paisagem do Rio Tejo, e terraço. Há disponibilidade de espaços para reuniões e eventos – a sala de conferências pode receber até 40 pessoas. Em todo o hotel é proibido fumar e animais de estimação são bem-vindos. As diárias partem de cerca de R$ 826.

Hotel NH Collection Liberdade 

Endereço: Avenida da Liberdade 180 B

Diária média a partir de R$ 826

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Hotéis em Lisboa, com bom custo-benefício

8 – HF Fenix

A partir da janela, o ritmo e o romantismo de uma das zonas mais cosmopolitas e bonitas de Lisboa, a Praça Marquês de Pombal. Basta sair do hotel Fénix Lisboa, no Centro da cidade, para explorar a Avenida da Liberdade, a Baixa ou o Parque Eduardo VII, e um passeio pelas margens do Rio Tejo. Nos arredores, em uma caminhada de no máximo 30 minutos, o hóspede chega à Praça do Rossio, ao Elevador de Santa Justa, à Praça do Comércio, ao Castelo de São Jorge e à Catedral de Lisboa. Em até quatro minutos de carro, além da Praça do Marquês de Pombal, estão o Museu Gulbenkian e o Campo Grande. 

É fácil se deslocar a parti dali – tem uma estação de metrô bem perto. O Aeroporto Humberto Delgado está a 8,1 quilômetros, 18 minutos de carro. O hotel conta com café da manhã cobrado à parte, serviço de babá, também pago separadamente, business center e jardim. 

Quando bater a fome, os hóspedes podem ir até o Restaurante Espaço Jardim, que serve café da manhã e jantar. O elegante hotel oferece ainda um bar/lounge. Os 193 quartos, de metragens modestas, são distribuídos nas categorias casal premium, comfort premium room, comfort plus, casal conforto, duplo conforto, duplo premium, casal ou duplo conforto, e estão dispostos em oito andares. No último piso, as suítes e quartos Terrace se prolongam por um terraço privativo. Não é permitido fumar nas instalações do hotel. As diárias partem de cerca de R$ 448.

Hotel HF Fenix 

Endereço: Praça Marquês de Pombal, 8

Diária média a partir de R$ 448

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9 – Turim Restauradores

O Turim Restauradores é um antigo hotel localizado em uma região central de Lisboa, perto do Elevador da Glória, da Avenida da Liberdade e dos armazéns do Chiado, onde estão lojas, bares, restaurantes e outros estabelecimentos do comércio local. Daí também se avista o Castelo de São Jorge, distante 2 quilômetros. Muito procuradas pelos visitantes, a Torre de Belém e o Palácio de São Bento (Parlamento) são outras atrações populares na região. Nos arredores, curtas caminhadas levam ainda ao Jardim Botânico, Convento do Carmo, Praça do Rossio, Praça do Comércio e Catedral de Lisboa.

A partir do hotel, o deslocamento pela cidade é facilitado. Está perto de uma estação de metrô (a Estação Rossio fica a sete minutos a pé) e de transporte público – a parada Restauradores/Glória está a alguns passos da acomodação e a parada Rua São Pedro de Alcântara fica a três minutos de caminhada do hotel. O aeroporto Humberto Delgado está a 28 minutos de carro.

São 97 quartos, com decoração contemporânea. Se dividem nas categorias solteiro superior, casal superior, duplo superior e triplo superior. Todas acomodações contam com ar-condicionado, além de comodidades como cofres, camas extras/dobráveis (cobradas separadamente) e berços grátis, banheiros com banheiras ou chuveiros e produtos de toalete grátis, TVs de tela plana com canais via satélite, serviço de arrumação diário, escrivaninhas e telefones.  

O edifício, de atmosfera histórica, foi remodelado em 2010, e manteve os traços antigos por fora, em uma conversa com o novo interior, moderno e arrojado. O hotel dispõe de uma pizzaria e um bar, disponíveis também para eventos, corporativos ou familiares, como casamentos, batizados e aniversários. No menu do restaurante, pizzas de massa fina e pastas. O buffet de café da manhã está disponível por uma sobretaxa. As diárias ficam a partir de R$ 545.

Hotel Turim Restauradores 

Endereço: Rua da Glória 9 

Diária média a partir de R$ 545

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10 – Vila Galé Ópera

Com decoração que remete a ópera e música clássica, o hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa, fica em frente ao Rio Tejo, e perto de alguns dos pontos turísticos da capital portuguesa e arredores, como o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém, e das regiões badaladas da cidade, como as Docas e o complexo de bares e restaurantes LX Factory. Por aí, é fácil o acesso ao trem, elétrico e ônibus. Em apenas dez minutos, chega-se à zona da Baixa-Chiado e ao centro histórico de Lisboa. 

Com linhas modernas, o projeto leva a assinatura do renomado arquiteto português Manuel Salgado. Na estrutura oferecida, wi-fi gratuito em todas as áreas, espaços para reuniões, eventos e banquetes, spa com piscina interior, academia, sauna, banho turco e salas de massagens, um restaurante e um bar. 

O serviço de qualidade, o conforto, a segurança, as opções de entretenimento e a gastronomia renderam diversos prêmios para o Vila Galé Ópera, que tem 259 acomodações, entre elas 217 apartamentos standard, 19 apartamentos superiores e 16 suítes. Sete apartamentos estão adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. 

Os preços das diárias, em média, partem de cerca de R$ 720. Nos hotéis da rede, as crianças até 12 anos, acomodadas no apartamento dos pais, não pagam hospedagem e refeições, quando incluída no pacote.

Hotel Vila Galé Ópera 

Endereço: Travessa Conde da Ponte 

Diária média a partir de R$ 720

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11 – Hotel Roma

Um hotel ligado à cultura e às pessoas. Ligado à cidade. O histórico e icônico hotel Roma, com mais de 40 anos de fundação, está na Avenida Roma, a principal artéria da freguesia de Alvalade, em Lisboa. Faz a conexão entre as Avenidas Novas e qualquer ponto do mundo. Na pulsante região do bem conhecido e fogoso Bairro de Alvalade, estão lojas de marcas nacionais, restaurantes, padarias, gelaterias e galerias. Um curto passeio a pé ou de bicicleta chega aos principais serviços e comércio local. 

Além do bairro, de arquitetura emblemática dos anos 1950, o centro histórico de Lisboa, repleto de locais turísticos, está a poucos minutos de distância. Se a ideia é conhecer paisagens naturais, a recomendação é ir até o Parque Florestal de Monsanto, os jardins dos Museus da Fundação Calouste Gulbenkian ou ao Campo Grande, bem como as praias de Conceição, Carcavelos e Tamariz – e até Cascais, em uma viagem de 30 minutos de trem (comboio), à beira mar. 

O hotel está perto do Aeroporto de Lisboa (8 minutos de carro), e junto a uma vasta rede de transportes: estações de metrô (2 minutos a pé), estação de trem Roma-Areeiro (1 minuto a pé), ônibus e praça de táxis (em frente ao hotel). 

A viagem pode se tornar uma ótima experiência, seja de lazer ou negócios. Onde o espírito da região e a tradição se unem à modernidade, o hóspede tem à disposição um serviço personalizado, com uma atrativa relação qualidade/preço, ideal para as férias em família ou uma estadia a trabalho. 

O hotel Roma conta ainda com serviço de recepção 24h, wi-fi gratuito, salas amplas para eventos e uma deliciosa gastronomia acompanhada por uma seleção de 150 vinhos nacionais, servidos no restaurante. 

Espaçosos, bem iluminados e com máximo conforto, são 263 quartos, variando entre quatro categorias: standard (solteiro, duplo ou triplo), familiar, júnior suíte e econômico. Cada um tem TV LCD, ar condicionado, minibar, entre outras comodidades. Tudo por diárias que começam em pouco mais de R$ 362.

Hotel Roma

Endereço: Avenida de Roma 33

Diária média a partir de R$ 362

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Hotéis baratos em Lisboa, próximos ao aeroporto

12 – B&B Hotel Lisboa Aeroporto

Se a intenção é ficar em Lisboa e gastar menos, uma ótima opção é o B&B Hotel Lisboa Aeroporto, parte da rede internacional de hotéis econômicos. A diárias partem de pouco mais de R$ 318. Localizado na rodovia A1, o hotel está a apenas 4 minutos de carro do Aeroporto de Lisboa (3 quilômetros de distância) e a 15 minutos do Centro da cidade (a 14 quilômetros).  

Tem 188 quartos equipados com televisão tela plana, internet grátis com conexão wi-fi de alta velocidade, escrivaninha, ar-condicionado, secador de cabelo, cofre e casa de banho privativa. O hóspede pode escolher entre quartos duplos, duplos com duas camas ou familiares. No salão, o visitante desfruta de um buffet com pães e pastelaria frescos, cereais crocantes, bem como sucos de fruta e bebidas quentes – café, chá e chocolate – para o café da manhã. O hotel dispõe de café e chá grátis no chamado coffee corner. A hospedaria é pet friendly e tem estacionamento coberto. O hotel conta ainda com um restaurante arejado e contemporâneo no terraço.

A hospedagem fica a apenas 10 minutos de carro da Altice Arena, palco de shows durante todo o ano e próximo da Feira Internacional de Lisboa. Também está perto dos estádios de futebol do Sporting e do Benfica. 

Quem chega pode aproveitar ainda os passeios por locais emblemáticos como a Praça do Rossio e a Ponte Vasco da Gama, bem como outros pontos interessantes, como o Jardim Zoológico, o Jardim Garcia de Orta, o Museu Gulbenkian ou o Oceanário de Lisboa. Para os que adoram ir às compras, a pedida é passar pelo Centro Comercial Vasco da Gama ou pelo Centro Comercial Colombo, onde o visitante encontra uma diversidade de restaurantes que homenageiam a gastronomia portuguesa.

A 3,5 quilômetros do B&B Hotel Lisboa Aeroporto, está a Estação do Oriente – uma grande estação de trem, ônibus e metrô, que dispõe de ligações entre cidades da região, como o Porto, ao Norte, Algarve, ao Sul, Évora, a Leste, bem como trens que saem para Sintra. Ali perto, a 2 quilômetros, o hóspede encontra mais opções de transporte para se locomover pelos arredores e conhecer outros pontos turísticos, como as estações de trem de Moscavide e Sacavém, ou a estação de metrô da Encarnação.

O hotel pode ser a porta de entrada para ir aos lugares mais charmosos da capital portuguesa. Uma ideia é ir ao bairro de Alfama, um dos mais típicos de Lisboa, com suas ruas estreitas e a arquitetura árabe e medieval, onde se encontra o famoso Castelo de São Jorge, a Catedral e o Miradouro de Santa Catarina, com sua vista impressionante sobre a cidade e o Rio Tejo. Se a estadia se prolongar um pouco mais, vale ainda visitar Belém, onde está o Mosteiro dos Jerônimos, o Padrão dos Descobrimentos, e os deliciosos pastéis de Belém. O hotel é considerado três estrelas e oferece tudo o que é necessário para uma estadia confortável.

Hotel B&B Aeroporto Lisboa

Endereço: Rua Vasco da Gama, 5, Portela

Diária média a partir de R$ 318

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13 – Holiday Inn Express Aeroporto

Com ambientações modernas e descontraídas, o Holiday Inn Express Aeroporto Lisboa está a 2,2 quilômetros do Aeroporto de Lisboa e a 5 quilômetros do Oceanário da cidade. Os confortáveis quartos e suítes dispõem de wi-fi gratuito, TV com tela plana, chaleira e cafeteira. As suítes incluem sala de estar separada com sofá-cama. As diárias partem de R$ 540. O hotel oferece ainda estacionamento gratuito e buffet de café da manhã pago à parte. Também há um bar do lobby 24 horas, uma esplanada ao ar livre e sala para reuniões para até 40 pessoas. 

O hotel define a verdadeira hospitalidade para viajantes práticos e despachados. Quer viaje a lazer ou negócios, a estadia acolhedora é garantida. Está convenientemente localizado na zona industrial do Prior Velho, apenas a 4 quilômetros da Feira Internacional de Lisboa e do Parque das Nações. Perto ainda de locais onde acontecem eventos musicais, de lazer e cultura. De carro, a 20 minutos de distância, o visitante pode conhecer bairros típicos de Lisboa, como o Alfama e o Bairro Alto e, a 9,4 quilômetros, fica a Praça do Rossio.

Hotel Holiday Inn Express Aeroporto 

Endereço: Rua Guine, 18-18B, Prior Velho

Diária média a partir de R$ 540

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14 – Stay Inn Lisboa Aeroporto

O hotel Stay Inn Lisboa Aeroporto está situado a 1 quilômetro de distância do Aeroporto Humberto Delgado. O hotel três estrelas é mais uma opção econômica para quem procura uma boa relação custo-benefício na viagem para Lisboa. O Oceanário da cidade está a 4,5 quilômetros, o Rossio a 10 quilômetros e o Castelo de São Jorge a 11 quilômetros. 

São 84 quartos – os mais simples têm TV de tela plana, wi-fi, chaleira e ar-condicionado, e outros incluem varanda. Variam nas tipologias One, Double e Twin, com preços de diárias a partir de R$ 432. Camas confortáveis, decoração bonita, boa iluminação e banheiro espaçoso são outros pontos a destacar. Entre as comodidades oferecidas pelo hotel, café da manhã, estacionamento (pagos à parte), lounge compartilhado e um bar aconchegante e colorido. O hóspede também pode alugar bicicletas, se for seu desejo passear pela cidade de uma maneira alternativa. Um hotel moderno, para quem viaja a trabalho ou a lazer.

Hotel Stay Inn Lisboa Aeroporto 

Endereço: Rua Vasco da Gama, 38, Loures

Diária média a partir de R$ 432

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15 – Star Inn Lisboa Aeroporto

Ainda na lista de hotéis próximos ao Aeroporto de Lisboa, o Star Inn Lisboa Aeroporto está a apenas 4 minutos de caminhada do terminal, a 1,1 quilômetro. Com traços modernos e casuais, o hotel fica a 2,9 quilômetros do Oceanário de Lisboa e a 2,6 quilômetros do Cassino de Lisboa. Os hóspedes têm fácil acesso a outras regiões da capital portuguesa, partindo da Estação de Metrô Aeroporto, localizada a 5 minutos a pé dali – são 300 metros de distância. Nos arredores, é fácil chegar a pontos turísticos, a poucos quilômetros do hotel, como Mercado de Alvalade, Parque da Bela Vista, Estádio da Luz, Miradouro da Senhora do Monte, Castelo de São Jorge, Teatro Nacional Dona Maria II, Rossio, Praça do Comércio, Mercado da Ribeira e Mosteiro dos Jerônimos.

Todos os quartos contam com ar-condicionado e televisão de tela plana com canais por satélite – destaque para as cabeceiras com silhuetas de figuras icônicas. Os banheiros possuem produtos de higiene pessoal e secador de cabelo. Os hóspedes podem desfrutar de snacks durante o dia no Stars Caffé, bem como o buffet de café da manhã. Há restaurante, bar e bistrô. O hotel tem ainda estacionamento privativo, assim como estação de carregamento para veículos elétricos. Animais de estimação são admitidos. As diárias partem de aproximadamente R$ 653.

Hotel Star Inn Lisboa Aeroporto 

Endereço: Aeroporto Humberto Delgado – Rua C, Olivais

Diária média a partir de R$ 653

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16 – Meliá Aeroporto Lisboa

Moderno e elegante, o Meliá Aeroporto Lisboa fica a 200 metros do Aeroporto de Lisboa, a 700 metros da estação de metrô mais próxima e a 3 quilômetros do Centro da cidade. O Castelo de São Jorge está a 9 quilômetros dali. Os quartos contam com wi-fi, TV com tela plana e frigobar, e as suítes também incluem sala de estar. São opções que agradam os solteiros, os casais e famílias inteiras. 

Com design inovador, as instalações são inspiradas no mundo da aviação e muitos contam com vista para a cidade. No restaurante de atmosfera contemporânea, uma homenagem à culinária regional, com influências vanguardistas. O hotel tem ainda bar, centro de reuniões (nove salas para até 900 pessoas), spa com banheira de hidromassagem, sauna e banho turco, serviços de massagem, além de duas piscinas (uma aquecida e uma ao ar livre) e academia.  

Por perto, atrações espetaculares esperam pelo viajante. É fácil chegar ao bairro de Belém com seus inúmeros monumentos históricos, em contraste com a Avenida da Liberdade e suas lojas de luxo. Alfama, Baixa, Chiado e o Bairro Alto, os bairros mais antigos e boêmios de Lisboa, ou o Parque das Nações, construído para a Expo 98, também convidam a um passeio agradável. A diária no hotel parte de cerca de pouco mais de R$ 670.

Hotel Meliá Aeroporto Lisboa

Endereço: Aeroporto Humberto Delgado – Rua C, Olivais

Diária média a partir de R$ 670

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