Arquivos Espanha | Lugares Viagens https://lugaresviagens.com.br/europa/espanha/ Uma Volta ao Mundo Thu, 15 Jan 2026 00:05:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Toledo: a cidade medieval dos cristãos, judeus e muçulmanos https://lugaresviagens.com.br/toledo-o-que-fazer/ https://lugaresviagens.com.br/toledo-o-que-fazer/#comments Fri, 04 Aug 2023 13:01:31 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=6899 A fascinante Toledo, na Espanha, é Patrimônio da Humanidade da Unesco desde 1987. O título faz jus às suas heranças culturais e a rica história. Toledo é chamada a "cidade das três culturas", já que por muito tempo foi lugar de convivência harmônica entre cristãos, judeus e muçulmanos, um aspecto até hoje percebido pela presença

O post Toledo: a cidade medieval dos cristãos, judeus e muçulmanos apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
A fascinante Toledo, na Espanha, é Patrimônio da Humanidade da Unesco desde 1987. O título faz jus às suas heranças culturais e a rica história. Toledo é chamada a “cidade das três culturas”, já que por muito tempo foi lugar de convivência harmônica entre cristãos, judeus e muçulmanos, um aspecto até hoje percebido pela presença das igrejas, sinagogas e mesquitas, muitas com quase 1 mil anos de fundação.

Foi fortaleza de reis espanhóis, assistiu a embates contra romanos e árabes, é polo de manufatura de aço, com as celebradas facas e espadas. Outra atividade característica da cidade é a produção de cerâmica e o artesanato, com destaque para os jogos de xadrez feitos à mão com personagens culturais e medievais.

A origem da cidade chega ao ano 192 A.C, quando foi ocupada pelos romanos. No século 6 foi tomada pelos visigodos, assim assumindo o posto de capital da Espanha Visigótica com o Rei Leovigildo, até a conquista ibérica pelos mouros no século 8. Foi em 1085 que o rei Afonso VI recuperou a cidade dos mouros e restabeleceu o controle da região, nesse momento elevada à posição de primeira capital da Espanha.

Até o século 16, foram anos prósperos, mas Toledo viveu uma época de declínio econômico depois que a corte espanhola mudou-se primeiro para Valladolid e, em seguida, para Madri, em 1561. A partir do século 20, a cidade recupera todo seu esplendor, agora celebrada como importante destino turístico.

As ruelas da região antiga de Toledo fazem o visitante voltar à Idade Média. Portões, castelos e pontes são testemunhas do tempo em que a cidade era uma das mais importantes da Europa. Os caminhos, que lembram um labirinto de subidas e descidas, são uma atração por si só, além dos monumentos propriamente ditos. 

Para quem gosta de caminhar, Toledo convida a passeios a pé. Os principais pontos podem ser conhecidos em um único dia, mas pelo menos um dia a mais faz a visita ainda mais rica.

Nascido na ilha de Creta como Domenikos Theotokopoulos, o pintor, escultor e arquiteto grego El Greco mudou-se para Toledo em 1577, onde viveu e trabalhou até sua morte. Hoje, é um personagem especial da cidade. Conhecer suas obras é um programa imperdível para quem aprecia a arte. Foi aí que o artista recebeu diversas encomendas e produziu suas pinturas mais conhecidas, como A Ascensão da Virgem (1577-1579) e O Enterro do Conde de Orgaz (1586-1588).

O QUE FAZER EM TOLEDO

PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DE TOLEDO

Praça Zocodover

Principal praça de Toledo, a Praça Zocodover é parada obrigatória. O lugar conta a história da cidade, palco de touradas, manifestações culturais, onde estava um importante mercado do tempo dos mouros, que lhe deu o nome de origem árabe. Passando por ali, o turista pode respirar a agradável atmosfera das ruelas da cidade, experimentar os deliciosos doces de marzipan da confeitaria Santo Tomé, atravessar o arco do mais emblemático edifício da praça, encontrar Cervantes ou desfrutar de uma saborosa bomba toledana, preparação típica da gastronomia castelhana. A praça é hoje ponto de encontro, com lojas e cafés. Daí parte o trem que faz a visita panorâmica da cidade.

Sinagoga do Trânsito e Museu Sefardita

Sinagoga do Trânsito é como se conhece popularmente a Sinagoga de Samuel ha-Leví, amostra importante da arte hispano judia, localizada no coração do bairro judeu de Toledo. Erguida no século 14, é adornada com elementos mudéjares (tipo de arte e arquitetura cristã que incorpora influências do estilo hispano-muçulmano), belos traços geométricos, florais e inscrições árabes e hebreias. É um lugar que representa o rico patrimônio da civilização judaica. Durante o século 16, deixou de ser um hospital e asilo para se tornar exclusivamente uma igreja. 

Dentro da sinagoga, está o Museu Sefardita. A visita é um passeio pela história do povo judeu na Espanha desde a época romana até sua expulsão pelos reis católicos. O interior guarda preciosidades como objetos mesopotâmicos, moedas, contratos matrimoniais, utensílios litúrgicos, mapas, restos arqueológicos e funerários, maquetes, entre outros, além de uma biblioteca especializada e uma videoteca.

Catedral Primaz de Toledo

Uma das três catedrais góticas espanholas do século 13, a Catedral de Toledo, sede da Arquidiocese de Toledo, é considerada a obra magna desse estilo no país. Com projeto inspirado na Catedral de Bourges, na França, a obra aconteceu entre 1226 e 1493. Na arquitetura, também exibe características do estilo mudéjar. Foi construída com pedras de Olihuelas, sítio arqueológico perto de Toledo. 

Destaque para o magnífico altar barroco chamado El Transparente, construído por Narciso Tomé. O trabalho aproveita uma abertura na parte de trás da catedral e, quando a luz vinda da fenda no teto banha o interior, o altar, por alguns instantes, parece elevado aos céus. A catedral tem mais de 750 vitrais e é onde o rei de Portugal Sancho II está sepultado.

Museu de Santa Cruz

‌O Museu de Santa Cruz é um reduto de arte, arqueologia e etnografia. Situado no centro histórico de Toledo, exibe coleções de obras pertencentes à cidade, incluindo trabalhos de El Greco, que desenvolveu a maior parte da sua carreira na Espanha. O museu ocupa um edifício que, na arquitetura, é um importante representante do século 16, o antigo Hospital de Santa Cruz, tombado como patrimônio, desde 1902 bem de interesse cultural, e símbolo do estilo renascentista espanhol.

Museu dos Concílios e da Cultura Visigoda (Igreja de San Román)

Ícone de beleza e história, a Igreja de San Román, impulsora da atividade cultural de Toledo, abriga o Museu dos Concílios e da Cultura Visigoda. É uma viagem pela trajetória do antigo Reino Visigodo, cuja capital foi precisamente a cidade de Toledo. O acervo permite compreender esse período histórico da Espanha, que vai do século 5 ao século 8, perpassando o momento em que os povos godos invadiram a Península Ibérica logo após a queda do Império Romano, até quando os muçulmanos tomaram o território e conquistaram o Reino Visigodo, já decadente. 

Poucos monumentos da época visigoda resistiram ao tempo. Algumas igrejas localizadas em áreas rurais ainda guardam o conhecimento de sua arquitetura e elementos artísticos. A arquitetura religiosa desse povo lembra os modelos romanos e orientais, especialmente em relação às basílicas. No museu em Toledo, estão elementos ligados aos templos religiosos do período visigodo, caracterizados por desenhos geométricos ou vegetais, inspirados na decoração dos mosaicos romanos, e carregados de simbolismo.

Alcázar de Toledo

Construção edificada sobre rochas, primeiro uma fortificação, o Alcázar de Toledo está na porção mais alta da cidade. Ali existia um palácio feito no século 3, concebido pelos romanos, quando da dominação da Península Ibérica. Quando os espanhóis expulsaram os mouros, na chamada Reconquista, os reis Afonso VI e Afonso X decidiram por uma grande restauração e, em 1535, Carlos I fez do Alcázar de Toledo residência oficial dos reis da Espanha. À época da Guerra Civil Espanhola, no século 20, o Alcázar funcionou como ponto de defesa, e foi praticamente destruído pelos apoiadores da Segunda República, em um cerco de 70 dias. 

A Biblioteca Castilla-la Mancha, a mais importante da região de Toledo, está aí abrigada. Sua fundação, pelo rei Carlos III, leva ao século 18. Com a perseguição às ordens religiosas, a biblioteca passou a ser pública e, em fins do século 20, foi transferida para o último andar do Alcázar de Toledo, onde hoje também está o Museu do Exército. Inaugurado pelo Príncipe das Astúrias, rei de Espanha Filipe VI, o museu tem acervo composto por réplicas em miniaturas de batalhas, armaduras de vários países, armas como canhões, caixas enigmas decodificadoras dos códigos secretos alemães, entre outros elementos.

Museu El Greco

As obras de El Greco podem ser apreciadas nas igrejas, conventos e centros culturais de Toledo, mas a cidade também guarda o único museu especialmente dedicado ao pintor na Espanha. O Museu El Greco foi criado no início do século 20 pelo Marquês de Vega Inclán, um dos primeiros defensores da recuperação do trabalho do importante artista. Sua origem coincide com um movimento pela revalorização da obra de El Greco, assim como pela necessidade de reunir e expor algumas de suas criações, àquele momento em estado lamentável e dispersas pela cidade. 

Dessa forma, o marquês adquiriu casas em ruínas dos séculos 15 e 16 e, após revitalizá-las, destinou as construções para receber o museu. Supôs que as casas haviam sido morada do pintor, em pleno bairro judeu da cidade, mas não é verdade. Com isso, por muito tempo a instituição foi chamada Casa Museu El Greco. Na realidade, El Greco viveu no Palácio do Marquês de Villena, destruído em um incêndio. Tal palácio estava bem em frente ao museu, atualmente um jardim no qual foi erguido um monumento em homenagem ao artista. 

Com as casas reformadas, a ideia do Marquês de Vega Inclán foi recriar os ambientes e mostrá-los como a verdadeira residência do pintor, evocando sua personalidade, e esse trabalho acabou contribuindo para o surgimento do chamado “estilo espanhol” na decoração. A visita ao museu inclui os curiosos banhos medievais, descobertos durante a construção e, além do interior, vale passear pelos lindos jardins.

Real Colégio das Nobres Donzelas

Fundado em 1551 pelo arcebispo de Toledo e cardeal Juan Martínez Silíceo, o Real Colégio das Nobres Donzelas está localizado na praça dedicada ao cardeal. É um lugar não tão conhecido em Toledo, mas compensa a visita. É uma antiga escola para meninas e o projeto, cujos patronos foram o rei Filipe II e o arcebispo, tinha como finalidade promover a educação das jovens para serem boas mães. Ali ingressavam garotas entre sete e dez anos de idade, que permaneciam no instituto até o casamento. Caso ficassem solteiras, poderiam continuar ali. 

Instalado em 1554 na residência que pertenceu a Don Diego Hurtado de Mendoza, o colégio ostenta fachada de tijolo concluída no século 17. Ao longo do tempo, também incorporou o estilo neomudéjar e, depois, o neoclássico. Por dentro, beleza nas composições espaciais, e obras de relevante valor artístico. No centro da igreja, o lindo sepulcro do cardeal fundador, realizado pelo escultor Ricardo Bellver y Ramón, em 1890, assume posto de protagonista.

Igreja dos Jesuítas

A Igreja dos Jesuítas segue o estilo barroco do século 18. Abriga diversos templos de adoração e obras de arte magníficas. Sua origem remonta a mais de três séculos. Registros históricos dão conta de que está situada no local de nascimento de San Ildefonso, padroeiro de Toledo. Aberta para os cultos em 1718, preserva na capela-mor um retábulo original com afrescos, entre colunas e uma moldura pintada em perspectiva.

Os grandes retábulos barrocos, em cada lado da nave central, tornam a igreja um verdadeiro museu de esculturas. É testemunha da história da Companhia de Jesus, presente em Toledo há séculos. As grandiosas torres gêmeas, com mais de 50 metros de altura, oferecem ao visitante uma experiência única. Daí é possível apreciar uma paisagem privilegiada de Toledo.

Mosteiro de São João dos Reis

‌Com arquitetura de traço gótico isabelino, o Mosteiro de São João dos Reis, em Toledo, é uma das mais significativas amostras do estilo na Espanha. É tido como um dos mais bonitos templos góticos do país. Foi criado para ser o local onde seriam sepultados os reis católicos, e percorrer suas muralhas é absorver toda a história de que é detentor. O claustro do mosteiro é único na cidade. Em todos os quartos, distribuídos em dois andares, respira-se o silêncio que faz sair do burburinho da cidade para aproveitar momentos de calma. A vegetação exuberante, os tetos em caixotões… tudo leva à sensação de estar no paraíso.

Mesquita Cristo da Luz

A Ermida do Cristo da Luz é uma mesquita erguida no ano de 999, o monumento mais antigo de Toledo. É da época califal, como se chama a forma de governo islâmico que dominou a maior parte da Península Ibérica e do Norte de África, com capital em Córdoba, na Espanha. Pequena, mas cheia de arte e história, guarda diferenças e semelhanças com a grande mesquita de Córdoba, e é uma atração turística que não pode ficar fora da lista da visita a Toledo. Conta as particularidades da cultura islâmica da cidade. Fala sobre a conquista de civilizações que protagonizaram uma parte importante da história de Toledo, traduzida nos espaços da mesquita transformada em igreja.

Igreja de São Tomé – Enterro do Senhor de Orgaz

No centro histórico de Toledo, está a Igreja de São Tomé de Toledo, fundada depois da reconquista da cidade pelo rei Afonso VII de Castela. Dados históricos do século 12 registram a existência da igreja, cuja construção leva ao século 11, quando ocupou o lugar de uma antiga mesquita. Aí está a famosa pintura de El Greco, O Enterro do Senhor de Orgaz, para muitos a obra pictórica mais influente da história universal. A igreja é um dos espaços mais visitados na Espanha, de beleza que salta aos olhos. Os amantes da arte e da pintura encontram aí um lugar para se inspirar.

Igreja do Salvador

‌A Igreja do Salvador, concluída em 1159, é pequena, mas não se engane. É um edifício precioso, reconstruído quatro vezes sucessivamente, uma construção sobre a outra. Está em um dos eixos mais movimentados do centro histórico de Toledo, porém até mesmo muitos nativos desconhecem essa joia. Todas as civilizações que povoaram a cidade deixaram sua marca neste canto do bairro judeu. Um lugar único, enigmático e surpreendente, com destaque para a pilastra visigótica. A visita leva ao percurso pelo subsolo de Toledo e à descoberta dos segredos que guarda. De fato, um tesouro escondido.

Sinagoga de Santa Maria la Blanca

A Sinagoga de Santa Maria la Blanca é de estilo mourisco do século 12. Já foi a principal sinagoga de Toledo e, hoje convertida em igreja, é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Tem salão com arcos em forma de ferradura e guarda nas colunas brancas um símbolo da identidade local, lembrando a história dos judeus há séculos. Refúgio de paz, a sinagoga leva para um outro tempo. A construção evidencia a cultura sefardita e o ótimo estado de conservação mostra a obra como era em sua origem. O lindo jardim circundante enriquece a experiência.

DICA

Uma dica de ouro para quem vai a Toledo é comprar a Pulseira Turística de Toledo, que pode ser adquirida pela internet por 12 euros, e dá acesso a sete monumentos: Igreja dos Jesuítas, Igreja do Salvador, Igreja de São Tomé, Sinagoga de Santa Maria la Blanca, Mosteiro de São João dos Reis, Real Colégio das Nobres Donzelas e Mesquita Cristo da Luz. A pulseira é pessoal e intransferível, e é uma vantagem para o bolso do viajante, já que, separadamente, a visita a cada um desses pontos turísticos custa em torno de 2,8 euros. Nós somos parceiros da Civitatis, uma empresa confiável e segura, que vende passeios no mundo inteiro. Comprando por esse link nós ganhamos uma pequena comissão e você nos ajuda a manter o blog.

ONDE COMER

Depois de conhecer os lugares históricos de Toledo, o turista pode escolher onde fazer suas refeições nos estabelecimentos pelas ruazinhas da cidade. Na Calle Rea del Arrabal, por exemplo, estão restaurantes de renome, como Valinor, El Tirador, Hacienda del Cardenal Restaurante, Virgen de La Estrella, Churreria Catalino, Cerveceria Tito Boa, Masamadre, El Penon, Jacaranda e muitos outros. 

A Praça Zocodover também está recheada de barzinhos, pubs, restaurantes e quiosques que podem ser a opção para almoçar, jantar ou para um lanche rápido. O local é movimentado, principalmente à noite, quando as cervejarias ficam abertas. Perto do Museu Alcázar, na Plaza Mayor, estão os restaurantes mais famosos de Toledo. Tem de tudo, para todos os gostos, na cidade conhecida por ser o berço do famoso guisado de carne.

ONDE FICAR

A região do Alcázar e da Praça Zocodover, no centro histórico, é a melhor para se hospedar em Toledo. A 200 metros da praça, está o Hotel Carlos V, boa opção de estadia. Ao lado do Alcázar, o Hotel Alfonso VI é também muito procurado. Ainda na praça, está o Hotel Domus, e uma alternativa para economizar é o Hostal la Posada de Zocodover, entre a praça e a catedral.

Há muita oferta de hospedagens espalhadas pelo centro medieval. Ainda na região histórica, nos arredores da catedral, estão, por exemplo, o Hotel Santa Isabel, a La Posada de Manolo, o Eurico e a Hospedaria Casa de Cisneros. Na região judia, na parte mais baixa do centro histórico, um pouco mais longe da Praça Zocodover, fica o Sercotel San Juan de los Reyes.

Se a ideia é gastar menos, nos arredores da Puerta de Bisagra, onde a cidade murada se une à cidade por fora dos muros, estão alguns hotéis baratos, como o Hotel Sol, o Hostal Sol e o El Hostal Puerta de Bisagra.

Fora da cidade amuralhada, mais distante dos pontos turísticos, o visitante tem à disposição outras hospedagens econômicas, como o Hostal Madrid e o Princesa Galiana, ao lado da estação de trem.

Com a melhor vista de Toledo, do outro lado do Rio Tajo, perto do Mirador del Valle, aberto para o lindo panorama do centro histórico, o Parador de Toledo é um dos hotéis mais refinados da cidade.

Nós somos parceiros da Booking.com, uma empresa confiável e segura, que reserva hotéis no mundo inteiro. Reservando por esse link nós ganhamos uma pequena comissão e você nos ajuda a manter o blog.

COMO CHEGAR

A distância de Madri para Toledo é de 58 quilômetros. A melhor maneira de ir de Madri para Toledo é de trem e leva 1 hora e 56 minutos. Custa a partir de 14 euros. Os trens que vão para Toledo partem de Madri pela estação Atocha. Saem de hora em hora, e o turista pode comprar por trecho, ou ida e volta. Com a segunda opção, fica mais barato. É possível adquirir as passagens pela internet, ou direto na estação. 

Como alternativa, a viagem também pode ser feita de ônibus, ou por empresas de turismo. O ônibus sai da região sul de Madri, na estação Plaza Elíptica, o percurso demora cerca de 1 hora e meia, e o valor da passagem é a partir de 6 euros. As excursões, com a vantagem do banco poder ser reservado pela internet, e com um guia de turismo no trajeto, tem o preço médio é de 27 euros e sai da Plaza de Oriente, que fica próximo ao Teatro Real, em Madri.

Outra opção é alugar um carro e fazer todo o trajeto com mais conforto e comodidade. Reserve pelo nosso link de parceiros e veja as melhores opções de locadoras da região, com diárias a partir € 25. 

 

O post Toledo: a cidade medieval dos cristãos, judeus e muçulmanos apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
https://lugaresviagens.com.br/toledo-o-que-fazer/feed/ 1
Madri: 20 pontos turísticos para você visitar na capital espanhola  https://lugaresviagens.com.br/madri-pontos-turisticos/ https://lugaresviagens.com.br/madri-pontos-turisticos/#comments Thu, 11 May 2023 15:11:51 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=6549 Uma das maiores cidades da Europa, Madri tem cerca de 3,3 milhões de habitantes. A capital da Espanha é conhecida pelas ruas e avenidas elegantes, os ricos acervos de arte e cultura, os lindos parques e jardins, estilosos bares e restaurantes, sofisticados centros de compra, igrejas, museus, sedes do poder, o casario tradicional, a arquitetura

O post Madri: 20 pontos turísticos para você visitar na capital espanhola  apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
Uma das maiores cidades da Europa, Madri tem cerca de 3,3 milhões de habitantes. A capital da Espanha é conhecida pelas ruas e avenidas elegantes, os ricos acervos de arte e cultura, os lindos parques e jardins, estilosos bares e restaurantes, sofisticados centros de compra, igrejas, museus, sedes do poder, o casario tradicional, a arquitetura que salta aos olhos.
Em uma lista infinda de atrativos, um passeio entre os traços modernos e as construções históricas, para agradar turistas do mundo inteiro. A cidade é a sede da Organização Mundial do Turismo, já foi eleita a 10ª mais habitável do planeta, e figura na lista das 12 localidades mais verdes do continente europeu. O espanhol é a língua oficial e a moeda o Euro. Na diferença de fuso horário, Madri está a quatro horas a mais que Brasília.

São paisagens urbanas edificadas ao longo da história, testemunhas de épocas distintas. Há registros de ocupação da região ainda na pré-história. O primeiro documento histórico, acerca da existência de um povoado onde hoje é a cidade, remonta à era muçulmana, na segunda metade do século 9, mas as primeiras referências oficiais de civilização datam do século 11. Foi em 1561 que o rei Filipe II transferiu a corte de Sevilha para Madri, que assim foi elevada ao lugar de capital do país.
Representando Minas Gerais, voltamos a Madri dez anos depois, para participar da Feira Internacional de Turismo, uma das maiores do tipo do mundo, e o Madri Fusión, importante evento gastronômico. E também para passear, é claro! Passamos dez dias que não vão sair da memória. Basta uma caminhada pelo Centro para viajar pela atmosfera madrilenha, um misto de contemporaneidade e toda a riqueza de uma narrativa contada ao longo dos anos, ainda em movimento. Uma surpresa em cada esquina. Um lugar, antes de tudo, de efervescência.

 

ASSISTA AO VÍDEO QUE GRAVAMOS EM MADRI

https://www.youtube.com/embed/dBpBni6c6NU

O QUE FAZER EM MADRI


1 –
Praça Maior

Símbolo de Madri, a Praça Maior é parada obrigatória. O início da construção é do século 17, por determinação do rei Felipe III, que tem uma estátua no local. Assinam a obra em estilo barroco Juan de Herrera e Juan Gómez de Mora que, em 1617, ficaram responsáveis por rodear a praça de edifícios. A enorme esplanada está no Centro da cidade, perto da Porta do Sol e do Palácio Real.
Quando Madri ainda não era cortada por grandes ruas e avenidas, existia ali uma primeira praça, a Plaza del Arrabal, onde estava o mercado popular da vila, e só no tempo da corte de Felipe II a intenção de construir a praça, como seria até hoje, foi aventada.
A Praça Maior já assistiu touradas, festas, atos de fé, e diferentes manifestações populares. Com prédios de até três andares em todo seu entorno, a entrada é através de nove pórticos, sendo o chamado Cuchilleros o mais conhecido deles. Edificada em 1590, a Casa da Padaria é o primeiro edifício que surgiu por ali.
A Praça Maior vivenciou três incêndios e foi reconstruída três vezes. Na última vez que isso aconteceu, ficou determinado a altura atual das construções ao redor, que antes chegavam a até cinco andares. Com enorme potencial para o turismo, a praça conta uma parte importante da história de Madri. As redondezas também são recheadas de atrações.



2 – Mercado de São Miguel

Escolha o petisco, seu vinho preferido, e aproveite o passeio no Mercado de São Miguel. Verduras e frutas frescas, legumes, queijos, peixes, carnes e embutidos, além de vinhos, cervejas e cafés, fazem do local referência gastronômica em Madri. A proposta é que o visitante desfrute dos espaços coletivos degustando todas essas delícias. Estrelas da festa, as tapas, celebrados aperitivos da culinária espanhola, aparecem no mercado em diversidade, do tradicional jamón, cortado com perfeição, a salmão cru, das vegetarianas ao foie gras de bacalhau.

Se a ideia é uma refeição mais completa, tem também. E, nas bancas mais próximas da entrada do mercado, as sobremesas são uma ótima pedida. De dia ou à noite, estar no Mercado de São Miguel, que fica perto da Praça Maior, na Praça de São Miguel, no centro histórico, é uma experiência em particular.
O projeto original do mercado é de 1835, mas a inauguração de fato aconteceu em 1916. Foram anos prósperos, antes que o movimento diminuísse. Houve a ideia de demolir o mercado para construir outro mais moderno, mas isso não aconteceu. Ao contrário, um processo de revitalização devolveu toda a vida ao mercado, que reabriu em 2009 com fôlego novo, um recomeço. Agora, é um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Madri.

Estão aí lojas e barraquinhas com rica oferta de produtos. Os espaços para as refeições são coletivos, com mesas para serem divididas, e assim também uma oportunidade para conhecer pessoas de todas as partes. À noite, um lugar de boemia.  Além da cozinha local, a beleza do mercado, todo estruturado em ferro (um dos únicos mercados feitos com o material que ainda resistem na Europa) é uma atração por si só. Os detalhes da arquitetura ajudam a conhecer a cidade.


3 – Praça da Villa

Incrustada no coração de Madri, a Praça da Villa é um expoente da arquitetura da cidade. Uma multiplicidade de estilos, que perpassa uma linha do tempo entre os séculos 15 e 18, caracteriza os edifícios do entorno.
A Casa de la Villa, erguida em 1640, é um deles. Concebida por Juan Gómez de la Mora, está onde era uma prisão e hoje se trata de um grande salão. Aí estão lindos afrescos do século 17 de Antonio Palomino e encantadores tetos de vitrais.

Monumento mais antigo da praça, a La Torre de los Lujanes data do século 15, em traços que levam ao gótico. Notável pela fachada principal, em referências ao Renascimento, La Casa de Cisneros foi construída em 1537. Em lugar de protagonista, está na praça a estátua do marquês de Santa Cruz,  Álvaro de Bazán, de 1888, feita por Mariano Benlliure. O almirante coordenou a tentativa de invasão da Inglaterra pela Armada espanhola e a obra, de três metros de altura, fica sobre uma plataforma de mármore.

A tranquila praça, que serviu como o centro do governo de Madri por séculos, é um lugar imperdível para conhecer na capital espanhola.


4 – Catedral de Almudena

Edifício religioso mais importante da capital espanhola, a Catedral de Almudena foi, em 15 de junho de 1993, a primeira catedral consagrada fora de Roma, pelas bençãos do Papa João Paulo II. A construção data de 4 de abril de 1883, com a colocação da pedra fundamental pelo rei Alfonso XII, e projeto do arquiteto Francisco de Cubas.

A inspiração inicial é do desenho gótico francês do século 18, com elementos das catedrais de Reims, Chartres e León. O projeto, que incluía pela primeira vez uma grande cripta românica, serviu de base para a construção definitiva. Com a morte do arquiteto, outros profissionais seguiram com as obras e, ao longo do tempo, os critérios estéticos se alteraram e não se considera mais adequada a classificação do estilo gótico.

No Centro de Madri, com 102 metros de comprimento e 73 metros de altura, e agora uma arquitetura que mistura os conceitos do neoclássico no exterior, neogótico no interior e neo românico na cripta, a catedral também dispõe de um museu que aloja os padroeiros da cidade, a Virgem de La Almudena e San Isidro Labrador, que percorre a história da Igreja através dos sete sacramentos.

O interior convida à apreciação em detalhes e pela singularidade em relação a outras catedrais. Tetos e vitrais saem do estilo clássico para lançar mão de cores vivas e linhas retas. No museu da catedral, a história da diocese de Madri é contada em dezenas de objetos. Nas 12 salas, mosaicos e escudos episcopais e riqueza em ornamentos.


5 – Palácio Real

Também chamado Palácio de Oriente, o Palácio Real de Madri foi edificado no século 18 e é a residência oficial da Família Real Espanhola. Atualmente, recebe exclusivamente recepções, cerimônias e atos oficiais, já que os reis da Espanha moram no Palácio da Zarzuela.

As obras tiveram início em 1738 e seguiram por 17 anos. Com a conclusão, Carlos III estabeleceu aí a residência habitual, em 1764. O palácio foi instalado onde era antes o Palácio dos Áustrias, destruído por um incêndio em 24 de dezembro de 1734.
Com uma área de 135 mil metros quadrados e 4.318 quartos, é rodeado por áreas verdes. São os jardins do Campo de Moro, da Idade Média, e os jardins de Sabatini, do século 20, grandes atrativos do Palácio Real. Na primeira quarta-feira de cada mês, acontece a troca da guarda, que pode ser apreciada pelos turistas, que ainda têm a opção de participar de visitas simples ou guiadas durante todo o ano.

A visita típica prevê a ida aos salões oficiais (preservados e com muito estilo, cada um com sua identidade em particular, com destaque para a sala do trono), conhecer o arsenal real (armaduras, escudos e armas de tipos variados, uma das coleções mais emblemáticas do mundo) ou a farmácia real (centenas de frascos de diferentes formas e tamanhos que são uma volta no tempo).

Estão aí coleções de tapeçaria, porcelana, mobiliário, relógios, pinturas, esculturas e outras obras de arte de importância histórica. Entre escadarias, salões de variados usos (como os que abrigam porcelanas, para refeições ou cheios de espelhos), capelas, bibliotecas, pátios, aposentos de uso privado, e muito mais, tudo convida a estar novamente em outras épocas e perceber características que ajudam a formar a personalidade de Madri.

6 – Jardins de Sabatini

Sopro de paz no meio da agitação da cidade, os Jardins de Sabatini são um bálsamo de tranquilidade. Criados nos anos de 1930, estão no lado Norte, entre o Palácio Real, a Calle de Bailén e a Cuesta de San Vicente. De desenho francês, estilo neoclássico e traços geométricos, estão no local destinado às cavalariças construídas por Sabatini para o Palácio Real – daí o nome.

Apesar de assim batizados, não foram projetados por Francesco Sabatini, mas são instalados sobre os estábulos do Palácio Real, que anos atrás haviam sido desenhados pelo arquiteto.
São enfeitados por um lago, canteiros, esculturas, gramados e fontes de água e, ao redor, algumas das estátuas de reis espanhóis que seriam direcionadas para coroar o Palácio Real, mas que não foram colocadas no lugar intencionado, já que o peso seria excessivo para a estrutura do palácio.
Os jardins surgiram após a proclamação da Segunda República, e compreendem mais de dois hectares, com uma pegada ornamental. No verão, são palco para os concertos e espetáculos de “Los Veranos de la Villa”.


7 – Praça de Espanha

Depois de dois anos e meio de obras, a Praça da Espanha recuperou todo seu esplendor. É local de interesse turístico, agora mais verde, sustentável e acessível. Situada ao final da Gran Via, liga os diferentes espaços públicos desta zona da cidade: a Plaza de Oriente, os Jardins de Sabatini, o Campo del Moro e Madrid Río.

A nova praça está em uma área de mais de 70 mil metros quadrados. Durante a revitalização, foram plantadas mais de 1,1 mil novas árvores, abertos mais de 3 quilômetros de ciclovias nos passeios e perto de 400 metros de via para ciclistas em espaços livres de trânsito automóvel, além da criação de amplas zonas destinadas às crianças.

Está aí o popular Monumento a Cervantes (obra de Rafael Martínez Zapatero e Lorenzo Cullaut Valera, inaugurada em 1915), além de outras duas fontes: uma de criação recente, a Fuente del Cielo, em mármore de macaúba, inspirada nos céus de Madri, e a Fuente de la Concha ou do Nascimento da Água, anteriormente situada em frente do Edifício Espanha.

No decorrer das obras, foram descobertos importantes restos arqueológicos, assim integrados na praça para serem visitados pelo público. Quem vai ao local pode contemplar dois pisos do Palácio de Godoy, os contrafortes das antigas Cavalariças Reais, junto aos atuais Jardins de Sabatini, assim como os restos do ‘caminho de ronda’, do antigo quartel de San Gil.

A praça está rodeada por dois arranha-céus símbolos da cidade: a Torre de Madrid e o Edifício Espanha, que abriga hoje o luxuoso hotel Riu Plaza España. Estes dois edifícios conformam um dos conjuntos arquitetônicos mais curiosos da capital espanhola.

8 – Templo de Debot

Testemunha de 2,2 mil anos de história, originário do antigo Egito, o Templo de Debod é um tesouro de Madri. Situado a oeste da Praça de Espanha, ao lado do Parque do Oeste, é um regalo do Egito à Espanha por sua colaboração no salvamento dos templos de Núbia. Com auxílio de outros países, o Egito conseguiu salvar, entre outros, o Templo de Abu Simbel, que teria ficado sepultado na construção da Grande Represa de Assouan.

Após dois anos de reconstrução, o Templo de Debot abriu as portas em 20 de julho de 1972. A ausência de boas plantas arquitetônicas para orientar a montagem (algumas pedras foram perdidas no desmonte e transporte para as terras espanholas) dificultaram o processo. Nas primeiras décadas que se seguiram à inauguração, o templo não recebeu os cuidados que merecia, e a região foi até tida como insegura.

Agora, a prefeitura direcionou esforços para melhorar a conservação e a segurança do Parque do Quartel da Montanha. Com jardins ao redor, o lugar é preferido para piqueniques e, ao entardecer, é ainda mais encantador. Por dentro da estrutura de dois andares, informação sobre a mitologia e sociedade egípcias e explicações sobre os hieróglifos, incluindo maquete representando todos os templos de Núbia.


9 – Gran Vía

Construída entre 1910 e 1929 como ligação entre os bairros de Salamanca e Argüelles, a Gran Vía é o boulevard mais famoso da capital espanhola. A grande avenida reúne lojas, restaurantes, cinemas e edifícios icônicos da cidade. Ao longo da história, já foi chamada de Avenida de Rússia, Avenida de Quinze e Meio e Avenida de José Antonio.

O projeto de construção levou décadas até ser concluído. Os desenhos iniciais datam de 1862, quando parte do centro histórico madrilenho começou a ser delineado, mas o design final é de 1899, assim que o projeto foi apresentado pelos arquitetos José López Salaberry e Francisco Octavio Palacios.
Iniciadas em 1910, as obras seguiram até 1929, ano da conclusão. Uma das intervenções mais importantes do país, a construção da Gran Vía  demandou a demolição de mais de 300 casas e impactou quase 50 ruas. É agora o ponto de conexão entre o Centro de Madrid (Rua Alcalá) e o noroeste da cidade (Praça de Espanha). Entre os prédios mais conhecidos dessa mítica avenida, estão o Edifício Metrópolis e o Edifício Carrión.


10 – Portas do Sol

Ponto de encontro entre madrilenhos e turistas, a Portas do Sol é uma das mais conhecidas praças de Madri. Também reúne os prédios mais importantes da capital, como o Quilômetro Zero. Ocorrida em diferentes etapas, a obra começou com a construção da Casa de Correios, no século 18, o edifício mais antigo da praça, onde atualmente está a sede da Presidência da Comunidade de Madrid.
Entre 1857 e 1862, a praça recebe seus contornos definitivos pelas mãos dos arquitetos Lucio del Valle, Juan Rivera e José Morer, que projetaram os demais edifícios no local. No século 20, foram incluídos os jardins e a fonte, assim como a ampliação da zona de pedestres.
Entre os principais pontos turísticos da Portas do Sol, estão a estátua do Urso e do Medronheiro, na entrada da Rua Alcalá, instalada em 1967, um dos lugares de encontro mais populares de Madri, o Relógio da Casa de Correios, conhecido em todo o país por ser o lugar que recebe as badaladas de fim de ano desde 1962 (aí se reúnem todos os anos milhares de pessoas para comer as tradicionais uvas da sorte e celebrar o ano novo), e o Quilômetro Zero, onde começam as estradas radiais espanholas. A Portas do Sol também foi palco de alguns episódios marcantes na história de Madrid, entre os quais a proclamação da Segunda República, em 1931.


11 – Praça de Santa Ana

No Barrio de las Letras, acolhendo as esculturas de dois dos dramaturgos mais importantes da literatura espanhola, Calderón de la Barca e García Lorca, em duas figuras que olham para a fachada do Teatro Espanhol, ao longo da história de Madri a Praça de Santa Ana esteve intimamente ligada às artes teatrais. Aí se formaram os primeiros “Corrales de Comedias” da vila, apresentando grandes dramaturgos da época.

Do século 16 ao 17, foi frequentada pelos artistas mais importantes de cada tempo. No lado oposto da praça, está o majestoso hotel ME Reina Victoria, inaugurado em 1923 sob o nome da mulher do rei Afonso XIII de Espanha. Nos quartos luxuosos, se hospedaram personagens ilustres da música, do cinema e das touradas. E tem mesmo sempre algo a ver por ali. Ao longo do dia, todo o encanto da praça, mas a iluminação ao cair da noite e o ambiente dos terraços merecem uma visita noturna.


12 – Estação de Atocha

Em fevereiro de 1851 era aberta a segunda linha ferroviária da Espanha, unindo Madri a Aranjuez, surgindo assim a primeira estação de trem da capital espanhola, a chamada Estação de Atocha. Depois ampliada em 1865 e em 1892, desse último ano pertence seu elemento mais característico: a cobertura da nave principal que, desenhada pelo engenheiro Saint-James, tem 152 metros de largura, 48 de vão e 27 de altura.

Após a reforma coordenada por Rafael Moneo entre 1984 e 1992, atualmente a Estação de Atocha é um complexo formado por duas estações, a antiga, usada para escritórios e um complexo comercial e de lazer, onde está um jardim tropical com mais de 7 mil plantas de 400 espécies, e a nova, voltada ao tráfego ferroviário.

Da estação, que inclui trens nacionais e internacionais, partem dois passeios turísticos interessantes: o Tren de la Fresa, que vai para Aranjuez e recria o primeiro comboio saído de Atocha – composto por uma locomotiva a vapor histórica de meados do século 20, dois vagões da década de 1960 e quatro carruagens construídas entre 1914 e 1930 – e o Tren de Cervantes, que permite descobrir Alcalá de Henares, localidade natal do autor de Dom Quixote.


13 – Museu do Prado

O Museu do Prado é um dos abrigos da arte mais significativos do mundo, obra de Juan de Villanueva, aberto em 1819. No acervo, essencialmente pinturas dos séculos 16 a 19. Obras-primas de pintores como Velázquez, El Greco, Rubens, Hieronymus Bosch e Goya ornamentam as paredes desse centro de cultura.

Alguns exemplos dos expoentes da pintura aí encontrados são:  As Meninas, de Velázquez, o 3 de maio de 1808 em Madri: os fuzilamentos na montanha de Príncipe Pío, de Goya, O Cavaleiro da Mão ao Peito, de El Greco, As Três Graças, de Peter Paul Rubens, e Saturno devorando um filho, de Goya.
Para os amantes de arte, é bom dedicar pelo menos uma manhã para ver as principais salas e trabalhos artísticos. Mas, para quem não é tão atraído assim pela arte, do mesmo jeito uma sugestão é aproveitar o horário de entrada gratuita para ver o museu por dentro e admirar os quadros mais importantes. Ali perto, o visitante pode seguir para o Parque do Retiro e relaxar respirando o ar puro em um dos principais parques de Madri.


14 – Parque do Retiro

Refúgio de história e para desfrutar momentos de tranquilidade, o Retiro é o parque mais celebrado da cidade. Foi aberto ao público em 1868, e hoje, apreciado pelos turistas assim como pelos nativos, pode ser chamado o pulmão de Madrid. São 118 hectares de um riquíssimo espaço verde.
Criado na metade do século 17, é um parque urbano feito primeiro para o desfrute do rei Felipe IV. Teve algumas porções destruídas durante a Guerra da Independência, mas retomou todo o encanto e elegância, se transformando em um parque para o povo e para a realeza.
No parque são realizados espetáculos de marionetes, onde também músicos e videntes são algumas das distrações habituais. Entre as atrações do Retiro, o lago artificial, onde o visitante pode alugar barquinhos com remos ou fazer um passeio no barco grande, o monumento a Alfonso XII, em uma das margens do lago anterior, inaugurado em 1922, onde, aos domingos, músicos ficam ao redor tocando instrumentos, o Palácio de Cristal, construído em 1887, inicialmente usado como estufa, e atualmente sede de exposições temporárias, e o Passeio da Argentina, popularmente o Passeio das Estátuas, que perpassa estátuas de diversos reis da Espanha, de início requisitadas por Fernando VI para decorar o Palácio Real.
O Retiro é um dos lugares prediletos das crianças em Madri. O passeio de barquinho, o show de marionetes e os atores fantasiados de personagens infantis, os escorregadores e balanças em várias áreas do espaço, fazem a alegria da garotada.


15 – Praça de Cibeles

Rodeada por lindos jardins, a Praça de Cibeles está no Centro de Madri, no encontro entre o Paseo del Prado e a Calle Alcalá, e é um dos espaços icônicos da cidade. Adornada por uma bela fonte, tem no entorno imponentes edifícios construídos entre o final do século 18 e início do 20.
Assinada pelo arquiteto Ventura Rodríguez em 1782, a fonte representa a deusa Cibeles sobre uma carroça puxada por leões. A princípio, a fonte cumpriu a função de fornecer água para os moradores. Em 1895, foi transferida ao centro dessa praça e passou a exercer papel decorativo.

As celebrações do time de futebol Real Madrid em Cibeles também são um clássico do esporte na cidade, no local escolhido ainda para outras comemorações esportivas, como as da Seleção Espanhola de futebol e de basquete.

Entre as construções que rodeiam a praça, o majestoso Palácio de Cibeles, antes chamado Palácio das Comunicações, é um dos mais representativos da história de Madri. Inaugurado em 1919, abrigou a sede central dos Correios até ser reformado para receber a Prefeitura e um centro cultural. O mirante e o restaurante da parte superior têm boas vistas do Centro.
O Palácio de Buenavista, feito em 1777 como residência dos duques de Alba, é rodeado por árvores e é a sede do Quartel General do Exército. Inaugurada em 1891, a sede central do Banco de Espanha conta com um imponente exterior e interior adornado por pinturas de Goya, Mengs, Maella e Vicente López. O Palácio de Linares, datado de 1900 sob as ordens do marquês de Linares, anos mais tarde foi restaurado para se tornar a Casa de América, instituição que se propõe ao fomento das relações culturais entre a Espanha e os países ibero-americanos.


16 – Portas de Alcalá

No início da Rua Alcalá, na Praça da Independência, estão as Portas de Alcalá, monumento importante de Madri, e também cenário obrigatório para uma boa fotografia. A obra data de 1778, assinada por Francisco Sabatini, arquiteto italiano que viveu na Espanha e deixou seu carimbo em lugares tão celebrados quanto os jardins do Palácio Real.

Essa é uma das cinco portas reais de acesso à vila e testemunhou a história recente de Madri. Se tornou praça em 1889. Antes dela, havia outra Portas de Alcalá de tijolo, mas Carlos III mandou que fosse derrubada e reconstruída na Praça da Independência. É o primeiro arco do triunfo construído na Europa depois da queda do Império Romano, anterior a marcos como o Arco do Triunfo, de Paris, ou o Portão de Brandemburgo, de Berlim.

O nome, também como a rua assim batizada, se deve por ambas estarem no trajeto que existia para ir a Alcalá de Henares. Na porção noroeste do Parque do Retiro, a visita é uma boa oportunidade para entrar no parque.


17 – Museu Rainha Sofia

Na lista dos melhores museus de Madri, também o Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, que reúne importante coleção de obras de arte contemporânea espanhola. Inaugurado em 1992, compreende as épocas que o Museu do Prado não abrange, com trabalhos criados a partir de 1881, ano do nascimento de Pablo Picasso. O museu fica onde antes funcionava o Hospital de San Carlos, edificado no fim do século 18.
Na coleção, quadros de pintores espanhóis expoentes da arte, como o próprio Picasso, Salvador Dalí e Joan Miró. Obra mais conhecida do museu, Guernica, de Picasso, lembra o trágico bombardeio aéreo de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola.

Para quem quiser se embrenhar na visita, é bom ter disponíveis algumas horas, dada a extensão do museu. Isso para os verdadeiros amantes da arte moderna. Para curiosos como um todo, o indicado é dedicar pelo menos duas horas para passear pelas obras mais importantes. São vários os horários em que as entradas são gratuitas.

 

18 – Museu Thyssen-Bornemisza

Em uma soma aos acervos dos museus do Prado e Rainha Sofia, o Museu Thyssen-Bornemisza tem uma coleção de arte também entre as mais importantes da capital espanhola. No acervo, 1 mil obras que o Estado espanhol comprou da família Thyssen-Bornemisza em julho de 1993.
Está situado em um lugar privilegiado, o Palácio de Villahermosa, erguido no fim do do século 18 e símbolo da arquitetura neoclássica madrilenha. O museu é composto de três pavimentos. É indicado iniciar a visita pelo segundo, seguindo ao primeiro e depois ao térreo.
No caminho, a evolução histórica da pintura, com obras que abrangem os séculos 17 a 20, pode ser observada. Em destaque, trabalhos de artistas internacionais relevantes, como Van Eyck, Van Gogh, Caravaggio e Edvard Munch. Entardecer e Encontro, no espaço exterior, são algumas das obras do artista norueguês aí encontradas – a maior parte de sua coleção está exposta no Museu Munch, de Oslo.


19 – Rua Serrano

A Rua Serrano tem o metro quadrado mais caro da Espanha. É famosa por abrigar as lojas mais exclusivas da cidade, e também se destaca pela história e monumentos. Extensa, a via começa na Praça da Independência, passa pela Praça da República do Equador para terminar na rua Príncipe de Vergara. Corre quase todo o Paseo de la Castellana e atravessa vários bairros da capital, sendo a maior parte no bairro de Salamanca.
Mais do que luxuosos edifícios, monumentos e lojas, também reúne inúmeros bares e restaurantes. A origem da rua leva aos anos 60 do século 19. Com a Revolução Industrial, chegava à Espanha a riqueza e a capital estava em pleno andamento. A chegada de imigrantes à cidade, por um lado, e o surgimento de uma poderosa classe dirigente, por outro, mostravam que Madri precisava crescer.

Um dos personagens mais singulares daquele século, o Marquês de Salamanca projetou a construção de um bairro totalmente novo para a cidade nas proximidades de Chamartín, fazendo nascer o atual distrito de Salamanca, com ruas como a Serrano. Desde então, já era cercada de mansões aristocráticas e casas unifamiliares. Foi o próprio Salamanca o criador da primeira linha de bonde de Madri para essa região. A estação estava localizada na esquina da rua Serrano com a Maldonado, e de lá saiu o primeiro comboio, em 31 de maio de 1871, em direção a Portas do Sol.


20 – Teatro Flamenco Madri

O Teatro Flamenco Madri, instalado em uma das salas do Teatro Alfil, é o primeiro teatro de flamenco do mundo. Aí, os amantes do gênero podem desfrutar da essência dessa mais pura manifestação espanhola. O teatro não oferece apenas espetáculos de flamenco. Muito antes, é um centro cultural, representante da arte, e lugar de encontro para entusiastas. Uma sala de teatro versátil, com aproximadamente 300 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, com capacidade para 220 espectadores. Fomos, enfim, privilegiados com uma apresentação especial de flamenco em uma noite de emocionar!

 

ONDE COMER EM MADRI

Quando o assunto é comer bem, Madri tem variedade à mesa. Tem bares e restaurantes para todos os paladares. Aqui destacamos alguns: a Cervecería La Campana, conhecida pelos sanduíches de lula, pratos clássicos de tapas e pela sangria, é um bar urbano e despojado. La Casa del Abuelo é um restaurante centenário que, desde 1906, convida os moradores e estrangeiros a desfrutar das melhores tapas de Madri.

Fundada em 1894 e com funcionamento 24 horas, a Chocolatería San Ginés é um café famoso pelo churros com chocolate, que pudemos degustar – é mesmo uma delícia! Localizada no bairro de La Latina, a La Concha Taberna abriu as portas em 1996. Ao longo dos anos, ampliou o cardápio e atualmente oferece uma variada seleção de vinhos e cervejas, uma carta de tapas e tostas, e o famoso coquetel Manuela, feito com vermute da casa.

 

ONDE SE HOSPEDAR EM MADRI

Para hospedagem, Madri também tem riqueza de opções. Elencamos três dos hotéis mais agradáveis da cidade, onde ficamos durante nossa estadia. Da bandeira B&B, o B&B Plaza Mayor e o B&B Puertas del Sol. O primeiro está a três minutos a pé da Praça Maior, quatro minutos a pé da estação de metrô da Portas do Sol, e a dez minutos a pé do Palácio Real. É um hotel de descolado, que funciona em um edifício do século 18.

Os quartos e suítes têm piso em madeira, wifi grátis e TV tela plana. Algumas acomodações incluem varanda, sendo a suíte no piso superior com área de estar e terraço privado. As comodidades incluem pequeno almoço de buffet (mediante taxa), sala de TV e leitura, computador para hóspedes e área de lounge na entrada.

O também moderninho B&B Puertas del Sol está situado em um calçadão repleto de restaurantes e lojas. Fica a um minuto a pé da estação de metrô Portas do Sol, a quatro minutos a pé da Praça Maior e a 14 minutos a pé do Museu do Prado.

Os quartos têm decoração descontraída, e contam com wifi gratuito, TV com tela plana, cofre, frigobar e chuveiro com efeito chuva. As acomodações de categoria mais alta incluem varandas e algumas têm vista para a cidade. A estadia de crianças de até 12 anos (uma por quarto) acompanhadas dos pais é gratuita. Há um lounge colorido onde são oferecidos chá e café de cortesia.

Já o EasyHotel Madrid Centro Atocha fica a apenas cinco minutos de carro da Praça Maior e do Museu do Prado, a curta distância de carro também da Portas do Sol e do Parque do Retiro. Tem acesso fácil aos meios de transporte público, a um quilômetro da Estação de Atocha, por exemplo, com linhas de trem nacionais e internacionais. São 230 acomodações e o hotel também é pet friendly.
No nossa lista, nenhum dos hotéis inclui café da manhã, porque têm a proposta de serem hotéis econômicos, mas os da bandeira B&B têm espaço com cafeteria e oferta de produtos gratuitos para a preparação do lanche. As diárias são, em média, a partir de 60 euros.


COMO CHEGAR

Partindo da cidade portuguesa de Viseu, a viagem de ônibus mais rápida para Madri leva cerca de 7 horas 35 minutos. O percurso de ônibus é de 455 quilômetros, e escolhemos a FlixBus para nos levar à capital espanhola. A viagem custa a partir de aproximadamente 20 euros, e existem conexões diretas de Viseu para Madrid, sendo que o ônibus mais rápido nesta rota faz quatro paradas. A passagem pode ser comprada pelo método de pagamento da preferência do turista, incluindo cartão de crédito e Pix e é conseguida, por exemplo, em agências de viagem e guichês de passagem, desta forma com possibilidade de pagamento também em dinheiro vivo. Uma ferramenta em tempo real oferecida pelo aplicativo permite acompanhar a localização do ônibus, informando ainda se há atrasos.

Outra alternativa é alugar um carro para percorrer as cidades com mais comodidade e praticidade. 

O post Madri: 20 pontos turísticos para você visitar na capital espanhola  apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
https://lugaresviagens.com.br/madri-pontos-turisticos/feed/ 1
Madri: 10 lugares para você conhecer na pulsante capital espanhola https://lugaresviagens.com.br/madri-o-que-fazer/ https://lugaresviagens.com.br/madri-o-que-fazer/#respond Mon, 27 Sep 2021 18:50:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=4490 Datada do século IX, Madri é a capital e a maior cidade da Espanha. Banhada pelo rio Manzanares, a temperatura da cidade varia entre 10º C e 20º C durante todo o ano. As geadas são frequentes, mas a neve é rara. Sob o regime de monarquia constitucional, a cidade possui mais de 3 milhões

O post Madri: 10 lugares para você conhecer na pulsante capital espanhola apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
Datada do século IX, Madri é a capital e a maior cidade da Espanha. Banhada pelo rio Manzanares, a temperatura da cidade varia entre 10º C e 20º C durante todo o ano. As geadas são frequentes, mas a neve é rara. Sob o regime de monarquia constitucional, a cidade possui mais de 3 milhões de habitantes e o setor de serviços representa 85% da economia madrilenha.

A pulsante capital espanhola reúne o moderno e o tradicional com museus, praças, palácios, igrejas, touradas, restaurantes, entre outros atrativos. Com arquitetura arrojada, a cidade tem uma vasta e completa rede de transportes, com metrô, comboios (trem de alta velocidade) e ônibus.

A culinária local é de dar água na boca e reúne delícias como embutidos, frutos do mar e os vinhos tempranillo. Você não pode deixar de comer o “mixto con huevos” e churros no café da manhã e provar os sanduíches em um dos diversos estabelecimentos conhecidos por “Museo do Jamón”.

Outra atração à parte é a sensual dança flamenca (Patrimônio Imaterial da Humanidade), apresentada em casas especializadas e em praticamente todos os restaurantes da cidade. Uma noite ao som das castanholas não pode ficar de fora da programação!

O que fazer em Madri?

1 – Palácio Real

O Palácio Real de Madri é a residência oficial do Rei de Espanha. Com uma área de 135 mil m² e 4.318 quartos, é o maior palácio real da Europa. Em estilo barroco e neoclássico, possui estuques folheados a ouro, cortinados de seda, afrescos, lustres de cristal, adornos, tapeçarias, esculturas, porcelanas, mobiliário de época e pinturas valiosas. Na parte externa os Jardins de Sabatini e o Campo del Moro merecem contemplação.

2 – Plaza de España

A Plaza de España é uma das mais importantes de Madri, na qual se encontram os primeiros arranha céus madrilenhos, como o Edifício Espanha e a Torre de Madri. No centro encontra-se um conjunto de esculturas que homenageia o escritor Miguel de Cervantes, com seus famosos personagens: Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcinéia del Tobosco.

3 – Puerta del Sol

A praça Puerta del Sol é um dos locais mais famosos e concorridos de Madri, pois é lá que se encontra o marco zero das estradas espanholas, e também o relógio que faz tradicionalmente a contagem regressiva para a entrada do novo ano no dia 31 de dezembro.

4 – Plaza Mayor

A Plaza Mayor é um dos locais mais emblemáticos de Madri. Situada no centro comercial da cidade, o acesso se dá por um de seus nove pórticos. De planta retangular, a praça é completamente rodeada por edifícios de três andares que abrigam lojas, bares e restaurantes. No centro da praça está a estátua de Filipe III e em volta pintores de rua imprimem ao local um ar boêmio e romântico.

5 – Gran Vía

A Gran Vía é uma importante área comercial, turística e de lazer. Começa na Rua de Alcalá e termina na Praça de Espanha. Nela ficam as lojas de grife, cinemas, bares, restaurantes e os variados teatros para musicais, o que a faz ser conhecida como a “Broadway Madrilenha”.

6 – Catedral de Almudena

A majestosa catedral tem 102 metros de comprimento e 73 metros de altura. Sede episcopal de Madri, sua arquitetura é uma mistura dos estilos neoclássico (exterior), neogótico (interior) e neorromântico (cripta). Construída ao lado do Palácio Real, a catedral tem orientação norte-sul diferentemente das demais igrejas que se orientam no sentido leste-oeste.

7 – Mercado de San Miguel

Construído com ferro e vidro o mercado é um convite à culinária local. Vale a pena perambular pelas bancas de frutas, verduras, legumes, pescados, queijos, vinhos e se deliciar com as tapas, as paellas e a sangria.

8 – Parque del Retiro

Em uma área de 118 hectares no centro da cidade está o Parque del Retiro. Para quem gosta de natureza, esse refúgio tem atrações como passeio de barco pelo lago, caminhadas por entre os jardins, um imenso roseiral com mais de quatro mil pés, fontes e galeria de arte.

9 – Estádio Santiago Bernabéu / Real Madrid

O Estádio Santiago Bernabéu é o templo do futebol do Real Madrid. Com capacidade para 80 mil espectadores, em 2003, o Santiago Bernabéu foi denominado pela União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) como Estádio categoria 5 estrelas. O passeio inclui vista panorâmica e visita à sala de troféus, ao banco de reservas, ao túnel de entrada e a sala de imprensa, terminando na loja oficial do time.

10 – Museo Nacional del Prado

O Museo del Prado é um dos mais importantes museus do mundo tanto pela quantidade quanto pela variedade do acervo. Sua coleção, centrada na época anterior ao século XX, destaca as artes flamenca, italiana, alemã, francesa e inglesa. Existe também no museu um importante conjunto de esculturas, desenhos, moedas e medalhas.

Botín: o restaurante mais antigo do mundo

Segundo o Livro dos Recordes em Madri encontra-se o restaurante mais antigo do mundo, o Botín, fundado em 1725. Localizado na Calle Cuchilleros, próximo a Plaza Mayor, o restaurante tem ambiente de hospedaria, com quatro andares. A especialidade do Botín é a cozinha castelhana com os assados de cordeiro e leitão.

Ônibus turístico

Inicie o passeio por uma das linhas de ônibus turístico, que passam por todos os pontos de interesse do visitante, com áudio em diversos idiomas. Os passes geralmente valem 24horas, podendo o passageiro descer para visitar um ponto turístico e depois retornar ao ônibus para seguir com o tour. Não se esqueça de utilizar o guia de descontos em museus, lojas e restaurante, que é oferecido pelos ônibus.

Mapa dos atrativos de Madri

Onde se hospedar em Madri

Veja mais opções de hotéis, valores de diárias e faça sua reserva aqui

Booking.com

Voo Belo Horizonte x Madri

De Belo Horizonte para Madri via TAP a partir de R$ 3.282,00.

Viagem realizada por Luana Bastos e Marden Couto em janeiro de 2013

 

Mais destinos pela Europa

O post Madri: 10 lugares para você conhecer na pulsante capital espanhola apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
https://lugaresviagens.com.br/madri-o-que-fazer/feed/ 0
Barcelona: 10 dicas imperdíveis para você curtir a cidade https://lugaresviagens.com.br/barcelona-o-que-fazer/ https://lugaresviagens.com.br/barcelona-o-que-fazer/#respond Tue, 05 Jan 2021 03:25:00 +0000 https://lugaresviagens.com.br/?p=2367 Listamos 10 dicas para que você planeje sua viagem para Barcelona, na Espanha, e conheça o que há de melhor nessa metrópole.

O post Barcelona: 10 dicas imperdíveis para você curtir a cidade apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
Barcelona é um dos destinos mais cool do mundo. A cidade é vibrante, cosmopolita e cheia de coisas para fazer. Tem a arquitetura inconfundível de Gaudí, com seus mosaicos e curvas. Tem as deliciosas tapas, paellas e sangrias que aguçam qualquer paladar. Tem lojas de grife e mercados ao ar livre. Tem um dos times de futebol mais famosos do planeta. E uma vibe despojada que conquista os visitantes e turistas.

Por isso, listamos 10 dicas para que você planeje sua viagem e conheça o que há de melhor nessa metrópole.

O que fazer em Barcelona

1. Alugar uma vespa

A cidade tem grandes avenidas e é muito bem sinalizada. Se você gosta de fugir do comum e se aventurar um pouquinho, alugue uma vespa para passear pela cidade, mesmo que seja por um ou dois dias. A locação não é muito cara e você terá uma experiência divertida sobre duas rodas.

2. Caminhar pela La Rambla

A charmosa La Rambla é uma avenida fechada para a circulação de carros, que liga a Praça da Catalunha ao Porto Velho. Emoldurada por árvores, lojas e restaurantes, o local é o point da cidade, onde turistas e mais turistas circulam por lá. Uma das paradas obrigatórias é no Mercado de Boquería, com destaque para as barracas de embutidos e frutos do mar.

3. Fazer compras no Passeig de Gràcia

Avenida que dá continuidade a La Rambla, na Passeig de Gràcia estão as lojas das principais grifes mundiais como Louis Vuitton, Prada e Gucci. Este é o pedaço mais chic de Barcelona, com lindas vitrines e lojas perfumadas. Mesmo que você não esteja interessado em comprar, vale o passeio.

4. Se encantar com a Sagrada Família

O impressionante templo católico é uma das obras mais conhecidas do arquiteto catalão, Antoni Gaudí, que está enterrado no local. Em construção há mais de 133 anos e sem previsão de término, a igreja está sendo erguida com recursos provenientes de doações. O templo encanta pela grandiosidade e pela riqueza de detalhes. São três fachadas e oito torres construídas, de um total de 18 previstas.

5. Curtir o por do sol na Barceloneta

Lugar predileto dos praticantes de atividade física ao ar livre, a Barceloneta reúne corredores, ciclistas, skatistas, patinadores e quem mais quiser curtir a brisa do mar mediterrâneo. A praia é muito frequentada durante o verão e confere um clima mais descontraído ao bairro. Assistir ao por do sol em um dos bares de tapas é imperdível! sydney sweeney tits nude

6. Passear no Park Guell

Planejado pelo empresário Palau Guell para ser um condomínio para endinheirados, projeto que fracassou, o Park Guell foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, em 1984. Em 1918, o terreno foi vendido para a prefeitura, que decidiu convertê-lo em um novo parque. Obra de Gaudí, o parque tem 15 hectares e conta com trilhas, mirantes, praças, fontes, pontes e o Museu de História de Barcelona. Não se esqueça de tirar uma foto com a emblemática salamandra, que se tornou símbolo da cidade.

7. Visitar o Camp Nou

O tour no estádio do Barcelona, um dos principais times de futebol do mundo, é recomendado mesmo para quem não gosta do esporte. O passeio começa pelo museu do time, uma exposição interativa, que conta a história e mostra os principais feitos do clube. Passa pelo espaço Messi, pelos troféus de outros esportes do Barça, depois a sala de coletiva de imprensa, a cabine de transmissão, a arquibancada e o vestiário. Mas, a emoção é forte quando chega-se ao gramado.

8. Conhecer a Casa Batllo e a Casa Milà

Não tem como passar pelo Paseo de Gracia e não notar as extraordinárias Casa Batllo e Casa Milà (conhecida também como La Pedrera). Construídos no início dos anos 1900, os edifícios residenciais tem os traços inconfundíveis de Gaudí. O artista imprimiu ali também suas linhas curvas, formas orgânicas, mosaicos e jogos de luz. Ambas são declaradas pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.

9. Admirar a vista da Montjuic

Montjuic, conhecida também como montanha dos judeus, abriga atrações como o Palácio Nacional, o Anel Olímpico, o Museu Miró, o Castelo de Montjuic e o Jardim Botânico. Mas o ponto preferido é o Miramar, um mirante com vista para toda a cidade, de onde é possível descer de teleférico até o porto de Barcelona.

10. Se deliciar com a culinária local

Se a intenção for comer e beber bem, Barcelona é o lugar ideal. São diversos bares, restaurantes e mercados que oferecem os deliciosos embutidos, como os presuntos crus, as tradicionais tapas, como as “patatas bravas” e as típicas paellas, valenciana ou negra. Para acompanhar, nada melhor do que um vinho tempranillo ou uma sangria.

Mapa dos atrativos de Barcelona

Onde se hospedar em Barcelona

Veja opções de hotéis, valores das diárias e faça sua reserva aqui

Booking.com (function(d, sc, u) { var s = d.createElement(sc), p = d.getElementsByTagName(sc)[0]; s.type = ‘text/javascript’; s.async = true; s.src = u + ‘?v=’ + (+new Date()); p.parentNode.insertBefore(s,p); })(document, ‘script’, ‘//aff.bstatic.com/static/affiliate_base/js/flexiproduct.js’);
Viagem realizada por Luana Bastos e Marden Couto em janeiro de 2013
 

Mais destinos pela Europa

O post Barcelona: 10 dicas imperdíveis para você curtir a cidade apareceu primeiro em Lugares Viagens.

]]>
https://lugaresviagens.com.br/barcelona-o-que-fazer/feed/ 0